Time titular do Brasil vira dor de cabeça para Ancelotti
Futebol Copa do Mundo

O time titular do Brasil para a Copa do Mundo é uma dor de cabeça para Ancelotti

Carlo Ancelotti tem uma dor de cabeça constante ao montar o time titular da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026. Mesmo com a base defensiva e do meio-campo relativamente encaminhada, o setor ofensivo do Brasil ainda gera muitas dúvidas. Com 26 jogadores na lista final, o técnico italiano admite que ainda tem cerca de 5 vagas em aberto, mas a definição do onze inicial, especialmente no ataque, está longe de ser simples.

Defesa e meio-campo: a parte mais estável do time

No gol, a titularidade de Alisson (Liverpool) já está garantida. Com Ederson (Fenerbahce), Bento (Al-Nassr) e Hugo Souza brigando por uma vaga, a posição de goleiro parece a mais tranquila do momento. 

Na zaga, a rotação principal está bem definida com Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal) e Éder Militão (Real Madrid). Os três oferecem experiência, qualidade técnica e bom desempenho em clubes de elite europeus. 

A lateral esquerda tem Alex Sandro (Flamengo) como principal nome, enquanto na direita Wesley (Roma) ganhou força nos últimos compromissos.

No meio-campo, a estrutura central deve ser formada por Casemiro (Manchester United), Bruno Guimarães (Newcastle) e Lucas Paquetá (Flamengo). Essa tríade oferece equilíbrio entre contenção, transição e criação. Jovens como Andrey Santos (Chelsea) aparecem como opções sólidas de renovação, mas ainda brigam por espaço.

Essas posições são as que menos preocupam Ancelotti. O técnico já tem uma base razoavelmente consolidada para começar a Copa.

O ataque: o grande problema de Ancelotti

O setor ofensivo do Brasil é, de longe, o departamento com maior concorrência e mais dúvidas. Vinicius Jr. (Real Madrid) e Raphinha (Barcelona) são os pontas mais acionados, mas ambos não vêm apresentando o mesmo nível de consistência das últimas temporadas. 

Gabriel Martinelli (Arsenal) também entra na rotação, porém ainda não se firmou como titular absoluto.

A maior dor de cabeça está no centroavante. Sem um camisa 9 fixo e incontestável, Ancelotti testa Endrick (Lyon) e Igor Thiago (Brentford). Nenhum dos dois conseguiu se firmar como referência clara nas últimas rodadas. Endrick tem talento, mas ainda não mereceu tantas chances após sair de empréstimo do Real Madrid para o Lyon. Igor Thiago mostra força física, mas foi testado apenas recentemente. 

Além deles, nomes em ascensão como Estêvão (Chelsea), Matheus Cunha (Manchester United) e João Pedro (Chelsea) também estão no radar. Estêvão, em particular, vem pedindo passagem com atuações cada vez mais convincentes e pode ganhar minutos importantes.

Outro fator complicado é o protocolo de Neymar. De volta ao Santos, o craque depende de uma sequência intacta de jogos de 90 minutos e de uma apresentação de alto nível atlético para convencer a comissão técnica de que suporta o calendário exigente da Copa. Sua presença ainda é incerta.

Ancelotti tem 5 vagas em aberto e muitas dúvidas

O técnico já declarou que tem cerca de 5 vagas em aberto na lista final de 26 jogadores. A base titular do Brasil parece encaminhada na defesa e no meio-campo, mas o ataque segue em aberto. A falta de um centroavante dominante e a oscilação dos pontas transformam a definição do time inicial em um quebra-cabeça.

Ancelotti precisa decidir se prioriza experiência (Neymar, caso recupere a forma), juventude (Estêvão, Endrick) ou equilíbrio (Matheus Cunha ou João Pedro). Cada escolha tem prós e contras, e o tempo para testar combinações está se esgotando.

A Seleção Brasileira chega à Copa com uma defesa sólida e um meio-campo equilibrado, mas o ataque ainda é uma incógnita. A dor de cabeça de Ancelotti é real: montar um time titular eficiente, criativo e letal em um setor com tantas opções e tão poucas certezas.

A definição das últimas vagas e do onze inicial vai definir se o Brasil chega à Copa do Mundo 2026 como um time coeso ou ainda em construção. Por enquanto, o ataque continua sendo o principal problema tático do treinador italiano.

Foto: Rafael Ribeiro / CBF