Lance Stroll, piloto da Aston Martin na Fórmula 1, aproveitou a folga entre os GPs do Japão e de Miami para disputar a corrida da GT World Challenge Europe, em Paul Ricard, neste sábado (11). A experiência marcou o retorno do canadense ao Endurance após oito anos, mas terminou de forma decepcionante.
A bordo do Aston Martin Vantage GT3 da Comtoyou Racing, que levava o mesmo número (18) utilizado por Stroll na Fórmula 1, o piloto de 28 anos dividiu o carro com os espanhóis Roberto Merhi — que correu na categoria máxima em 2015 — e Mari Boya, piloto de desenvolvimento da Aston Martin que compete na Fórmula 2.
Após largar da 15ª posição, o trio teve uma corrida difícil e terminou apenas em 48º lugar, após seis horas de prova marcadas por uma série de penalidades. Ao todo, as punições somaram oito minutos e 25 segundos acrescidos ao tempo final.
Entenda as punições sofridas por Stroll

Em decorrência de um incidente, Boya foi punido com um stop-and-go, penalidade em que os mecânicos não podem tocar no carro por um determinado período durante o pit stop. Em seguida, Merhi acumulou dois minutos e meio por ignorar bandeiras azuis, além de mais 105 segundos por exceder os limites de pista.
Stroll, por sua vez, recebeu duas penalidades de 30 segundos por desrespeitar bandeiras azuis, totalizando um minuto, além de outros 115 segundos por ultrapassar os limites de pista.
A prova foi vencida justamente pelo carro irmão do nº 18, o Comtoyou Racing nº 7, pilotado por Mattia Drudi, Marco Sørensen e Nicki Thiim. Apesar do resultado ruim da tripulação, Stroll registrou tempos de volta competitivos, comparáveis aos de alguns dos pilotos mais rápidos do grid.
Participação pode indicar saída de Stroll da Fórmula 1?
Diante do que provavelmente será sua pior temporada na Fórmula 1, em razão de um conjunto pouco competitivo e problemático da Aston Martin, Stroll optou por um caminho que já conhecia para não ficar inativo durante a pausa de um mês entre corridas.
Em 2018, ele disputou pela última vez uma corrida de longa duração — na ocasião, as 24 Horas de Daytona, pela Jackie Chan DC Jota. Aquela foi a segunda participação do canadense na prova, já que, dois anos antes, havia competido pela Ford Chip Ganassi.
Embora os resultados não tenham sido expressivos — um quinto lugar em 2016 e um 11º em 2018 —, as corridas de GT e Endurance podem representar uma oportunidade para Stroll se reencontrar na carreira. Há alguns anos, circulam rumores no paddock de que o canadense está descontente na Fórmula 1, e até mesmo uma transição para outro esporte, como o tênis, já foi cogitada.
Se esse será o caminho escolhido, apenas Stroll e seu estafe sabem. O fato é que, após nove temporadas, ele não apenas deixou de atingir o potencial esperado, após uma trajetória promissora nas categorias de base, como também passou a carregar uma imagem negativa por ser filho do dono da equipe, o bilionário Lawrence Stroll, sem apresentar desempenho consistente na pista.
Neste momento, é difícil imaginar um cenário em que Stroll volte ao pódio — o último, de três na carreira, foi em 2020 — ou até mesmo conquiste resultados mais expressivos na Fórmula 1. Apesar de qualidades como boa tomada de decisão e desempenho sólido sob chuva e condições adversas, seu rendimento caiu consideravelmente após o acidente que quase o tirou do início da temporada de 2023, quando fraturou o pulso.
Uma mudança de categoria poderia motivá-lo a alçar voos mais altos e disputar resultados mais relevantes do que simples pontos. Diante do atual cenário da equipe britânica em 2026, o momento para uma eventual saída pode ser oportuno.
(Foto principal: SRO / JEP – SRO GT World Challenge)

