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Automobilismo Fórmula 1

F1: Com Mercedes e Red Bull à frente, Ferrari deve ser terceira força em 2026

A Ferrari inicia mais uma era na Fórmula 1 sem causar o entusiasmo que os fãs esperam da maior equipe da categoria, há 18 anos sem um título mundial. Após a primeira semana de testes de pré-temporada em Barcelona e Sakhir, a imprensa europeia já escolheu seus favoritos para 2026: Mercedes e Red Bull. Enquanto os “Flechas de Prata” encontraram o que aparenta ser uma brecha nas regras em relação ao motor, a equipe austríaca apresenta bons indícios na administração de energia. Para os italianos, a expectativa é de ser a terceira na relação de forças.

No novo regulamento, os motores terão influência de 50% da parte elétrica, algo que tem causado dores de cabeça em equipes e pilotos. Ninguém quer mostrar o ritmo verdadeiro no momento, e uma verdadeira “guerra de elogios” entre rivais pode ser vista.

Para Charles Leclerc, o desempenho mostrado pelas concorrentes impressiona. “Acho que a Red Bull mostrou coisas impressionantes em termos de unidade de potência desde o início do teste, especialmente aqui. A Mercedes também está mostrando coisas muito impressionantes às vezes, mas eu diria que eles estão escondendo ainda mais. Eu esperaria que eles estivessem um pouco à frente de nós”, disse.

A Ferrari se destaca, até aqui, pela confiabilidade da unidade de potência. Com 1.131 voltas completas, incluindo as feitas pelas clientes Haas e Cadillac, a escuderia de Maranello ficou atrás somente da Mercedes em distância percorrida, que fez 1.444 voltas. O único problema enfrentado nos testes foi uma pane seca de Lewis Hamilton, no último dia. A principal reclamação da dupla de pilotos foi em relação ao equilíbrio do SF-26, para além das críticas recorrentes do grid à “burocratização” dos novos carros, encabeçada pelo britânico.

Chefe da equipe italiana, Frédéric Vasseur afirmou que não acha que a gestão de energia será mais importante que a aerodinâmica dos carros. “No ano passado, vimos variações de 0s6 ou 0s7 apenas por preparação de pneus e condições, com carros que já conhecíamos há anos. A gestão de energia é importante, é chave para o tempo de volta, mas todos os outros parâmetros da F1 continuam existindo. Seria um erro esquecer os fundamentos só porque o regulamento é novo”, concluiu.

A McLaren não é carta fora do baralho, mas pouco se sabe sobre onde a equipe “Papaya” está em termos de desenvolvimento. Para Leclerc, os britânicos não estarão muito longe. “A McLaren é um pouco mais difícil de entender, mas pelo que vejo agora, é Red Bull e Mercedes na frente, e depois nós. Mas não parece haver uma diferença muito grande por enquanto”, declarou o monegasco.

Ferrari e rivais protestam contra suposta irregularidade da Mercedes

TOTO WOLFF f1
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As equipes acusam a Mercedes de ter um motor fora da legalidade, e a questão central da discussão é a taxa de compressão geométrica, que indica quantas vezes a mistura de ar e combustível é comprimida nos cilindros. Por regra, a razão obrigatoriamente tem de ser de 16 por 1, mas a equipe alemã teria encontrado uma forma de aumentar essa taxa com o carro na pista com a expansão causada pela temperatura.

Como a verificação é feita com o carro parado e em temperatura ambiente, o que estaria garantindo à equipe da dupla George Russell e Andrea Kimi Antonelli um ganho estimado de 0,3s por volta. As rivais pressionam a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para banir o motor que consideram “ilegal”, e é neste ponto que o jogo político na mídia começa.

Tanto a Mercedes quanto suas clientes começaram a repassar à Red Bull o papel de equipe a ser batida, como forma de tentar invalidar o argumento de que a montadora alemã tem um alto ganho indevido. Até agora, Ferrari, Audi, Honda e a companhia de energéticos são os nomes que exigem uma atitude por parte da FIA.

A temporada 2026 da Fórmula 1 começa no dia 8 de março com o Grande Prêmio da Austrália. Até lá, a disputa política segue nos bastidores. Caso a brecha seja confirmada e mantida, a Mercedes tem um trunfo forte para iniciar com o pé direito o novo regulamento, como fez em 2014 no que culminaria em sete títulos mundiais.