O Vasco não tomou conhecimento da força do Vitória no Barradão e derrotou o rubro-negro por 2 a 0, gols de Andrés Gómez e Puma Rodríguez, nessa quarta-feira (02). Já que havia derrotado o Vitória por 1 a 0 no jogo anterior, a equipe se classificou para a semifinal da Copa do Brasil e encarará o Palmeiras.
O Cruzmaltino realizou uma atuação segura, em que não sentiu a pressão fora de casa. Na primeira etapa, a equipe se fechou em grande parte e teve as melhores chances. Já no segundo tempo, o Vitória continuou dono da posse de bola (59% a 41%), mas não conseguiu criar grandes oportunidades (com exceção do gol anulado de Luan Cândido) e o Vasco da Gama liquidou o confronto na reta final.
A partir deste resumo, veja três impressões do jogo.
A solidez defensiva do Vasco.
Um dos motivos que levaram o Vasco a contratar o técnico português Pedro Emanuel foram os diversos gols sofridos pelo clube ao longo da temporada. Mesmo com o início conturbado, o Cruzmaltino melhorou neste quesito nos últimos três jogos, começando pelo triunfo por 1 a 0 sobre o Vitória, pelo jogo da ida das quartas de final da Copa do Brasil.
O Vasco entrou com uma mínima vantagem no Barradão e demonstrou uma maturidade tática para segurar a pressão dos donos da casa. O sistema defensivo bloqueou as grandes investidas do Vitória e não mostrou desespero nos momentos de maiores chances do rubro-negro.
O Vasco seguiu com o posicionamento rígido, preenchendo os espaços e forçando o Vitória a cruzar bolas na área, mas a equipe carioca teve benefício, afastando boa parte dos cruzamentos. Além disso, a questão mental do plantel vascaíno foi determinar como controlar o ritmo do jogo.
O Vasco conseguiu valorizar a posse de bola quando foi exigido, esfriando a partida em certos minutos e demonstrando controle emocional. Esta estabilidade impediu a repetição dos erros defensivos de jogos recentes, melhorando a defesa.
A ineficiência ofensiva do Vitória
O Vitória chegou às quartas de final da Copa do Brasil especialmente por eliminar Flamengo e Athletico Paranaense em casa. Mesmo diante de 29 mil torcedores, o rubro-negro teve uma incapacidade técnica e a falta de criatividade no terço final, principalmente por Tarzia e Matheuzinho.
Apesar de ter a maior porcentagem de posse de bola, o Vitória não teve intensidade neste quesito, rodando-a na intermediária, sem conseguir passar pela marcação vascaína, sem exigir perigo ao goleiro Léo Jardim. O atacante previsível facilitou o trabalho do sistema defensivo do Vasco.
Conforme avançava o tempo no segundo tempo, o planejamento tático do Vitória não conseguiu ser concretizado e, mesmo com as alterações do treinador Jair Ventura, a equipe continuava com o desespero emocional. A desorganização acontecia totalmente no meio-campo e essa pressa gerou erros bobos em passes, faltas, finalizações e na marcação.
A eficácia do Vasco em contra-ataques
No momento em que o Vitória se lançava desesperadamente ao ataque, o Vasco realizou uma rápida transição ofensiva que foi executada com perfeição por Thiago Mendes, Andrés Gómez e Puma Rodríguez. O time soube o momento necessário para acelerar a jogada, explorando os espaços deixados pelos laterais do rubro-negro.
O primeiro gol, marcado por Andrés Gómez aos 35 minutos, foi a prova da eficiência vascaína no contra-ataque, que foi coroado mais tarde pelo golaço de Puma Rodríguez nos acréscimos. A precisão nas poucas finalizações que teve no decorrer do segundo tempo provou que o Vasco soube ser objetivo e letal, sem dar chances ao Vitória e transformou o contra-ataque na peça fundamental para a terceira classificação seguida do Cruzmaltino para a semifinal da Copa do Vasco.
Créditos da foto da capa: Márcio José/AGIF



