Era esperado algum tipo de evolução no Chicago Bears na temporada passada, por ser o segundo ano de Caleb Williams na NFL e o primeiro de Ben Johnson como treinador principal após anos como coordenador ofensivo no Detroit Lions. Mas o que vimos superou qualquer tipo de expectativa.
Os Bears tiveram atuações memoráveis na temporada passada, principalmente por conta da atuação ofensiva. Caleb Williams e Ben Johnson não precisaram de muito tempo para formar uma dupla de alto nível na NFL. O ataque foi a força dos Bears, mas a defesa serviu de “âncora” em muitos momentos.
A diferença de desempenho entre o ataque e a defesa do Chicago Bears foi notória em diversos momentos. E para a nova temporada, esse desequilíbrio ainda é visto, principalmente quando comparamos o elenco dos dois lados da bola. Esse é um problema no qual os Bears precisam ter paciência para resolver. Porém, no último Draft, a franquia mostrou que tem o interesse em aumentar o talento de sua defesa. Isso explica o investimento em Dillon Thieneman.
De forma até surpreendente, o Chicago Bears apostou em Thieneman com sua 25ª escolha geral. O safety era considerado talento de segunda dia, porém era indiscutível o segundo melhor jogador de sua posição. Ele promete ser a chave para a evolução defensiva dos Bears.

Chicago Bears aposta em novato para 2026
Dillon Thieneman precisa entrar no ritmo do Chicago Bears o mais rápido possível, da mesma forma que é um dos mais velozes em campo durante os treinamentos de pré-temporada da equipe. Ele ainda está aprendendo como é ser jogador da NFL, e ter que enfrentar Caleb Williams e a mente ofensiva de Ben Johnson é fundamental para o seu desenvolvimento em cada treinamento de sua temporada de calouro.
Thieneman é chamado de “robô” por seus ex-companheiros de Oregon (NCAA), por sua rotina metódica e forma de atuar nos treinamentos, sempre em busca de melhorar seus erros. Agora ele precisa se encontrar em uma defesa reformulada, que já perdeu o safety campeão do Super Bowl, Coby Bryant, por quatro a seis meses devido a uma lesão no joelho esquerdo sofrida pelo ex-astro do Seattle Seahawks durante o período de treinos.
A lesão acelera a transição que Thieneman precisará passar em seu primeiro ano na NFL. Mas ele já mostrou em outros momentos de sua carreira, especialmente na NCAA, que tem condições físicas e mentais para se transformar rapidamente em um destaque. E é disso que o Chicago Bears precisa em 2026.
Em 2025, Chicago liderou a NFL com 33 turnovers. Também ficou em uma modesta 22ª posição em jardas aéreas permitidas por jogo (227,2). Para Ryan Poles, o objetivo do time era encontrar um jogador veloz para a sua secundária, o que explica a escolha por Thieneman (4,35 segundos no Combine).
O Chicago espera ter acertado pelo segundo ano consecutivo em sua escolha de primeira rodada. Em 2025, os Bears selecionaram Colston Loveland. O tight end foi destaque em seu primeiro ano, o que impulsionou a atuação ofensiva dos Bears. O mesmo pode acontecer com Thieneman, mas com o impacto na defesa.
(Foto principal: Kamil Krzaczynski-Imagn Images)



