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Fabián Ruiz desafia a derrota e chega a 47 jogos invicto pela Espanha

Fabián Ruiz vive uma relação incomum com a seleção espanhola. Desde que estreou pela equipe principal, em junho de 2019, o meio campista entrou em campo 47 vezes e nunca terminou uma partida derrotado.

A marca impressiona ainda mais porque atravessa diferentes momentos da seleção, mudanças de treinadores e duas grandes conquistas. Fabián foi campeão da Liga das Nações e se tornou uma das peças mais importantes da Espanha no título da Eurocopa de 2024.

Agora, disputa sua primeira Copa do Mundo em uma situação diferente. O jogador que foi fundamental na conquista europeia perdeu espaço entre os titulares e passou a receber poucos minutos. Mesmo assim, continua esperando uma nova oportunidade para mostrar que ainda pode ser decisivo.

Uma história de 47 jogos pela Espanha sem conhecer a derrota

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Foto: AFP7 vía Europa Press

A trajetória de Fabián pela seleção principal começou em junho de 2019. Desde então, são 47 partidas sem uma única derrota.

O retrospecto apresenta 32 vitórias e 15 empates.

Em termos percentuais, a Espanha venceu 68,1% das partidas disputadas pelo meio campista. Nos outros 31,9%, ficou no empate. A taxa de derrotas permanece em zero.

É uma sequência histórica que foi construída ao longo de diferentes competições.

Fabián esteve presente na conquista da Liga das Nações e depois alcançou o melhor momento de sua carreira internacional na Eurocopa de 2024. A relação com Luis de la Fuente, atual treinador da Espanha, ajuda a explicar sua importância.

Os dois trabalham juntos há anos.

Antes de chegarem à seleção principal, conquistaram o Europeu Sub-21. Fabián não foi apenas um integrante daquele time. O meio campista foi eleito o melhor jogador de toda a competição.

Anos depois, voltou a ser uma figura central em uma conquista com De la Fuente.

Na Eurocopa de 2024, Fabián se tornou uma das peças fundamentais do meio campo espanhol. Foi naquele torneio que mostrou algumas das características que fazem seu jogo ser tão valorizado: capacidade de receber a bola entre as linhas, qualidade para avançar com ela, chegada à área e participação defensiva.

Seu desempenho ajudou a Espanha a superar adversários de alto nível.

Contra a Alemanha, Fabián participou de um dos grandes desafios do torneio e precisou enfrentar um meio campo com nomes como Toni Kroos, Thomas Muller e Florian Wirtz. Também marcou um golaço contra a Croácia e se consolidou como um dos jogadores mais importantes da campanha.

A ascensão representou uma mudança enorme em relação ao que havia vivido dois anos antes.

Fabián ficou fora da Copa do Mundo do Catar porque Luis Enrique deixou de convocá-lo. Naquele momento, a decisão representou uma das maiores decepções de sua carreira internacional.

O destino fez os dois se reencontrarem no PSG.

Trabalhando diariamente com o meio campista, Luis Enrique passou a conhecer melhor suas qualidades e admitiu publicamente que havia cometido um erro ao não levá-lo para a Copa.

O treinador destacou a clareza de Fabián para jogar de frente, sua capacidade de encontrar passes decisivos, a movimentação entre as linhas, a chegada ao ataque, o chute e o trabalho defensivo.

A declaração mostra como a carreira do espanhol nem sempre recebeu o reconhecimento proporcional ao seu desempenho.

Menos minutos na Copa, mas uma nova oportunidade ainda pode aparecer

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Foto: Getty Images

A atual Copa do Mundo apresenta um desafio diferente para Fabián.

Depois de ser um dos protagonistas da Eurocopa, o meio campista perdeu a titularidade durante o Mundial. Sua última partida como titular aconteceu contra Cabo Verde.

Diante da Arábia Saudita, De la Fuente decidiu mudar a estrutura do meio campo. Pedri foi recuado para jogar mais próximo de Rodri, enquanto Fabián começou no banco de reservas.

A partir daquele momento, seus minutos diminuíram.

O meio campista disputou apenas 20 minutos contra a Arábia Saudita. Depois, recebeu cerca de meia hora diante do Uruguai, entrou por apenas alguns segundos contra a Áustria e jogou cinco minutos no confronto com Portugal.

Mesmo com uma participação tão pequena contra os portugueses, conseguiu influenciar diretamente o resultado.

Fabián participou da construção da jogada do gol da vitória ao se conectar com Merino, Rodri e Ferran. Foi uma demonstração de que, mesmo sem a sequência que gostaria, ainda possui qualidade para interferir em partidas importantes.

A redução do espaço também precisa ser analisada dentro do contexto de sua temporada.

As lesões dificultaram sua preparação e colocaram em risco até mesmo sua presença na Copa do Mundo. Fabián conseguiu se recuperar a tempo, mas chegou ao torneio sem as mesmas condições de continuidade que marcaram sua campanha na Eurocopa.

Agora, a Espanha entrou na reta decisiva da competição.

A seleção tem pelo menos mais uma partida pela frente. Caso continue avançando, Fabián ainda pode ter mais três jogos no torneio, considerando as quartas de final, a semifinal e a final ou a disputa pelo terceiro lugar.

Isso significa que ainda existe tempo para sua história mudar.

O meio campista que começou a Copa como titular passou a ser uma alternativa no banco, mas competições curtas costumam criar novas oportunidades rapidamente. Uma mudança tática, uma necessidade durante uma partida ou até o desempenho em poucos minutos podem alterar novamente a hierarquia do time.

Fabián já mostrou isso contra Portugal.

Sua trajetória pela Espanha também ensina que ele está acostumado a esperar pelo reconhecimento.

Ficou fora de uma Copa do Mundo, viu o próprio Luis Enrique admitir posteriormente que havia cometido um erro e depois se tornou uma das principais peças da seleção campeã europeia.

Agora, enfrenta outro momento de espera.

Aos 47 jogos pela Espanha, Fabián ainda não sabe o que é perder com a camisa da seleção. Foram 32 vitórias, 15 empates, dois títulos importantes e uma sequência que permanece viva.

Sua participação nesta Copa ainda está distante daquela apresentada na Eurocopa. O torneio, no entanto, não terminou.

Fabián chegou a tempo depois de uma temporada marcada por problemas físicos. Agora, espera uma nova oportunidade para voltar a ser o jogador decisivo que a Espanha conhece e tentar levar sua invencibilidade até o último destino possível nesta Copa do Mundo: Nova York.

(Foto de capa: Gtres)

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Kaique