Tênis direitos das mulheres
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Como o tênis evoluiu nos direitos das mulheres e como ainda pode evoluir

O tênis, assim como qualquer esporte, teve grandes evoluções nos direitos das mulheres. As grandes revoluções começaram ainda no século anterior, chamando a atenção e ganhando cada vez mais espaço. No entanto, as conquistas não pararam no passado e, ano pós ano, há melhorias para as atletas.

Quando se fala de direito da mulher no tênis, Billie Jean King é sempre muito lembrada. E deve ser, já que a estadunidense é o principal nome na disputa por direitos igualitários no século passado. BJK ajudou a colocar o problema em destaque e sua vitória na Batalha dos Sexos evidenciou ainda mais a questão.

Foi somente depois do confronto que os prêmios dados às mulheres passaram a aumentar. Em alguns casos, a premiação passou a ser a mesma dada aos homens. Hoje, todos os Grand Slams oferecem a mesma quantia para as competições femininas e masculinas. Só que o mesmo não pode ser dito de todos os torneios.

O Cincinnati Open, evento de Masters e WTA 1000, é um dos grandes exemplos desse caso. Todos competem nas mesmas quadras, no mesmo período e em melhor de três sets. Contudo, a campeã do simples recebeu 752,275 dólares em 2025, enquanto o campeão masculino ganhou 1,124,380 dólares.

Não há uma justificativa do porquê essa diferença, entretanto, deve ser mantida também para 2026.

Svitolina é uma das tenistas que decidiram parar par engravidar e voltaram a jogar em alto níve. Foto: Jimmie48/WTA

Tênis evoluiu nos direitos das mulheres

É inegável que houve uma evolução, até mesmo na forma de tratar as tenistas. A WTA, hoje, oferece oportunidade para que as atletas engravidem e consigam voltar às quadras, por exemplo. Por muito tempo, era uma questão de escolher entre ser uma jogadora profissional e o sonho de ser mãe. No circuito atual, Elina Svitolina está dentro do top 10, enquanto Belinda Bencic e Naomi Osaka estão no top 20.

Todas já são mães e conseguiram voltar em alto nível. Além disso, a WTA também está em uma constante mudança sobre o assunto. No último ano, a organização anunciou o Fundo de Maternidade, que dará suporte para que procedimentos de fertilidade sejam realizados. Há sempre um novo passo sendo dado, de forma a garantir que os direitos das mulheres continuem melhorando dentro do esporte.

Outro fator é no reconhecimento do esporte feminino. Há um crescimento que vem, obviamente, do maior investimento feito nas atletas e na modalidade como um todo. As premiações dadas também ajudam neste aspecto e é por isso que torna um ponto cobrado de quem acompanha o esporte.

BJK se tornou um ícone do esporte feminino por lutar pelos direitos das mulheres. Foto: Jimmie48/WTA

Ainda pode melhorar

Mesmo que as conquistas sejam comemoradas, e devem, a cobrança por melhorias nunca pode parar. A WTA pode proporcionar mais do que faz nos dias atuais. Há excelentes aspectos da ATP que podem ser implementados na associação feminina, como a questão do marketing. Hoje não há crescimento sem propagando e, infelizmente, o órgão do tênis das mulheres não é o melhor exemplo.

Além disso, se é preciso focar nas mulheres, também não há qualquer necessidade de vender torneios para lugares onde há violações graves dos direitos femininos. Por que o WTA Finals e dois WTA 1000 são disputados na Arábia Saudita? É claro, entendemos ser preciso receber um bom valor, o que o Oriente Médio como um todo costuma oferecer.

No entanto, vale a pena fazer essa troca? Países que não respeitam direitos básicos das mulheres são palcos para disputas importantes.  Há uma contradição desnecessária sobre o assunto, o que faz com que pensem que, no fim, as tenistas não são o grande foco da associação.

Foto: Dan Istitene/Getty Images