Máfia do Apito
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Máfia do Apito: Globo produz documentário sobre o maior escândalo do futebol brasileiro que completa 20 anos em 2025

O Grupo Globo e a produtora “Feel The Match”, pertencente ao ex-vice-presidente de marketing do Vasco, Bruno Maia, estão produzindo um documentário relembrando os 20 anos da “Máfia do Apito”, o maior escândalo de corrupção já vista no futebol brasileiro.

Idealizado pela produtora de Maia, e que terá o apoio dos veículos do Grupo Globo (TV Globo e SporTV) e do núcleo de documentários do mesmo, além da Join Comunicação como produtora associada, o documentário ainda está na fase na escolha dos entrevistados. 

A previsão de estreia é para 2025, quando o escândalo completa 20 anos. A informação é do jornalista Gabriel Vaquer, do jornal Folha de São Paulo.

 

A MÁFIA DO APITO

Este foi o nome dado a uma série de denúncias que mostravam que jogos do Campeonato Brasileiro das séries A e B haviam sido manipulados pelos árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon em uma reportagem de capa da Revista Veja em Setembro de 2005. 

Segundo a reportagem, assinada pelo hoje comentarista do SporTV, André Rizek, um grupo de investidores havia negociado com Carvalho, então integrante do quadro de árbitros da Fifa, para garantir resultados em que havia apostado em sites. Ao longo da investigação, se descobriu o envolvimento de Danelon. Ambos foram banidos do futebol e, depois, denunciados pelo Ministério Público por estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

Os onze jogos apitados por Edílson no Brasileirão 2005 foram anulados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Luís Zveiter, então presidente do Tribunal, alegou que a anulação ocorreu para remover completamente a participação do árbitro, além de restaurar o prestígio da disputa.

O campeão brasileiro foi o Corinthians, que terminou três pontos à frente do 2º colocado, o Internacional. Se os resultados originais dos jogos tivessem sido mantidos, o Internacional poderia ter sido campeão, algo que faz a torcida gaúcha reclamar até hoje.

A ação penal foi suspensa em 2007 por ordem do desembargador Fernando Miranda, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Em agosto de 2009, o mesmo magistrado e outros dois colegas determinaram o “trancamento” da ação penal, entendendo que os fatos apurados não comprovaram o crime de estelionato. A decisão encerrou, na área criminal, a investigação sobre a suposta quadrilha.

(Foto: Reprodução)

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