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Brasileirão: Quais times seriam mais prejudicados com a redução do limite de estrangeiros?

O Brasileirão tem se tornado cada vez mais uma competição que abraça os estrangeiros de todo o mundo, porém, parece que essa situação tende a mudar no futuro. Diante de algumas discussões sobre a liga nacional, os clubes chegaram a discutir sobre uma possível redução do limite de atletas que não nasceram no país sul-americano.

Essa ideia surgiu no conselho técnico, onde a intenção seria de permitir apenas seis estrangeiros por equipe brasileira. No momento, o Brasileirão não vê problema em contar com nove atletas, é claro que é possível ter os jogadores presentes no elenco, mas em certas competições, apenas alguns profissionais podem ser inscritos para atuar.

Presente nos 20 times do Campeonato Brasileiro, a quantidade de atletas nascidos fora do Brasil chega a 141. O número superior a sete jogadores em cada equipe do Brasileirão, crescendo um certo alerta em alguns clubes do país, que possuem um alto número de profissionais e teriam de negociá-los para não se encontrarem no prejuízo.

Diante deste cenário, confira os times que mais sofreriam com essas mudanças na regra do limite de estrangeiros.

Times do Brasileirão e seus estrangeiros

1. Vasco da Gama

Vasco Brasileirão
Foto: Leandro Amorim/Vasco

 

O Vasco da Gama é o time do Brasileirão com o maior número de estrangeiros no momento, chegando a marca de 12 nomes. A equipe de Fábio Carille até conta com o seu principal jogador sendo argentino, mas grande parte dos outros atletas, não se encontra num nível alto de importância. Fazendo com que o Gigante da Colina tenha de pensar numa saída para eles.

Por agora, são Pablo Vegetti, Maurício Lemos, Manuel Capasso, José Luis Rodríguez, Juan Sforza, Maxime Domínguez, Dimitri Payet, Benjamin Garré, Jean Meneses, Nuno Moreira e Loide Augusto. Entre algumas peças que já estavam no elenco nas últimas temporadas, o clube carioca se apresentou ao mercado na busca por novos estrangeiros, e encontrou diversos dele.

Existe uma alta crença sobre a presença deles no time titular, principalmente os nomes de Nuno, Garré, Vegetti, Maurício Lemos e Loide Augusto, os outros são menos importantes. Então, num cenário em que a saída tivesse de ser iminente para eles, o presidente Pedrinho talvez estaria aberto a ter um prejuízo com os valores investidos pelas suas chegadas, na necessidade de dar uma folga na folha salarial.

2. Grêmio

Grêmio Brasileirão
Foto: Lucas Uebel / Grêmio/Divulgação

 

Assim como o cruzmaltino, o Grêmio se apoiou bastante na contratação de jogadores estrangeiros, por considerar que não havia tanto talento presente no Brasil para atender seus requisitos. Além de ter contrato Gustavo Quinteiros como treinador, e visto Renato Gaúcho se despedir, o tricolor gaúcho também abriu suas portas para a chegada de Gustavo Cuéllar, Francis Amuzu e Cristian Olivera.

Além dessas contratações pontuais, o time do Brasileirão já contava com a presença de Walter Kannemann, Villasanti, Cristaldo, Monsalve, Aravena, Pavón, Arezo e Braithwaite. Desses nomes citados, apenas o zagueiro argentino deve ser uma peça a deixar o elenco de forma iminente, pensando mais na aposentadoria. Ao pensar desta maneira, não dá para deixar de lado o problema que se instaura na equipe.

Grande parte desses nomes são utilizados com grande frequência por Quinteiros, sem esquecer dos seus altos investimentos. Cristaldo é o 10 do Grêmio, Villasanti é uma peça incontestável no time titular há bastante tempo, Monsalve tem feito chover no ataque da equipe tricolor, assim como Braithwaite parece ter se encaixado da melhor maneira possível no Brasileirão.

Esses são só alguns pontos que o time gaúcho terá de pensar, caso a regra seja colocada em vigor, terão de mandar embora, uma parte considerável dos seus estrangeiros.

3. Corinthians

Corinthians Brasileirão
Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

 

O Corinthians sofreu um grande baque nesta última quarta-feira (12), e hoje já terá outra coisa para se pensar quanto ao futuro. Depois de ter investido pesado na chegada de novos reforços de fora do Brasil, o Timão conta com simplesmente 9 profissionais não nascidos no Brasil, superando em quatro peças o limite discutido pelos times na reunião desta quinta-feira.

É claro que as conversas são para a temporada de 2027, porém, já é um bom momento começar a planejar seus passos no futuro, na intenção de fugir de surpresas. Hoje, o Timão tem Félix Torres, Diego Palacios, Fabrizio Angileri, José Martínez, Rodrigo Garro, André Carrillo, Ángel Romero, Memphis Depay e Héctor Hernández.

É possível considerar seis nomes dos citados, como peças titularíssimas no Corinthians, tirando os nomes de Romero, Héctor e Diego Palacios. Se for necessário reduzir os atletas do elenco, não é surpresa imaginar a possibilidade do time paulista vender essas peças. Assim como não é bizarro, o Timão se aproveitar da grande fase de um profissional no Brasileirão, ou na temporada, para vendê-lo em alta, na busca por lucros.

O clube paulista também conta com um treinador estrangeiro, que pode em grande parte de seu trabalho, prezar pelas atuações de profissionais de fora do Brasil. Sendo um de seus pedidos no mercado da bola, assim como aconteceu, para o Corinthians contratar Carrillo, Garro, José Martínez, Félix Torres e entre outros.

4. Fortaleza

Lucero Brasileirão
Crédito: Leonardo Moreira/Fortaleza EC

 

Treinador estrangeiro no Brasileirão? É iminente considerar a presença de outros atletas de fora do Brasil no elenco, no do Fortaleza, estamos falando de 10. Uma lista com Ávila, Kuscevic, Brítez, Mancuso, Pol Fernández, Tomás Pochettino, Emmanuel Martínez, Kervin Andrade, Dylan Borrero e Lucero.

Diferente dos outros elenco, o Leão do Pici faz um trabalho diferente quanto ao seu uso dos estrangeiros, o scout do time de Juan Pablo Vojvoda tende a trabalhar muito bem na busca por jovem atletas de fora do Brasil. Diante desta procura, contam com profissionais considerados diamantes brutos, escolhidos para serem lapidados no time brasileiro.

Ao mesmo tempo que busca por jovens talentos, também contrata alguns mais experientes, porque vê necessidade no equilíbrio da balança, O Fortaleza não tem interesse em ficar apanhando no Brasileirão, distante das competições sul-americanas, está focado em pensar no futuro e no presente também, tudo ao mesmo tempo, equilibrando muito bem a balança.

Se o limite for reduzido, dá para imaginar o time do Brasileirão emprestando algumas peças, para mostrarem seu potencial em outros cenários. Quando estiverem mais prontos para atuar, sucederiam o lugar de alguma profissional em baixa, ou próximo de rumar o num novo destino.

Foto: Ettore Chiereguini/AGIF