Gattuso
Futebol Serie A

Gattuso é o novo técnico da Itália e dará nova cara à “Azzurra”!

O lendário Gennaro Gattuso é o novo comandante da Itália, depois de Luciano Spalletti ter sido educadamente convidado a se retirar do cargo. A Seleção Italiana vem enfrentando grandes problemas e decidiu apostar em alguém que tem o DNA vencedor, alguém que já sentiu o gosto da glória e pode levar esse repertório para os profissionais. Além do ex-volante, a comissão técnica será recheada de ex-campeões do passado recente, entre 2006 e 2021.

O nome de Gattuso surgiu em meio a várias opções, mas os principais alvos da Itália eram Claudio Ranieri e Stefano Pioli. Entretanto, ambos recusaram educadamente as propostas. No caso do ex-técnico da Roma, ele optou por voltar à sua aposentadoria, depois de uma rápida reativação para comandar a Loba. Já o ex-profissional do Milan deu prioridade ao negócio bem encaminhado com a Fiorentina, que também prometia ser mais lucrativo.

Agora, a pressão está nas costas de Gattuso, que precisa simplesmente guiar a Itália na corrida para voltar a disputar Copas do Mundo. Nos últimos tempos, tem sido difícil encontrar uma identidade na Azzurra, e o ex-volante é visto como a peça ideal para ajudar a reconstruir esse espírito. Alguém que sempre foi símbolo de garra, vontade e determinação, tudo o que a Itália busca resgatar no futebol.

Vale lembrar que a Seleção Italiana deve passar por uma mudança de realidade, já que Spalletti e Gattuso têm ideias bem diferentes. E aqui vai um spoiler: o estilo Gattuso é bem mais raiz. Vamos entender um pouco de como a lenda do Milan costuma trabalhar, lembrando que ele já comandou Napoli e o próprio time rossonero. Tá, ele não colecionou taças, mas deixou sua marca.

Como joga Gattuso?

Gattuso Milan
Foto: Getty Images

 

Gennaro carrega para sua nova carreira exatamente os mesmos atributos e filosofias que mostrava quando jogava. Na base da garra, da força de vontade e da intensidade, ele exige que seus jogadores deixem tudo em campo, o famoso “suor até a última gota” faz parte do pacote.

Essa aposta da Itália parece bem alinhada com o que já foi visto por lá. Gattuso sempre foi aquele primeiro volante combativo, postado na frente da zaga para proteger o sistema defensivo. Por isso, seus times costumam ser organizados e compactos, sempre trabalhando juntos para fechar espaços e dificultar a vida do adversário.

Nada de Guardiola ou tiki-taka por aqui. O estilo de Gattuso é mais direto, priorizando times verticais que exploram transições rápidas rumo ao gol. Além disso, ele é conhecido por ser um gestor de grupo de primeira, criando laços fortes com os jogadores, algo que pode devolver a energia que a Itália tanto procura.

Taticamente, Gattuso não se prende a uma fórmula só. Seu esquema preferido é o 4-3-3, mas ele também gosta de armar suas equipes no 4-2-3-1 e no 4-4-2. Nada de invencionices: Gattuso é adepto do futebol mais “old school”, com simplicidade e eficiência.

No 4-3-3, seu time busca equilíbrio entre defesa sólida e ataques pelos lados. O meio-campo costuma ter um volante de contenção (o “Gattuso” do time) e dois meias que apoiam tanto na criação quanto na marcação. Os pontas são fundamentais para garantir profundidade e capacidade de drible.

No Napoli, ele usou bem esse modelo com Demme ou Lobotka como volantes, Fabián Ruiz e Zielinski no meio, e um ataque formado por Mertens, Insigne e Lozano/Politano. No 4-2-3-1, que ele testou no Milan e no Napoli, a ideia era ter um camisa 10 mais clássico ou um atacante flutuando atrás do centroavante, sustentado por dois volantes que garantiam a base defensiva. Os pontas continuavam essenciais para dar amplitude.

O 4-4-2 apareceu com menos frequência, mas Gattuso também usou o sistema com variações, às vezes com um losango no meio para fortalecer a defesa ou para dar liberdade a dois atacantes, como chegou a experimentar no Valencia.

Gattuso e suas possíveis escolhas na Azzurra

Tonali Gattuso
Foto: Getty Images

 

Gattuso já tem algumas cartas marcadas que podem ganhar espaço no seu novo ciclo com a Azzurra. A começar pela relação histórica com Donnarumma. O goleiro foi lapidado no Milan sob o comando de Gattuso, quando ainda tinha 18 anos, lá em 2017. O Ringhio (apelido carinhoso do técnico) praticamente adotou o jovem goleiro, que hoje é um dos melhores do mundo.

Outro nome que deve ser peça-chave é Di Lorenzo. O lateral-direito viveu grandes momentos com Gattuso e foi um dos pilares no seu time do Napoli. E se a gente falar de Matteo Politano? Bem, ele tem enorme chance de aparecer nas convocações. Foi fundamental para o treinador na época do Napoli, e Gattuso até tentou levá-lo para o Valencia, mas não rolou.

O fato de Politano jogar como ponta de pé invertido é algo que o técnico adora, e provavelmente a mesma expectativa se estende para Orsolini. O atacante do Bologna vinha pedindo passagem com grandes atuações e até ganhou chances na seleção, mas Spalletti não ficou tempo suficiente para vê-lo brilhar de verdade.

E não dá para esquecer a famosa teoria de que Ringhio sempre quer um “Gattuso” no time, alguém que jogue com a mesma entrega e perfil combativo. O nome perfeito? Sandro Tonali. Criado como um jogador espelhado no lendário volante do Milan, ele já tem destaque no futebol europeu e é visto como o sucessor natural no meio-campo da Azzurra.

Agora, resta saber como essa comissão técnica recheada de lendas italianas vai se sair na missão de levar a Itália de volta à Copa do Mundo. O projeto tem o ex-volante como o rosto da mudança, mas promete contar com figuras como Bonucci, Buffon, Barzagli, Zambrotta e outros nomes pesados da história da Azzurra. Será que vem aí a reconstrução? Fiquemos de olho.

Foto: REUTERS/Ciro De Luca