José Luis Chilavert foi um dos maiores goleiros da América do Sul. Para entrar de vez na história, liderou o Vélez Sarsfield ao título da Copa Libertadores de 1994. Estrela da campanha, ajudou a equipe a superar o Boca Juniors, Cruzeiro, Palmeiras e impediu novo título do São Paulo, que vinha de um incrível bicampeonato.
Com uma excelente temporada, ajudou também na conquista da Copa Interamericana e da Copa Intercontinental. Na época, era treinado por Carlos Bianchi, ex-técnico argentino que Chilavert definiu como “o melhor que teve”.
Quando se aposentou, em 2004, Chilavert era o maior goleiro artilheiro na história, mais tarde ultrapassado por Rogério Ceni. Com 67 gols oficiais, ainda tem o recorde mundial de gols feitos por uma seleção nacional. Foram nove com a camisa do Paraguai.
Além disso, também tem o recorde mundial de gols feitos em apenas uma partida por um goleiro: três. No seu auge, além das habilidades cobrando faltas e pênaltis, era considerado um dos melhores goleiros do mundo.
Chilavert no Vélez Sarsfield
Durante sua carreira, Chilavert chamava a atenção por suas brigas em campo e os gols marcados. Além de fazer ótimas defesas, tinha muita habilidade ao bater cobranças de falta e pênalti. Começou no profissional em 1982, no Sportivo Luqueño, foi para o Guaraní, San Lorenzo e Zaragoza nos próximos anos.
Sua chegada no Vélez Sarsfield foi em 1991 e ficou no clube argentino até 2000. Chilavert se tornou um dos grandes ídolos do time e, em 2017, recebeu homenagem com uma estátua. Foram mais de 300 jogos com a Fortaleza.
Os nove anos no clube argentino foram os melhores na carreira de Chilavert. Nesse período, ajudou diretamente na conquista de nove títulos. Um dos maiores foi da Libertadores de 1994, que deu a vaga para a Copa Intercontinental no mesmo ano. O Vélez venceu do Milan, por 2 a 0, no Japão.
Campanha na Libertadores de 1994

O Vélez Sarsfield enfrentou um times complicados na fase de grupos. Chilavert precisou brilhar já contra Boca Juniors, Palmeiras e Cruzeiro. Com muito equilíbrio, a Fortaleza só venceu três partidas, com dois empates e uma derrota. Só perdeu para o clube paulista, em São Paulo. Uma das vitórias foi na casa do Boca, por 2 a 1.
Terminando líder do grupo, enfrentou o Defensor Sporting nas oitavas de final. No primeiro jogo, ficou no empate, por 1 a 1, e as equipes não marcaram gols no segundo confronto. Indo para os pênaltis, Vélez venceu por 4 a 3, com Chilavert convertendo seu chute e fazendo duas defesas.
Nas quartas, o adversário foi Minervén e o clube argentino teve mais facilidade, ganhando o jogo de volta por 2 a 0. Nesse confronto, o camisa 1 não foi vazado em nenhuma partida. Só que voltou a sofrer gols na semifinal, contra o Junior Barranquilla.
Ambos os times venceram por 2 a 1, levando a mais uma disputa nos pênaltis. Chilavert brilhou mais uma vez, acertando o seu chute e fazendo uma defesa. O Vélez avançou ao ganhar por 5 a 4, contando também com um chute na trave do adversário.
Final contra o São Paulo
Na final entre Vélez Sarsfield e São Paulo, o primeiro jogo aconteceu na Argentina. Em casa, Asad marcou o gol da vitória e Chilavert não foi vazado na partida. Uma semana depois, o Tricolor Paulista devolveu o placar, com Müller marcando de pênaltis e levando a equipe para a disputa nas penalidades.
Há uma grande polêmica na final: os são paulinos pediam novo pênalti no segundo tempo. Raúl Cardozo abriu o braço e encostou na bola, com o juiz próximo, mas nada foi marcado. Muitos torcedores também apontam que o árbitro errou na marcação de faltas e impedimentos. Para a torcida, o confronto é visto como um dos ‘maiores roubos’ contra o São Paulo.
Nos pênaltis, Chilavert defendeu logo o primeiro chute e marcou na sua cobrança. Zetti, goleiro tricolor, não fez nenhuma defesa e o Vélez foi campeão ao vencer por 5 a 3, dentro do Morumbi.
Foto: Vélez Sarsfield
