O Liverpool vive um início de temporada 2025/26 marcado por turbulências, resultados abaixo do esperado e crescente pressão sobre Arne Slot, cujo cargo começa a ser colocado em xeque em meio ao desempenho irregular da equipe. Os Reds ocupam apenas a décima posição na Premier League e devem protagonizar uma das janelas de inverno mais movimentadas dos últimos anos, tanto em chegadas quanto em saídas, numa tentativa de evitar que a campanha desande de vez. Para completar o cenário adverso, o time foi eliminado precocemente pelo Crystal Palace na Copa da Liga Inglesa, enquanto na UEFA Champions League ainda luta para garantir vaga nas oitavas de final.
Entre os nomes que surgem como potenciais saídas no Liverpool, o mais impactante é o de Mohamed Salah. A renovação assinada em abril — após uma longa novela de negociações — parecia ter apaziguado qualquer ruído entre o craque e o clube, mas a relação voltou a ficar estremecida. A má fase no início da temporada e a perda de espaço sob comando de Slot, que o colocou no banco em jogos da Premier League e da Champions, deixaram o atacante claramente insatisfeito. Suas entrevistas recentes, com um tom mais duro e até de despedida, alimentam a possibilidade de ruptura já em janeiro.
Curiosamente, sem Salah em campo, o Liverpool acumula quatro jogos de invencibilidade na temporada somando Premier League e Champions. Ainda assim, o recorte mais amplo revela que o time venceu apenas duas das últimas dez partidas sob Arne Slot, um dado que aumenta a urgência por respostas. E o egipício não é o único da lista de dispensas: Federico Chiesa, Wataru Endo, Rhys Williams e Ibrahima Konaté também são jogadores que podem deixar Anfield caso recebam propostas vantajosas na janela de transferências em janeiro.
Enquanto isso, o Liverpool mantém interesse em reforços que já monitora há algum tempo, como Antoine Semenyo (Bournemouth) e Anthony Gordon (Newcastle). Ambos são considerados peças com potencial para compor o projeto esportivo a longo prazo. No entanto, nenhum deles teria impacto imediato capaz de suprir a possível saída de Salah, cuja produção ofensiva permanece em um patamar raríssimo no futebol europeu. A reposição do egípcio exigiria a chegada de um jogador de elite comprovada, capaz de criar e finalizar em volume extraordinário.
Em termos financeiros, o Liverpool também não demonstra receio em investir pesado. O último verão europeu foi prova disso, com mais de 450 milhões de euros gastos em sete reforços — entre eles Alexander Isak (145 milhões), Florian Wirtz (117 milhões) e Hugo Ekitike (80 milhões). Ainda assim, nenhum desses jogadores tem características ou protagonismo que permitam substituir Salah de imediato. Por isso, a diretoria já avalia opções de mercado com diferentes perfis, de soluções realistas a nomes mais ambiciosos, numa lista interna que orientará o clube caso seja necessário agir rapidamente.

Liverpool pode ter até cinco saídas em janeiro: quem são os jogadores na mira de negociantes
À medida que a janela de transferências de inverno se aproxima, o Liverpool se organiza para mudanças importantes em seu elenco. A fase instável sob comando de Arne Slot pressiona a diretoria, que estuda tanto reforçar setores carentes quanto abrir espaço com negociações de jogadores fora dos planos. De acordo com informações do FootballTransfers, o clube busca equilibrar o grupo, ajustar a folha salarial e preparar terreno para uma reestruturação mais profunda.
1. Mohamed Salah – futuro incerto após atrito com a comissão técnica
O grande nome da lista é Mohamed Salah. O desgastado relacionamento com Arne Slot e com parte da diretoria, somado à sua recente ausência em partidas relevantes, fazem com que o futuro do craque seja cada vez mais nebuloso. A expectativa é que após sua participação com o Egito na Copa Africana de Nações, entre dezembro e janeiro, uma decisão definitiva seja tomada. A possibilidade de saída em janeiro é real, embora ainda dependa de propostas financeiramente irrecusáveis.

2. Ibrahima Konaté – sem acordo por renovação de contrato
O francês Konaté também vive situação crítica nos Reds. O zagueiro rejeitou três ofertas de renovação, e como seu contrato se aproxima dos meses finais, o Liverpool começa a admitir uma transferência imediata para evitar sua saída de graça no fim da temporada. Há interesse de grandes clubes, mas ainda sem negociações avançadas.

3. Federico Chiesa – saída para retomar protagonismo
Já Federico Chiesa foi contratado para elevar o nível do setor ofensivo, mas não encontrou sequência sob Slot. A irregularidade e a perda de espaço reacenderam o interesse de clubes da Serie A, que acompanham sua situação de perto. Como o jogador busca minutos e novo protagonismo, uma transferência de retorno à Itália se tornou uma possibilidade real.

4. Wataru Endo – fora do plano de jogos regulares
Importante na temporada passada, Wataru Endo praticamente desapareceu da rotação atual. Com apenas 242 minutos disputados em todas as competições, o japonês teme perder ritmo às vésperas de compromissos internacionais. O Liverpool não deve dificultar sua saída caso surja uma proposta concreta.

5. Rhys Williams – relegado à reserva e contrato curto
Por fim, Rhys Williams, outrora promissor, não conseguiu se firmar. Após sucessivos empréstimos, voltou ao clube, mas apareceu apenas uma vez no elenco principal nesta temporada. Como seu contrato termina em julho, o Liverpool vê janeiro como momento ideal para encontrar um destino definitivo.

Os nomes mais próximos da saída: quem realmente deve deixar o Liverpool em janeiro
Com cinco jogadores na lista de possíveis negociados, alguns deles aparecem com probabilidade claramente maior de saída imediata. Entre todos, Ibrahima Konaté é o caso mais urgente. A recusa em renovar e o risco iminente de perdê-lo gratuitamente obrigam o Liverpool a buscar uma venda rápida.
Rhys Williams também desponta como favorito à saída, já que não faz parte dos planos e possui contrato curto. Seu ciclo no clube praticamente se encerrou, e a diretoria vê a próxima janela como oportunidade final de buscar retorno financeiro e encaminhar o defensor a um projeto mais adequado.
Wataru Endo é outro que deve ter o futuro avaliado com atenção. A falta de minutos e a necessidade de ritmo para a seleção japonesa deixam a porta aberta para sua transferência. Embora não seja considerado prioridade de venda, a situação atual facilita sua saída.
Federico Chiesa vive um cenário mais intermediário: sua transferência depende de propostas compatíveis e do interesse mútuo entre clube e atleta em encontrar uma solução rápida. A possibilidade existe, mas não é tratada como certa.
Já o caso Salah divide opiniões dentro de Anfield. O desgaste interno é real, mas sua saída em janeiro é vista com mais cautela. A diretoria não pretende liberá-lo sem uma oferta de grande impacto financeiro. Assim, um adeus agora é possível, porém ainda menos provável do que ao fim da temporada.
No panorama geral, Konaté, Rhys Williams e Endo são os mais próximos de uma saída imediata, enquanto Chiesa e Salah permanecem em situação dependente do mercado e de fatores extracampo.
(Foto: Getty Images)