O retorno de Isack Hadjar ao cockpit da Red Bull para o Grande Prêmio da Espanha, em Madri, está cada vez mais incerto. O chefe da equipe, Laurent Mekies, admitiu que será “provavelmente difícil” contar com o francês na próxima etapa da Fórmula 1, já que o piloto ainda se recupera de uma lesão no pulso sofrida durante o intervalo de verão da categoria.
Hadjar ficou fora do GP da Holanda, em Zandvoort, como medida de precaução. Na ocasião, a fratura no pulso ainda não havia cicatrizado o suficiente para que o piloto pudesse voltar ao carro com segurança. A situação não evoluiu a tempo para o GP da Itália, em Monza, e o jovem de 21 anos também precisou ficar de fora desta etapa.
Com isso, Liam Lawson foi novamente promovido da Racing Bulls para ocupar o lugar de Hadjar ao lado de Max Verstappen. Na equipe irmã, Yuki Tsunoda assumiu mais uma vez o cockpit que normalmente pertence a Lawson. Agora, com o GP da Espanha marcado para os dias 11 a 13 de setembro, a Red Bull trabalha contra o tempo. E, apesar de Hadjar estar evoluindo bem, Mekies deixou claro que a equipe não pretende correr nenhum risco desnecessário com a recuperação do piloto.
Red Bull prioriza recuperação completa de Hadjar
Em entrevista à Canal+, Mekies apresentou uma atualização cautelosa sobre a condição física de Hadjar. Segundo o dirigente, o piloto está bem, mas obviamente não está satisfeito com a situação atual, principalmente por não poder participar das atividades na pista. “Isack está bem. Ele não pode pilotar hoje, então não vou dizer que está feliz, porque não está”, afirmou Mekies.
Apesar da frustração natural do piloto, a Red Bull considera a recuperação como prioridade absoluta. A equipe não pretende antecipar o retorno apenas para colocar Hadjar novamente no carro o mais rápido possível. “Mas a recuperação dele é a prioridade absoluta. Não há absolutamente nenhuma razão para correr qualquer risco nesse sentido”, explicou o chefe da Red Bull.
A preocupação é ainda maior porque Hadjar vinha realizando uma excelente temporada antes da lesão. O francês começou a ganhar cada vez mais espaço dentro da estrutura da Red Bull e demonstrou evolução constante ao longo das corridas. “Ele teve um início de temporada fantástico; é muito jovem e está melhorando a cada vez que entra no carro”, destacou Mekies.
Por isso, a orientação da equipe é simples: Hadjar só deve retornar quando estiver completamente recuperado. “É por isso que é importante que ele só volte quando estiver 100% em forma novamente. Então vamos dedicar o tempo necessário, ouvir o que ele próprio está sentindo e seguir os conselhos dos médicos, dando a ele o tempo de que precisa. Tenho certeza de que em breve estaremos rindo disso”, completou Mekies.
GP da Espanha se aproxima e retorno fica cada vez mais difícil
O problema para Hadjar é que o calendário não oferece muito tempo para uma recuperação tranquila. O GP da Espanha acontecerá entre 11 e 13 de setembro, apenas alguns dias depois da etapa de Monza.
Além de estar fisicamente preparado, o piloto também precisará receber autorização médica para voltar a competir. Com a proximidade da próxima corrida, Mekies reconhece que as chances de Hadjar estar em Madri estão diminuindo. “Madri está a apenas alguns dias de distância, então é difícil”, afirmou o dirigente.
Mesmo assim, a Red Bull ainda não tomou uma decisão definitiva. Hadjar será novamente avaliado, e a equipe pretende analisar a situação de forma gradual, sem estabelecer uma data de retorno a qualquer custo. “Nós o examinaremos novamente, mas uma participação em Madri provavelmente será difícil. Estamos analisando corrida a corrida e considerando a situação juntos de uma maneira muito racional”, explicou Mekies.
O principal critério para a decisão, segundo o chefe da Red Bull, não será simplesmente a capacidade de Hadjar de suportar uma corrida. A equipe quer ter certeza de que o retorno não representará nenhum risco para a recuperação ou para a carreira do piloto no futuro. “O ponto crucial, e isso também determinará nossa decisão, é que ele só volte quando estiver 100% em forma e não houver risco para o restante de sua carreira.”
A declaração mostra que a Red Bull não pretende pressionar o francês para antecipar sua volta. Mesmo que Hadjar esteja próximo de receber alta médica, qualquer dúvida sobre sua condição física poderá fazer com que a equipe mantenha Lawson no carro por mais uma etapa.
Hadjar recebe boa notícia fora das pistas
Enquanto aguarda a evolução da lesão e a decisão sobre seu retorno, Hadjar pelo menos recebeu uma notícia importante nesta sexta-feira. A Corte Internacional de Apelação da FIA manteve os recursos apresentados por McLaren e Red Bull relacionados à classificação do GP de Mônaco. Com a decisão, Hadjar foi oficialmente restaurado à terceira posição daquela corrida.
O resultado representa um marco importante na carreira do jovem francês. O terceiro lugar passou a ser reconhecido como seu primeiro pódio pela Red Bull e o segundo de sua trajetória na Fórmula 1. O primeiro pódio de Hadjar havia acontecido no GP da Holanda de 2025, quando ainda competia pela Racing Bulls. Agora, o resultado de Mônaco se soma ao histórico do piloto já como representante da equipe principal.
A confirmação do pódio chega justamente em um momento em que Hadjar está longe das pistas, mas reforça a impressão de que o francês vinha construindo uma temporada de destaque antes de sofrer a lesão. A prioridade, entretanto, continua sendo sua recuperação. Com o GP da Espanha cada vez mais próximo, a Red Bull terá de decidir se Hadjar estará realmente pronto para voltar ao RB22 ou se será necessário manter Liam Lawson como companheiro de Verstappen por mais uma corrida.
Para Mekies, não há dúvida sobre qual deve ser o critério. A pressa para voltar não pode estar acima da saúde do piloto. Se Hadjar não estiver completamente recuperado e liberado pelos médicos, a tendência é que a Red Bull prefira esperar, mesmo que isso signifique mais uma ausência no campeonato.
Foto: (Reprodução/ Fórmula 1)



