Os EUA não decepcionaram seus torcedores e venceram a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0, nesta quarta-feira (1º), em Santa Clara, pela fase de 16 avos da Copa do Mundo 2026. Mesmo ficando com um jogador a menos por mais de 30 minutos no segundo, a equipe treinada por Maurício Pochettino mostrou superioridade técnica e tática para eliminar o adversário.
O atacante Folarin Balogun foi protagonista do jogo. O centroavante viu um gol ser anulado, mas abriu o placar e quase ampliou antes do intervalo. No segundo tempo, o artilheiro dos EUA pisou no adversário e recebeu o cartão vermelho. Para sorte de Balogun, seu roteiro não foi de herói a vilão. Malik Tillman fez o segundo em bela batida de falta para sacramentar o triunfo.
Com o resultado, os EUA permanecem sonhando com uma campanha histórica como mandante. Nas oitavas de final, o time da casa enfrentará a Bélgica, no Lumen Field, em Washington. A bola rola às 21 horas (de Brasília) da próxima segunda-feira (6). Já a Bósnia e Herzegovina se despede com sua melhor campanha na história dos Mundiais.
EUA abrem o placar na insistência de Balogun
O primeiro tempo começou de maneira interessante. Em casa, os Estados Unidos, naturalmente, tomaram a iniciativa, ficando mais tempo com a bola e buscando espaço na linha de cinco defensores do adversário. A Bósnia, por sua vez, não se intimidou e utilizou suas armas, como boa estatura e força física, para incomodar os mandantes.
Os europeus, inclusive, foram os primeiros a criar uma chance real em Santa Clara. Depois de longo lançamento para o ataque, Dzeko fez o pivô e ajeitou para Demirovic chegar batendo, exigindo excelente defesa do goleiro Freese. Na cobrança do escanteio, Alajbegovic foi ousado ao tentar um gol olímpico, evitado graças a uma grande defesa do arqueiro estadunidense.
Após os sustos, os EUA começaram a colocar a bola no chão, trocar passes e a empurrar a Bósnia contra a própria meta. Pela esquerda, Robinson e Pulisic fizeram algumas combinações, mas pararam na marcação adversária. Do outro lado, Dest e Mckennie acharam mais espaços.
As chances reais norte-americanas, de fato, ocorreram após a parada para hidratação. Com muita pressão na saída de bola, os EUA abriram o placar com Balogun, mas o impedimento foi marcado. Depois, Pulisic avançou até a linha de fundo e cruzou na boca do gol, mas nenhum companheiro chegou para completar às redes.
A festa da torcida aconteceu apenas aos 44 minutos. Em nova bola recuperada na saída da Bósnia, Tillman encontrou Balogun na área. Mesmo após desvio na marcação, a bola sobrou no pé esquerdo do camisa 20, que chutou rasteiro e pôde celebrar para valer.
Já nos acréscimos, aos 52 minutos, Balogun surgiu novamente entre os marcadores bósnios para complementar um passe de cabeça de Dest. Porém, a bola tocou no travessão e saiu direto para a linha de fundo.
EUA ficam com um a menos, mas garantem vaga
Em busca da recuperação, o técnico Serjej Barbarez promoveu três trocar na Bósnia no início da etapa complementar. Bajraktarevic, Tahirovic e Mahmic entraram nas vagas de Gigovic, Sunjic e Dzeko. Mais do que as trocar nos nomes, foi possível ver uma mudança na postura dos europeus.
A Bósnia adiantou as peças, equilibrou a posse de bola e chegou a arriscar alguns chutes de fora da área – Katic, por exemplo, finalizou por cima da meta. A situação ainda ficou favorável aos bósnios aos 16 minutos, quando Balogun pisou no tornozelo de Muharemovic. Com auxílio do VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus decidiu expulsar o atacante.
A Bósnia colocou mais atacantes em campo para tentar pressionar, mas os EUA souberam lidar com a adversidade e chegaram ao segundo. Primeiro, Pulisic colocou para as redes, mas o assistente pegou impedimento. Logo na sequência, aos 36 minutos, Tillman bateu falta com perfeição e fez a festa dos estadunidenses.
O segundo gol norte-americano foi um “banho de água fria” para a Bósnia. Bem marcados, os jogadores europeus não conseguiram chegar até a linha de fundo para fazer cruzamentos. No fim, Mahmic ainda deu dois chutes fortes que passaram perto da trave, mas não mudaram o placar.
Foto: Reprodução/X/@USMNT