O Brasileirão encerrou sua quinta rodada, e a tabela já começa a se desenhar com mais clareza. A briga pela liderança está pegando fogo, enquanto, lá embaixo, tem time que ainda não sabe o que é vencer. Nesse cenário meio caos, meio espetáculo, alguns jogadores estão brilhando em 2025 e merecem todos os holofotes possíveis.
Da estreia até agora, não tá fácil encontrar quem tenha conseguido manter o nível lá em cima por cinco jogos seguidos. Mas a Playmaker Brasil se arriscou e montou uma seleção com os 11 nomes que, até aqui, têm dominado suas posições. Tem chance de a gente falar deles e, na próxima rodada, eles sumirem em campo? Claro. Mas o momento é deles, e, se a maré virar, a responsabilidade também é!
Seleção do Brasileirão aos olhos da Playmaker Brasil
Goleiro: Weverton, do Palmeiras

O goleiro do Palmeiras, Weverton, já é figurinha carimbada entre os principais da posição há algumas temporadas e não parece nem perto de largar esse posto. Segurando as pontas do atual líder do Brasileirão, o experiente paredão de 37 anos vem sendo peça-chave nesse ótimo começo de campeonato, com três jogos sem sofrer gols. Na última rodada, inclusive, foi decisivo no Castelão: segurou com as duas mãos (literalmente) a vitória do Verdão sobre o Fortaleza.
Pra muitos, ele é o melhor goleiro em atividade no Brasil. E mesmo com a idade batendo na porta dos 40, o nível continua lá em cima. A consistência tem sido tanta que, mesmo com Alisson e Ederson ainda no radar, dá pra sonhar com uma vaguinha na próxima Copa do Mundo. Se seguir nesse ritmo, quem vai dizer que ele não merece?
Zagueiro: Pedro Henrique, RB Bragantino

Apesar de um Paulistão abaixo do esperado e de um começo tímido na Copa do Brasil, o RB Bragantino vem mostrando uma outra cara no Brasileirão. Aos poucos, os ensinamentos de Fernando Seabra parecem estar fazendo efeito e um dos reflexos mais nítidos dessa evolução atende pelo nome de Pedro Henrique. Após uma verdadeira novela pela sua contratação, o zagueiro chegou, vestiu a camisa e tem sido destaque absoluto no sistema defensivo do Massa Bruta.
O time paulista aparece hoje na quarta colocação do campeonato, e muito disso passa pela solidez lá atrás: três jogos sem sofrer gols em cinco rodadas. Estamos falando três vitórias (contra Sport, Botafogo e Cruzeiro), um empate na estreia contra o Ceará e uma derrota apertada diante do Fluminense no Maracanã, onde, diga-se, dava pra ter saído pelo menos com um ponto.
Zagueiro: Micael, do Palmeiras

O líder do Brasileirão também se impõe na defesa. Já tem o seu goleiro garantido na seleção do campeonato até aqui, e agora é a vez de Micael ganhar a vaga como segundo zagueiro do esquema. O defensor foi um verdadeiro achado do Palmeiras na última janela e tem mandado muito bem, seja ao lado de Murilo ou Gustavo Gómez. As peças até mudam ali atrás, mas uma coisa é certa: ele continua firme no time. E isso já diz bastante, né?
Com 450 minutos em campo, Micael carrega no currículo três jogos sem sofrer gols neste Brasileirão. Não é o zagueiro mais rápido do mundo, então você não vai ver ele voando pra interceptar tudo que aparece. Mas no mano a mano, o papo é outro: são dois desarmes por jogo, além de uma média de 2,8 bolas recuperadas por partida. E o mais impressionante: ele sofre apenas 0,2 dribles por jogo. Ou seja, tentar passar por ele é missão quase impossível.
“Zagueiro”: Juninho Capixaba, do RB Bragantino

Sim, a gente sabe que ele não é zagueiro, mas o esquema aqui é outro… e vai ser improvisado mesmo! Brincadeiras à parte, Juninho Capixaba tá fazendo mais um baita Brasileirão na carreira. E como os outros nomes dessa seleção brilharam em outros setores, ele acabou ganhando espaço ali na zaga, porque deixar esse cara de fora não dava.
Capixaba é aquele lateral mais técnico, com uma batida diferente na bola e um cacoete ofensivo de dar inveja. Ele sabe muito bem como atacar os espaços, se apresenta, dá opção e ainda participa bastante da construção. Com o Bragantino vencendo seus jogos, parte do mérito passa diretamente pelos pés dele e isso não é modo de dizer.
Os números falam por si: 0,5 assistências esperadas por jogo, 1,4 interceptações, 3,6 desarmes por partida. Um monstro. O cara sabe atacar, sabe defender… sinceramente, o que será que ele não sabe fazer?
Meia-esquerda: Ferreirinha, do São Paulo

“Ah, mas ele só tá jogando bem por causa da aposta do Craque Neto.” Sim, e isso já é motivo suficiente pra ele estar nessa lista! O fato é que Ferreirinha não para de meter gol, e isso em um São Paulo cheio de problemas ofensivos.
Depois de começar a temporada fora do time titular, Ferreirinha precisou de uma brecha, e ela veio com a lesão de Lucas Moura. A partir daí, o atacante engatou uma sequência de respeito, segurando as pontas de um Tricolor desfalcado, que além de perder seu camisa 7, agora também precisa lidar com a ausência de Calleri por nove meses.
Com média de 74 minutos em campo por jogo, Ferreira foi titular em quatro partidas e já soma três gols no Brasileirão. Nunca foi exatamente um goleador, era mais de colocar os companheiros na cara do gol. Mas, diante do cenário atual do São Paulo, ele tá se reinventando pra seguir sendo importante. E olha… tá funcionando.
Meio-campista: Arrascaeta, do Flamengo

Até agora, o dono do Brasileirão 2025 tem nome e sobrenome: Giorgian De Arrascaeta. O Flamengo ocupa a vice-liderança da competição, colado no Palmeiras, e boa parte dessa campanha se explica pelo brilho do novo camisa 10 rubro-negro. O uruguaio tá tirando lances geniais da cartola, comandando o Mengão em jogos que pareciam escapar.
Com média de 75 minutos por partida, Arrascaeta até chegou a ser questionado no início deste ano, principalmente pela forma física. Mas na hora que a bola rola, ele responde com futebol de craque. São quatro gols e duas assistências, além de uma infinidade de jogadas criadas e decisões acertadas no terço final do campo.
Hoje, ninguém tá jogando mais bola que ele no campeonato. A pergunta que fica é: vai aguentar esse ritmo até o fim? Se depender do que já mostrou até aqui, Filipe Luís pode continuar sonhando alto.
Meio-campista: Jhon Arias, do Fluminense

Na terceira colocação do Brasileirão, o Fluminense tem um nome que parece tatuado na alma do time: Jhon Arias. Em 2025, é impossível imaginar o Tricolor jogando bem sem que o colombiano esteja ainda melhor, ele é o motor, a engrenagem, a essência do bom futebol apresentado pela equipe nos últimos anos.
Sem se esconder ou se omitir em momento algum, Arias segurou as pontas quando PH Ganso não estava disponível, e não foi só tapando buraco: foi com maestria. O cara se virou em várias posições no meio e no ataque, entregando desempenho de alto nível em todas elas. É versátil, é inteligente e é decisivo.
A campanha do Flu até aqui não começou fácil, a estreia foi um atropelo sofrido diante do Fortaleza, mas o time reagiu bem com a chegada de Renato Gaúcho, e Arias tem sido um dos grandes responsáveis por essa virada de chave.
Meia-direita: Jefferson Savarino, do Botafogo

O Botafogo não vive o mesmo brilho de 2024 no Brasileirão, mas se a situação não está ainda pior, é graças a um cara: Jefferson Savarino. O camisa 10 tem sido o ponto de equilíbrio do time carioca nesse começo difícil sob o comando de Renato Paiva.
Presente em todas as cinco partidas até aqui, o venezuelano já soma um gol e uma assistência. E não é só isso, mesmo sendo um meia ofensivo, Savarino mostra disposição de sobra: desce pra marcar, pressiona, recupera. São 3.6 bolas recuperadas por jogo, um número impressionante pra quem também vive nas pontas e carrega o jogo nas costas no ataque.
Além de ser opção constante no terço final, ele ajuda a dar fluidez na saída de bola, facilitando a vida dos companheiros quando o Botafogo tenta sair jogando. É aquele cara que aparece onde o time mais precisa. E, nesse momento, o Glorioso precisa demais dele, tanto no Brasileirão, quanto nas outras competições.
Atacante: Memphis Depay, do Corinthians

Memphis Depay não é de passar pano, e também não é de se esconder. O atacante já mostrou que tem personalidade forte, e na última rodada do Brasileirão, não poupou críticas ao sistema defensivo do Corinthians. Polêmico? Um pouco. Mas quando ele fala, costuma bancar dentro de campo.
Contra o Sport, na Neo Química Arena, Depay foi decisivo: dois gols e mais três pontos pro Timão. Em quatro partidas no Brasileirão, já soma três gols e uma assistência, sendo peça-chave nos momentos em que o Corinthians realmente precisou aparecer no campeonato.
Não dá pra esperar que um jogador como o holandês se sacrifique no sistema defensivo, e ele nem finge que vai. A missão dele é outra: fazer o ataque funcionar. E, até aqui, tem feito isso com maestria.
Atacante: Pedro Raul, do Ceará

Pedro Raul é praticamente a personificação do “renegado” bem-sucedido. Depois de passar por momentos turbulentos em vários clubes do Brasileirão, parece que finalmente encontrou o cenário ideal para brilhar, e esse lugar atende pelo nome de Ceará.
Depois de fazer chover no Goiás e decepcionar no Vasco e no Corinthians, o centroavante voltou à elite com vontade de provar que ainda tem bala no pente. E tá fazendo isso com gosto. Presente nas cinco partidas do Vozão até aqui, já marcou quatro vezes no Brasileirão e não teve pudor nenhum em guardar dois gols justamente contra o Vasco, seu ex-time e onde, diga-se de passagem, teve sua melhor nota até o momento.
Se seguir nesse caminho, o teto de Pedro Raul em 2025 será alto. Muito alto. E a verdade é que ele já começou a fazer barulho.
Atacante: Pablo Vegetti, do Vasco

Fechando com chave de ouro essa seleção do Brasileirão e com uma garrafa de vinho bem servida, Pablo Vegetti segue deixando claro que o tempo só melhora certas coisas. O Pirata continua afiado, e quem ainda duvida do argentino provavelmente é porque nunca viu um cara brigar tanto por uma bola como ele briga. Se o Vasco hoje ainda tem motivos para sorrir, muito disso passa pelos pés e pela força de seu camisa 99.
Com quatro gols e uma assistência em cinco jogos, Vegetti já está entre os artilheiros do Brasileirão. E o detalhe mais saboroso dessa história: os dados esperavam apenas dois gols dele até aqui. Ou seja, o homem está tirando leite de pedra, ou melhor, coelho da cartola, e mantendo viva a chama vascaína nessa dura batalha por destaque no Brasileirão e, quem sabe, também na América do Sul.
Foto: LUCCAS SOUZA/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO