Após o Flamengo vencer o ex-jogador Dener na justiça há um ano, em uma ação que acusa o clube de deixá-lo inválido, o caso teve uma reviravolta nesta segunda-feira (10): Após a defesa do ex-atleta recorrer da sentença, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro anulou a decisão, após constatar cerceamento de defesa.
De acordo com a ação, os advogados de defesa alegaram que foram impedidos de ouvir suas testemunhas e que isso foi determinante para dar o ganho de causa ao rubro-negro. O pedido foi julgado e os desembargadores, por unanimidade, acataram o recurso e determinaram que uma nova audiência seja marcada para ouvir os três depoimentos. A partir da audição das testemunhas, um novo julgamento será marcado.
O CASO DENER
Em 2021, Dener, que atuava como zagueiro pelo Flamengo, fazendo parte de uma geração da base que formou nomes como Lucas Paquetá, Felipe Vizeu e Léo Duarte, anunciou a sua aposentadoria aos 23 anos, alegando problemas decorrentes de lesões no joelho.
Segundo ele, o departamento médico do clube errou no tratamento de suas lesões a ponto de torná-lo inválido, assim entrando com uma ação trabalhista contra o clube, pedindo uma indenização de R$ 4,2 milhões. Nesta ação, os advogados narraram a cronologia de suas cirurgias. Uma no joelho direito e duas no esquerdo, sendo estas as que provocaram o fim de sua carreira.
Segundo a ação, após a segunda cirurgia, Dener não teve o tratamento adequado por parte do clube em sua recuperação. No documento, ele afirma que sentia fortes dores enquanto realizava a transição para o campo, mas ouvia de quem o tratava, sem citar nomes, que “era normal” e que a transição deveria continuar.
Em um primeiro julgamento, realizado em maio de 2023, Dener perdeu a ação em primeira instância após decisão da 1ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Na ocasião, a juíza Adriana Malheiro Rocha de Lima usou como base a perícia feita nos autos do processo. De acordo com o laudo, após as cirurgias, Dener teve um comprometimento funcional que corresponderia a 4% e, com isso, não poderia ser atestada uma invalidez em função dos procedimentos adotados, descartando um erro médico.
(Foto: Divulgação X/Flamengo)



