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Futebol Premier League

Manchester City gasta milhões e Premier League supera recorde histórico; confira

A Premier League mostrou mais uma vez por que está em outro patamar financeiro no futebol europeu. O mercado de transferências terminou em ritmo acelerado na Inglaterra, e o Manchester City foi o grande responsável por dar o último empurrão para que o campeonato estabelecesse um novo recorde de investimentos em contratações.

Com as chegadas de Enzo Fernández e Iliman Ndiaye, o City aumentou ainda mais sua conta e ajudou a Premier League a ultrapassar a marca de 3,7 bilhões de euros gastos em reforços. O valor supera os 3,582 bilhões de euros investidos pelos clubes ingleses no verão passado, que já havia sido um recorde histórico.

A diferença para as outras grandes ligas europeias é impressionante. Somadas, Serie A, Bundesliga, LaLiga e Ligue 1 chegaram a aproximadamente 3,286 bilhões de euros em investimentos. A Itália gastou 1,16 bilhão, a Alemanha 783,8 milhões, a Espanha 738,03 milhões e a França 605,1 milhões. Ou seja, a Premier League sozinha movimentou mais dinheiro do que as outras quatro competições juntas.

Manchester City acelera no fim do mercado

O Manchester City já havia realizado uma janela bastante movimentada antes mesmo dos últimos negócios. O clube tinha investido cerca de 311 milhões de euros em jogadores como Elliot Anderson, Bouaddi, Allan, Detourbet, Monga, Rulli e Pierce Charles.

Mas Pep Guardiola ainda ganhou dois reforços de peso na reta final. O City pagou 70 milhões de euros ao Everton por Iliman Ndiaye e, pouco depois, chegou a um acordo com o Chelsea para contratar Enzo Fernández.

A transferência do argentino chamou ainda mais atenção. Enzo deixou Stamford Bridge pelo valor de 145 milhões de euros, tornando-se o negócio mais caro da história da Premier League. A quantia iguala o valor pago pelo Liverpool ao Newcastle por Alexander Isak no verão passado.

Com isso, o City terminou como o clube que mais gastou na temporada entre os ingleses, chegando a 456 milhões de euros em investimentos. O Chelsea ficou logo atrás, com 406,7 milhões, enquanto o recorde de 481 milhões estabelecido pelo Liverpool no ano anterior continua de pé.

Premier League domina o mercado europeu

A força financeira inglesa também aparece na quantidade de clubes que quebraram seus próprios recordes. Nada menos que 12 equipes fizeram neste verão a contratação mais cara de suas respectivas histórias.

Chelsea, Manchester City, Tottenham, Aston Villa, Brighton, Brentford, Leeds, Fulham, Coventry, Ipswich, Nottingham Forest e Hull estão entre os clubes que estabeleceram novos recordes internos de transferências.

Além do City, outras negociações importantes também aconteceram na reta final. O Newcastle contratou Matías Fernández Pardo, do Lille, por 60 milhões de euros. O Aston Villa, comandado por Unai Emery, acelerou e pagou 55,5 milhões ao PSG por Mbaye e mais 29,2 milhões ao Southampton por Harwood-Bellis.

O mercado inglês ainda foi responsável por outros movimentos envolvendo clubes europeus. Mudryk foi emprestado pelo Chelsea ao Tottenham, enquanto Manuel Ángel deixou o Real Madrid para se juntar a Gonzalo García e César Palacios no Fulham, comandado por Álvaro Arbeloa.

PSG é o grande vencedor financeiro

Se o Manchester City foi o clube que mais gastou, o Paris Saint-Germain aparece no outro extremo da lista. O time francês conseguiu terminar a janela com um enorme superávit, mesmo depois de realizar alguns investimentos importantes.

O PSG gastou 152 milhões de euros em contratações. Akliouche, Ferran, Godts, Digne e Ayari foram os principais nomes que chegaram ao elenco comandado por Luis Enrique.

Por outro lado, as vendas renderam impressionantes 334,3 milhões de euros. Barcola, Gonçalo Ramos, Mbaye, Kolo Muani e Kang-in Lee estão entre os jogadores negociados pelo clube.

A diferença entre entradas e saídas deixou o PSG com um saldo positivo de 182,3 milhões de euros. É um resultado bastante significativo e mostra como o clube mudou sua estratégia no mercado, conseguindo arrecadar valores elevados sem precisar reinvestir todo o dinheiro recebido.

Juventus movimenta o mercado italiano

Na Itália, a Juventus foi um dos clubes que mais chamaram atenção no fechamento da janela. A equipe contratou Pape Matar Sarr, do Tottenham, em uma operação que inclui uma opção de compra obrigatória de 27,5 milhões de euros.

O clube italiano também recebeu Woltemade, do Newcastle, por empréstimo. O atacante alemão, de 1,98 metro, retornará ao clube inglês ao fim do período, conforme as condições do negócio.

Outro treinador que ganhou reforços importantes foi Cesc Fàbregas. O técnico conseguiu melhorar seu elenco com a chegada do goleiro espanhol Robert Sánchez, emprestado pelo Chelsea, e também recebeu Moise Kean para o ataque.

A Fiorentina, por sua vez, reforçou o elenco com Gnonto, Beto e Pedro Gonçalves. O mercado italiano ainda teve uma movimentação curiosa com a chegada do filho de Robinho ao Genoa, vindo do Santos.

Bundesliga aposta novamente nos jovens

A Alemanha manteve uma das características que vêm marcando seu mercado: a aposta em jogadores jovens. O Borussia Dortmund recebeu Ethan Nwaneri, do Arsenal, por empréstimo, enquanto o Bayer Leverkusen trouxe de volta Diaby, que estava no Al Ittihad.

O Leverkusen também contratou Guéla Doué, irmão de Désiré Doué, por 30 milhões de euros, em negociação com o Strasbourg.

Outro jovem que seguirá para a Bundesliga é Marc Guiu. O atacante, que passou pelo Barcelona e estava no Chelsea, foi contratado pelo RB Leipzig por 15 milhões de euros.

O clube alemão também reforçou o elenco com Neil El Aynaoui, que chegou da Roma. A estratégia reforça a tendência da Bundesliga de buscar jogadores jovens com potencial de valorização.

Mercado também teve destinos inesperados

O fechamento da janela não foi movimentado apenas entre os grandes clubes europeus. Alguns treinadores também encontraram novos destinos fora das principais ligas do continente.

Paco Jémez, que havia passado pelo West Ham como auxiliar de Nuno, assumirá o comando do Raja Casablanca, do Marrocos. Será mais uma experiência internacional na carreira do treinador espanhol.

Robert Moreno também terá um novo desafio. O ex-técnico da seleção espanhola comandará a Coreia do Sul de forma interina, com a expectativa de permanecer no cargo e disputar a Copa da Ásia de 2027.

No fim das contas, o mercado deixou uma mensagem clara: a Premier League continua jogando em outra realidade financeira. Os mais de 3,7 bilhões de euros gastos pelos clubes ingleses colocam a competição muito à frente das principais ligas europeias.

E o Manchester City teve papel decisivo nessa diferença. Com duas contratações milionárias na reta final, o clube acelerou ainda mais um mercado que já caminhava para o recorde. Enquanto isso, PSG, Juventus e os clubes alemães mostraram estratégias diferentes, provando que nem sempre gastar mais significa necessariamente fazer o melhor negócio.

Foto: X/Manchester City