No final de julho, o Chelsea confirmou a contratação de Morgan Rogers, vindo do Aston Villa, culminando em uma das contratações mais caras da história da Premier League. Morgan Rogers, um dos destaques do Aston Villa nas últimas temporadas, assinou contrato de sete anos com o clube de Londres, em um negócio que tinha tudo para dar errado, mas acabou superando as expectativas.
O acerto do Chelsea com Morgan Rogers acabou funcionando como a primeira movimentação de uma sequência que já alterou o ataque de outros clubes ingleses, incluindo o próprio Aston Villa, que ainda possui negociações de venda envolvendo o atacante Ollie Watkins, que interessa o Fenerbahçe.
Um dos maiores negócios da história da Premier League
O valor final do negócio ficou em 117 milhões de libras (cerca de R$ 801 milhões), quantia que tornou Morgan Rogers o jogador inglês mais caro da história; ficando atrás de Alexander Isak envolvendo todas as nacionalidades no contexto da Premier League; e superando a marca alcançada poucas semanas antes por Elliot Anderson na ida ao Manchester City. O inglês de 23 anos assinou vínculo até 2033 e vestirá a camisa 17 em Stamford Bridge, mesmo número que utilizou representando a seleção da Inglaterra na Copa do Mundo deste ano.
A negociação também marcou uma disputa direta contra um rival da mesma cidade, o Arsenal, que via em Morgan Rogers a prioridade para o ataque na janela, mas preferiu recuar assim que o Chelsea apresentou uma proposta considerada alta demais.
Como o Chelsea consegue pagar por tudo isso
A capacidade financeira do Chelsea de sustentar um investimento desse tamanho, mesmo sem disputar competições europeias na próxima temporada, chamou atenção do mercado. Desde a aquisição do clube pelo grupo Clearlake Capital, liderado por Todd Boehly, em 2022, a diretoria vem tomando cuidado financeiramente para se manter dentro das regras financeiras da Premier League e da própria UEFA, ainda que já tenha sido multada por órgãos reguladores em mais de uma ocasião.
A ausência de competições continentais nesta temporada acaba ajudando o clube, já que regras de sustentabilidade financeira da UEFA só se aplicam a equipes que disputam seus torneios. Tudo isso junto ao fato do Chelsea ter arrecado bastante dinheiro nesta janela de transferências, somando saídas de Cucurella, Andrey Santos e outros jogadores, acumulando valores que ajudam a equilibrar o balanço do clube.
O efeito da saíde de Morgan Rogers para o Aston Villa
A saída de Morgan Rogers ajudou financeiramente o Aston Villa, porém abriu uma lacuna no ataque do clube. Nas últimas semanas, o Aston Villa avançou nas conversas por Nicolas Jackson, atacante senegalês que perdeu espaço no Chelsea. Apesar da vontade do jogador em permanecer no Blues, a ida para a equipe de Birmingham seria ideal para todos os lados. O Chelsea arrecadaria dinheiro, o Aston Villa fortaleceria seu setor ofensivo e o Nicolas Jackson teria mais minutos em Villa Park. Com Unai Emery disposto a reencontrar o jogador que já treinou no Villarreal, os novos ares seriam benéficos ao senêgales. O próprio Chelsea já articula a chegada de Danny Welbeck, movimento que praticamente confirma a intenção de liberar Nicolas Jackson.
Vale lembrar que, o Aston Villa já usou parte do dinheiro da venda de Morgan Rogers para trazer o argentino Alejandro Garnacho, por empréstimo com valor fixado para uma futura compra.
O futuro de Ollie Watkins está indefinido
A possível chegada de Nicolas Jackson mexe diretamente com o futuro de Ollie Watkins, hoje pressionado por rumores de saída. O Fenerbahçe, que já vinha de olho no atacante havia semanas, chegou a preparar uma proposta.
O Manchester United também apareceu recentemente no radar de Watkins. Caso o inglês realmente deixe Birmingham, o Aston Villa passaria a contar com Nicolas Jackson como referência ofensiva, ao lado de Garnacho e Tammy Abraham, um elenco bem diferente daquele que iniciou o mercado de transferências atual.
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