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Libertadores: 5 “roubos” que entraram pra história da competição!

A partir da próxima semana, tem início a fase de grupos da Copa Libertadores de 2025, com jogos marcados para os dias 1º e 3 de abril. Nesta etapa, equipes brasileiras como Botafogo, Flamengo, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e São Paulo farão suas estreias, além do Bahia, que veio da fase pré-eliminatória. Ainda há um longo caminho até a final, agendada para 29 de novembro, sem local definido pela Conmebol. Até lá, podemos esperar todos os elementos clássicos do torneio: partidas épicas, surpresas históricas, histórias inesquecíveis e, claro, polêmicas de arbitragem.

Os maiores escândalos de arbitragem da Libertadores costumam envolver decisões controversas, erros de julgamento e situações que deixam os torcedores revoltados, muitas vezes com a sensação de que um time foi injustamente prejudicado em um momento decisivo. Embora não haja consenso sobre o que constitui um “roubo” absoluto, alguns episódios marcaram a história do torneio e levantaram dúvidas sobre a imparcialidade da arbitragem. Para o desespero dos torcedores, as polêmicas vêm desde os tempos do Santos de Pelé. A seguir, relembramos alguns dos casos mais discutidos.

Os 5 maiores escândalos de arbitragem na história da Libertadores:

Historicamente, as maiores controvérsias da Libertadores envolvendo clubes brasileiros ocorreram, em sua maioria, contra times argentinos. Entre os casos mais emblemáticos está o Boca Juniors, considerado um dos clubes mais beneficiados por decisões polêmicas da arbitragem. O Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro são algumas das equipes que mais sofreram eliminações contra o time argentino, com duelos marcantes entre 2000 e 2018.

1. Flamengo x Atlético-MG (1981)

Um dos confrontos mais polêmicos da história do futebol ocorreu no dia 21 de agosto de 1981, entre Flamengo e Atlético-MG no no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Na disputa por uma vaga na semifinal, o árbitro José Roberto Wright expulsou cinco jogadores do Galo, forçando a equipe mineira a abandonar a partida, que acabou sendo vencida por W.O. pelo clube carioca. Para muitos atleticanos, esse episódio ainda é lembrado como o “maior roubo” da história do futebol mundial de todos os tempos.

2. São Paulo x Vélez Sarsfield (1994)

Na final da Libertadores de 1994, o São Paulo, então bicampeão continental e mundial, sob o comando de Telê Santana, enfrentou o Vélez Sarsfield em busca do tricampeonato. Após perder por 1 a 0 na Argentina, o Tricolor devolveu o placar no Morumbi, levando a decisão para as penalidades máximas. No entanto, um pênalti claro a favor dos brasileiros foi ignorado pelo árbitro uruguaio Ernesto Filippi, durante a segunda etapa. O Vélez venceu nos pênaltis e conquistou seu primeiro título da competição.

3. Palmeiras x Boca Juniors (2000)

Depois de empatar em 2 a 2, em plena Bombonera e eliminar o arquirrival Corinthians nas semifinais, o Palmeiras precisava apenas de uma vitória em casa para ser bicampeão da Libertadores de forma consecutiva. Durante a final no Morumbi, o Verdão teve dois pênaltis claros não assinalados pelo árbitro paraguaio Epifanio González. Com o empate sem gols, a decisão foi para os pênaltis, onde o Boca Juniors levou a melhor por 4 a 2, conquistando o tricampeonato, que não vinha desde 1978.

4. Corinthians x Boca Juniors (2013)

Após vencer a Libertadores em 2012, o Corinthians reencontrou o Boca Juniors nas oitavas de final do ano seguinte. No jogo de volta, no Pacaembu, a arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla foi marcada por diversos erros contra o time brasileiro, incluindo dois gols anulados e dois pênaltis não marcados, onde Timão acabou sendo eliminado com um empate de 1 a 1, ao ser derrotado na ida por 1 a 0. Anos depois, gravações atribuídas ao ex-presidente da Federação Argentina de Futebol, Julio Grondona, sugeriram que Amarilla teria sido escolhido propositalmente para favorecer os argentinos.

5. Cruzeiro x Boca Juniors (2018)

Um dos lances mais controversos da história recente da Libertadores aconteceu nas quartas de final de 2018, entre Cruzeiro e Boca Juniors. No jogo de ida, na Bombonera, o zagueiro Dedé foi expulso após um choque acidental com o goleiro Andrada, em uma decisão absurda do árbitro paraguaio Éber Aquino, que consultou o VAR antes de aplicar o cartão vermelho. Apesar da Conmebol ter anulado a suspensão do jogador para o jogo de volta, o Cruzeiro não conseguiu reverter a situação na ida por 2 a 0 e acabou eliminado, após empate por 1 a 1 no Mineirão.

A Libertadores sempre reserva surpresas, e, infelizmente, erros de arbitragem continuam a fazer parte da história do torneio. Resta aos torcedores aguardarem e torcerem para que, em 2025, a competição seja decidida dentro das quatro linhas, sem influências externas.

(Foto: Getty Images)