Casemiro Manchester United
Futebol Copa do Mundo Premier League Seleção Brasileira

Casemiro: reta final no United e Copa do Mundo podem definir seu futuro!

O volante Casemiro conseguiu dar um último suspiro dos mortos na temporada passada, depois de ter sido praticamente escanteado por completo nas mãos de Erik ten Hag. Vivendo sua fase mais irregular desde que chegou à Europa, o camisa 18 do Manchester United chegou a perder espaço, acumulou críticas da torcida e parecia caminhar para uma saída melancólica. Mas o futebol, como sempre, gosta de reviravoltas.

Com a chegada de Rúben Amorim ao comando técnico dos Red Devils, a maré começou a virar. Apesar dos resultados ainda oscilarem sob o comando do português, uma coisa é certa: Casemiro voltou a ter moral no elenco. E não só isso, voltou a jogar bem. Agora, com 33 anos e contrato se encerrando em 30 de junho de 2026, a reta final da temporada e o que vier na Copa do Mundo de 2026 podem ser determinantes para o próximo capítulo de uma carreira vitoriosa.

Casemiro
Foto: IMAGO

Casemiro na mira do mercado, de novo

O atual vínculo do ex-São Paulo se aproxima do fim, e isso coloca um ponto de interrogação sobre o seu futuro. Ainda jogando em bom nível, Casemiro é um dos atletas mais experientes da posição no futebol mundial, e tem mercado. Com o Manchester United mirando uma reformulação e de olho em jogadores mais jovens e dinâmicos no meio, há rumores de que a diretoria considera não renovar o contrato caso o volante não aceite um corte salarial, o que, diga-se de passagem, é bem significativo, já que ele tem um dos maiores vencimentos do elenco.

Fora da Inglaterra, há interessados. Clubes da Arábia Saudita já fizeram sondagens em outras janelas e seguem de olho. Times da MLS, também estariam dispostos a abrir o bolso para contar com o jogador. E até o futebol brasileiro, sempre sonhador, observa de longe, ainda que o retorno pareça improvável no curto prazo.

Casemiro volta a dar as cartas

Na temporada 2024/25, o Manchester United ensaiou um respiro na Europa League, principalmente quando Casemiro e Bruno Fernandes assumiram a liderança técnica do time. Apesar da derrota na final para o Tottenham, ficou no ar uma sensação de que o time estava reencontrando alguma identidade, mesmo que tímida.

E esse “retorno” de Casemiro também se refletiu na Seleção. Com Carlo Ancelotti assumindo o comando da Amarelinha, o volante reencontrou um técnico que conhece muito bem seu potencial, afinal, foram anos de parceria no Real Madrid. Não demorou para que Casemiro voltasse a ser titular, mesmo com uma nova geração no setor, como André, João Gomes, Bruno Guimarães e Douglas Luiz.

Ancelotti, que é um admirador declarado do volante, tem apostado em sua experiência para dar equilíbrio a um meio-campo em reformulação. E, pelo visto, não se arrependeu: Casemiro tem entregado boas atuações e se consolidado novamente como uma referência na Seleção.

Futuro em aberto, mas com opções

É possível imaginar que Casemiro esteja começando a pensar no “fim de ciclo europeu”, mas isso não significa que ele não tenha mercado no continente. O Porto, clube que o acolheu por empréstimo lá em 2014, poderia ser uma opção afetiva e técnica interessante. O futebol espanhol também pode voltar ao radar, embora um retorno ao Real Madrid pareça improvável, tanto pela idade quanto pelo novo perfil jovem do elenco merengue.

Já o Manchester United, segundo a imprensa inglesa, gostaria de contar com o brasileiro por mais algumas temporadas, desde que ele aceite a redução salarial. A ideia é mantê-lo como peça de liderança no elenco, mesmo que jogue menos minutos. Mas tudo depende do desempenho até junho, dentro de campo e também da permanência de Rúben Amorim, que vê Casemiro como um dos pilares da reconstrução.

Copa do Mundo no horizonte

Se o volante mantiver o bom nível e tiver uma boa atuação na Copa do Mundo de 2026, onde deve chegar como um dos líderes do elenco, novas portas podem se abrir. Seja na Europa, no mundo árabe, na América do Norte ou até em um retorno ao Brasil, Casemiro terá a chance de escolher seu caminho.

Depois de mais de uma década no topo, ele ainda tem lenha pra queimar. E o futebol adora veteranos que se recusam a sair de cena em silêncio.

Foto: Getty Images