O Botafogo certamente possui maiores preocupações neste momento delicado da temporada em relação às semifinais da Taça Rio, mas o alvinegro não poderia ter uma oportunidade melhor para estancar o sangramento de seis derrotas consecutivas. Depois de muitas decepções e a eliminação no Campeonato Carioca, o Fogão superou o Boavista por 2 a 0 fora de casa com uma formação alternativa que priorizou a segurança defensiva e a eficiência nas transições, sendo esta uma noite de notícias positivas para Martín Anselmí.
Botafogo apresentou bom futebol com escalação alternativa
Anselmí optou por um time reserva, promovendo a estreia do experiente Edenílson no meio-campo para dar cadência a uma equipe repleta de jovens da base, se estruturando em um 3-4-3 (ou 5-4-1 defensivo). O trio composto por Ythallo, Marquinhos e Justino, ofereceu superioridade numérica contra os ataques diretos do Boavista, enquanto a dupla Edenílson e Arthur Novaes controlou o ritmo do meio-campo. Pelas alas, Kadu e o estreante Jhoan Hernández deram amplitude, e o ataque formato também por Nathan Fernandes e Artur exploraram bem as costas da defesa.
O Boavista, sob o comando de Gilson Kleina, tentou aproveitar o entrosamento menor do Botafogo para pressionar nos primeiros 15 minutos. O time de Saquarema criou chances com Lucas Silva e Isael, mas esbarrou em uma linha defensiva alvinegra muito bem postada, que soube “sofrer” sem desorganizar as linhas. Enquanto isso, o Fogão não precisou de um grande volume de jogo para definir seus gols em um curto período de tempo.
Aos 43′ do primeiro tempo tivemos a aberta do placar em uma ogada de bola parada ensaiada. Artur cobrou falta, Ythallo (zagueiro alto) escorou na segunda trave e o também zagueiro Justino apareceu para finalizar. Isso mostrou que, mesmo com reservas, o trabalho tático de Anselmi em bolas paradas estava em dia. Logo no início da etapa complementar, uma saída rápida, passe de Edenílson e finalização cruzada de Artur definiram o placar final, quebrando o psicológico de um Boavista que passou a ficar nulo ofensivo.
Após o 2 a 0, o Botafogo recuou o bloco e passou a administrar a posse de bola no campo de defesa, atraindo o Boavista para buscar o contra-ataque. A entrada de Kauan Toledo e Arthur Izaque manteve o fôlego ofensivo, com o time chegando a carimbar o travessão no final da partida. Ou seja, a escolha por três defensores centrais neutralizou as investidas aéreas do Boavista, que era a principal arma do time da casa, e a versão mais alternativa da escalação principal foi mais direta, aproveitando a velocidade de Nathan Fernandes e Artur.
Como foi a estreia de Edenílson pelo Botafogo?
A estreia de Edenílson no Botafogo, durante a vitória por 2 a 0 contra o Boavista em 21 de fevereiro de 2026, foi considerada extremamente positiva, especialmente pelo papel de liderança técnica que ele exerceu em um time repleto de jovens. Titular, atuou por cerca de 74 minutos, deu a assistência para o segundo gol da partida, marcado por Artur, logo no primeiro minuto da etapa final, apresentou um aproveitamento altíssimo de 94% de acerto e mostrou segurança na saída de bola.
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