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Fórmula 1: GPs de Catar e Abu Dhabi podem ser cancelados; veja impactos

Os apaixonados pela Fórmula 1 podem sofrer mais um baque importante nos próximos dias. Depois de cancelar o GP da Arábia Saudita por causa dos conflitos no Oriente Médio, a Formula One Management (FOM) pode também riscar do calendário as provas no Catar e Abu Dhabi.

Os GPs do Catar e de Abu Dhabi, que fecham a temporada 2026, estão marcados para os finais de semana de 29 de novembro e 6 de dezembro, respectivamente. A FOM, entidade que gerencia os direitos comerciais e a operação da Fórmula 1, esperava ter um desfecho sobre a situação ainda em setembro.

Por enquanto, nenhuma decisão foi tomada. Porém, como a região do Oriente Médio permanece em conflito, é esperada uma definição sobre o possível cancelamento das provas para preservar a segurança de pilotos, equipes, funcionários e torcedores. Caso essa seja a decisão, haverá impacto financeiro e esportivo.

Fórmula 1 pode perder quase R$ 500 milhões

A Fórmula 1 será bastante afetada financeiramente caso os GPs do Catar e de Abu Dhabi sejam cancelados. Juntas, as duas etapas representam quase US$ 100 milhões em taxas pagas pelos promotores para receber as corridas. Na conversão mencionada nas informações sobre o caso, o valor se aproxima de R$ 500 milhões.

O Catar e a Arábia Saudita estão entre os países que pagam algumas das maiores taxas para sediar uma etapa. Os valores são estimados em cerca de US$ 55 milhões por ano. Abu Dhabi, por sua vez, tem uma taxa anual estimada em aproximadamente US$ 42 milhões.

Por isso, a possível saída das duas provas representa uma perda relevante para a categoria. Além das taxas pagas pelos promotores, cada GP movimenta outras receitas, como hospitalidade, Paddock Club e contratos de patrocínio relacionados aos eventos.

O impacto financeiro também ajuda a explicar a complexidade da decisão. No caso de um cancelamento provocado pelos próprios promotores, determinadas taxas ainda podem ser cobradas pela FOM. Se a entidade responsável pela categoria decidir retirar as corridas, entretanto, pode abrir mão desses pagamentos.

A situação, portanto, envolve uma questão de segurança, mas também uma negociação financeira de grande porte. Os dois eventos estão entre os compromissos mais importantes do calendário e encerrariam a temporada em um mercado relevante para a categoria.

Menos corridas também mudam a disputa esportiva

Caso a Fórmula 1 realmente tire mais duas provas do calendário, haverá impacto esportivo. Com menos etapas, haverá também menos pontos disponíveis. Isso pode favorecer os pilotos que já estão nas primeiras posições, já que seus adversários terão menos oportunidades para diminuir a diferença.

Os responsáveis pelo calendário estudam maneiras de reduzir esse impacto em meio ao conflito. O GP do Bahrein também chegou a ser cancelado, mas acabou sendo reagendado para a Malásia. A solução mostrou que uma etapa retirada do calendário pode, em determinadas circunstâncias, ser substituída por outra corrida.

Agora, existe a possibilidade de Ímola retornar ao calendário para ocupar uma das datas. A pista italiana é apontada como uma alternativa caso o GP do Catar ou o de Abu Dhabi seja cancelado. Por enquanto, porém, essa possibilidade é apenas uma especulação.

No Oriente Médio, os ingressos continuam sendo vendidos, o que mostra que ainda não existe uma confirmação oficial sobre a retirada das provas. A definição dependerá da avaliação das condições de segurança e das negociações entre as partes envolvidas.

Atualmente, o jovem Kimi Antonelli, da Mercedes, lidera o campeonato com 292 pontos, 81 a mais que o companheiro George Russell. Qualquer redução no número de corridas restantes diminuiria a quantidade de pontos em disputa e poderia alterar as possibilidades matemáticas na briga pelo título.

Enquanto aguarda as definições, a Fórmula 1 segue sua preparação para o GP do Azerbaijão, marcado para 26 de setembro. A partir daí, o campeonato entrará em uma fase decisiva, enquanto a categoria precisará definir se conseguirá manter o calendário original ou terá de fazer novas mudanças.

Foto: Reprodução/ Fórmula 1