As primeiras partidas das oitavas de final da Copa do Brasil foram disputadas neste sábado (1) e não empolgaram nenhum torcedor. Três jogos, em três horários diferentes, permitindo que todos pudessem assistir aos três confrontos. Mas o que vimos em campo foram duelos sem qualquer emoção, terminando em empates sem gols.
O que explica esses resultados?

Times que não queriam jogar
Foi um fator determinante em dois jogos da Copa do Brasil: Vasco x Fluminense e Santos x Remo. O Cruzmantino até tentou uma postura mais ofensiva no começo do clássico, mas não sustentou. Com o tempo, o Tricolor passou a dominar mais as ações e o ritmo do confronto, atacando mais e forçando o rival a ficar com uma postura mais defensiva.
No segundo tempo, a situação mudou um pouco, mas não porque o clube vascaíno apresentou uma melhora ofensiva. Após o intervalo, diferente do que aconteceu na primeira etapa, o Alvinegro teve mais posse de bola e, mesmo assim, arriscou apenas três chutes, totalizando seis finalizações ao fim do jogo.
A equipe abriu mão de buscar um resultado positivo, mesmo sendo o mandante na ida das oitavas de final. O Flu até buscava ser mais ofensivo, mas esbarrava na defesa adversária. Sem encontrar espaços, pois o Vasco não se abriu, também não teve sucesso em sair do zero, causando o primeiro empate do dia.
Já Santos x Remo foi, do começo ao fim, um duelo de ataque x defesa. O Peixe teve mais a bola e buscou atacar sempre, com a quantidade de finalizações deixando isso bem claro. Foram 19 chutes em 90 minutos, contra apenas seis do clube paraense. Preso na defesa, o Leão Azulino também não fez muito esforço para atacar.
Desde o início, a equipe segurou a postura defensiva. Até porque entende que o duelo em Belém pode ser melhor para o time.
Falta de qualidade dos times
Se houve times que ficaram confortáveis em se defender, vimos os adversários dessas equipes não conseguirem jogar. Fluminense e Santos sofreram com essa consequência direta. Sempre esbarrando na defesa, o sistema ofensivo de ambos não soube lidar com essa dificuldade, mostrando uma falta de criatividade grande.
Já Atlético-MG x Juventude foi uma partida que mostrou esse problema para os dois lados. Apesar do Galo ter ficado com mais posse de bola, 58%, e também ter finalizado mais, 17 x 11, não se viu tão dominante no duelo. O clube gaúcho se arriscou e se jogou para o ataque em alguns momentos, chegando a forçar duas defesas do goleiro adversário.
Nesse confronto, o que ficou evidente foi a falta de qualidade apresentada em campo. E, por isso, veio o empate sem gols.

Inúmeras faltas na Copa do Brasil
Não é segredo que a arbitragem no Brasil é um problema e, na Copa do Brasil, atrapalhou mais uma vez. Nesse caso, o que aconteceu foram as inúmeras faltas marcadas. Vasco x Fluminense foi o duelo que mais sofreu com isso, com 36 faltas marcadas durante o clássico.
Mas uma quantidade alta também foi observada nas outras partidas. Atlético-MG x Juventude tiveram 24 faltas e Santos x Remo tiveram 22. Os árbitros picotam os jogos e impedem que a bola role, dificultando qualquer criação de jogada em campo. No fim, atrapalhando a qualidade de qualquer partida, o que ajudou a deixar as partidas sem emoção neste sábado.
Foto: Matheus Lima/Vasco



