O início da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel forçou a Fórmula 1 a cancelar os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. Embora não pelos bons motivos, isso pode beneficiar a McLaren, afirmou o chefe da equipe, Andrea Stella.
O hiato de um mês entre a etapa do Japão e a próxima corrida em Miami deu ao time papaya a oportunidade de corrigir os problemas que marcaram o início da temporada 2026, sobretudo relacionados à aerodinâmica.
O segundo lugar de Oscar Piastri, após segurar George Russell, da Mercedes, por longas voltas no GP do Japão, já serviu como um forte indicativo de que a McLaren não é carta fora do baralho. Agora, Stella fala em “recuperar terreno” para lutar na parte de cima.
McLaren tem mais tempo para desenvolver o carro

Tendo iniciado a temporada sem um prognóstico real de onde estaria no pelotão após os testes, a McLaren enfrentou dificuldades tanto de desempenho quanto de confiabilidade nas etapas iniciais.
Na abertura da temporada em Melbourne, apenas um carro largou após Piastri bater na volta de instalação, antes da corrida, depois de a dupla se classificar apenas na terceira fila. A situação parecia prestes a melhorar em Xangai, quando Norris se classificou em terceiro para a sprint e em quarto para o GP, mas, dessa vez, nenhum dos carros largou.
O respiro só veio no Japão com o pódio do australiano, quando a McLaren finalmente foi capaz de fazer frente à Ferrari em 2026. A equipe saiu em alta de Suzuka, com trabalho a fazer durante o intervalo de 35 dias até a corrida seguinte.
Todas as equipes devem trazer atualizações em Miami, mas, para a McLaren, o cenário é favorável a uma aproximação em relação à Mercedes. O principal problema do MCL40 está no desgaste excessivo de pneus, e as atualizações que a equipe trará para a etapa estadunidense buscam mitigar o problema.
Uma vez que o time de Woking corrija a sobrecarga na dianteira, terá um conjunto estável para desafiar a rival de Maranello pelo posto de segunda força. O período na fábrica será importante para produzir novas peças e melhorar o desempenho aerodinâmico.
Após o segundo lugar na última etapa, Stella afirmou que “[a pausa] nos dá mais tempo para trabalhar com a HPP [divisão de motores da Mercedes], por exemplo, finalizando todas as ferramentas necessárias para explorar melhor a unidade de potência”.
Ele acrescentou que o hiato servirá como um tempo para respirar, já que este foi “um dos invernos mais intensos que me lembro na Fórmula 1”.
“Desde o momento em que fomos para a pista, incluindo os testes de pré-temporada, tudo foi muito intenso e movimentado”, finalizou Stella.
(Foto principal: Reprodução/Racing News 365)


