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Cucurella e a arte de enlouquecer rivais; saiba porque ele é tão odiado

Em excelente fase nesta temporada, o lateral-esquerdo Marc Cucurella está se habituando a conquistar títulos tanto com o Chelsea quanto com a Seleção Espanhola. Primeiro, levantou a taça da Eurocopa com a Furia Roja; depois, foi campeão da Conference League com os Blues; e agora pode bater no peito e anunciar ao mundo que é campeão da Copa do Mundo de Clubes, após a vitória dos Blues por 3 a 0 sobre o PSG, neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O defensor elevou consideravelmente seu nível de atuação ao longo do ano, superando momentos difíceis e se tornando peça indispensável para o técnico Enzo Maresca.

Sua influência cresceu tanto no Chelsea quanto na Espanha. Sua postura dedicada e intensa em campo frequentemente desestabiliza os adversários. Um dos seus grandes trunfos é a capacidade de ocupar diferentes espaços, incomodando defensivamente e aparecendo como opção ofensiva, algo que o treinador italiano reforçou em seu jogo. Contra o PSG, embora tenha aparecido menos no ataque, demonstrou novamente seu senso de posicionamento preciso. Prova disso foi o lance com João Neves, que, irritado com a derrota e com a marcação incansável do espanhol, acabou puxando seu cabelo em campo.

Na metade do segundo tempo, já com o Chelsea vencendo por 3 a 0 na final, uma cena envolvendo Cucurella chamou atenção nas redes sociais. Caído no gramado e sentindo dores, o espanhol resistiu quando João Neves tentou levantá-lo à força. Mesmo parcialmente suspenso no ar, Cucurella permaneceu imóvel. Um dos destaques dos Blues, o lateral acumula grandes exibições e episódios marcantes. Conhecido pelo estilo provocador e personalidade forte, ele costuma irritar adversários, mas há um lado sensível por trás do personagem. Em um documentário da Prime Video, revelou as dificuldades que enfrentou após o diagnóstico de autismo do filho mais velho.

João Neves acabou sendo expulso após o fim da partida, punido pelo VAR pelo puxão de cabelo no lateral espanhol. Cucurella costuma forçar o limite dentro das regras do jogo para ganhar vantagem, e essa não foi a primeira vez que teve seu cabelo puxado em campo. Antes, Cuti Romero escapou de punição, mas Stephens e agora Neves receberam cartão vermelho pelo mesmo motivo. O ano do internacional espanhol termina com conquistas e respeito mundial, fruto de seu esforço e evolução contínua. Agora, ele se prepara para a próxima temporada, na qual defenderá o Chelsea na Premier League e na UEFA Champions League.

Foto: Getty Images

Marc Cucurella brilha na Copa do Mundo de Clubes pelo Chelsea e enlouquece os rivais

Na histórica final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, realizada no MetLife Stadium, o Chelsea mostrou sua força tática e mental ao derrotar o Paris Saint-Germain por 3 a 0, em atuação destacada de Marc Cucurella. O lateral espanhol, que enfrentou muitas críticas ao chegar ao clube em 2022, tornou-se peça fundamental na campanha vitoriosa.

O gol derradeiro dos Blues veio depois que João Neves foi expulso por puxar o cabelo de Cucurella, em lance revisado pelo VAR. Apesar da confusão, o Chelsea manteve a calma e ergueu o troféu. O espanhol é exemplo de resiliência: viveu meses iniciais conturbados no clube, que ele mesmo definiu como “oh f**ing hell”, mas considera esse período essencial para seu amadurecimento. Reconhecido como atleta que depende do coletivo para potencializar seu futebol, Cucurella destacou a importância do trabalho tático de Enzo Maresca, que o reposicionou invertido, ampliando sua liberdade e leitura de jogo.

“Pagaram muito por mim e esperavam que eu fosse uma máquina, marcando sempre”, disse o lateral antes da final, em entrevista ao OneFootball. Hoje, mais maduro, ele vê o título como um marco para o Chelsea, que estampará o selo de “Campeão do Mundo” na camisa pelos próximos quatro anos.

Nos últimos meses, Cucurella acumulou grandes títulos: venceu a Conference League com o Chelsea e a Eurocopa com a Espanha em 2024. Agora, aos 26 anos, conquista o maior prestígio do futebol mundial, coroando o melhor ano de sua carreira.

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Como Cucurella, lateral do Chelsea e da Espanha, se tornou um dos jogadores mais odiados do mundo?

Peça essencial na conquista do Chelsea na Copa do Mundo de Clubes, Marc Cucurella não passa despercebido quando entra em campo. Aos 26 anos, o espanhol chama atenção não apenas pela forma de jogar e pela cabeleira, mas também pelas polêmicas. Porém, está longe de ser querido no mundo do futebol. Pelo contrário: é frequentemente vaiado na Europa, principalmente na Alemanha. Na Copa do Mundo de Clubes, ganhou a antipatia também de parte da torcida brasileira.

Em campo, é um marcador agressivo e incômodo, do tipo que “belisca” o adversário o tempo todo. Na semifinal contra o Fluminense, por exemplo, tomou a frente de Soteldo em um lance no meio de campo e acabou provocando uma cotovelada do venezuelano, que recebeu cartão amarelo.

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Por que Cucurella é tão odiado na Alemanha?

As vaias alemãs começaram após a partida entre Espanha e Alemanha na Eurocopa de 2024. Na ocasião, a bola bateu em sua mão dentro da área, mas o árbitro não marcou pênalti e o VAR sequer revisou o lance, causando revolta. Questionado sobre o ocorrido, Cucurella ironizou: “Sou jogador, não árbitro. Se eles disseram que não foi pênalti, então não foi. Essa é a função deles.” Desde então, passou a ser vaiado sempre que tocava na bola, mas a Espanha conquistou o título mesmo assim.

Brasileiros também demonstram antipatia por Cucurella

Na partida entre Palmeiras e Chelsea, pelas quartas de final do Mundial de Clubes, Cucurella protagonizou um episódio com Estevão, joia do futebol brasileiro. Logo no início, o espanhol reclamou do estilo de jogo do garoto e tentou desestabilizá-lo com provocações. As vaias vieram imediatamente e continuaram até o apito final. Vale lembrar que Estevão já estava negociado com o Chelsea e fazia sua despedida do Palmeiras antes de se juntar aos Blues.

(Foto: Getty Images)