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Manchester City enfrenta o fim de uma era de ouro; Confira

O Manchester City inicia a temporada 2026/27 cercado por dúvidas sobre o encerramento de seu período mais glorioso. A derrota por 3 a 0 diante do Arsenal, na Supercopa da Inglaterra, não define o caminho do time, porém amplia os sinais de desgaste. O clube que dominou a Premier League e conquistou a Europa perdeu figuras decisivas em sua estrutura, De acordo com informações do jornal espanhol AS, a saída de Txiki Begiristain, o adeus de Pep Guardiola e a possível negociação de Rodri para o Barcelona colocam em risco os pilares responsáveis pelo sucesso recente.

A primeira ruptura aconteceu na estrutura. Begiristain não foi apenas um diretor esportivo responsável por contratações; foi um dos arquitetos do elenco que levou o Manchester City ao topo. Sob sua gestão, chegaram jogadores decisivos como Erling Haaland e Rodri, enquanto o clube também conseguiu financiar a renovação do plantel por meio de vendas importantes. Sua saída abriu espaço para Hugo Viana, que assumiu a responsabilidade de conduzir uma nova etapa. A diferença, porém, está justamente na dificuldade de substituir alguém que participou diretamente da construção de uma equipe histórica.

Depois veio a saída de Pep Guardiola, talvez a perda mais simbólica. Durante uma década, o treinador espanhol transformou o Manchester City em referência de jogo, competitividade e regularidade. Mais do que títulos, deixou uma cultura futebolística. A sua autoridade era praticamente incontestável, resultado de uma relação construída com vitórias sucessivas e uma identidade reconhecível. Por outro lado, o técnico italiano Enzo Maresca chega com credenciais importantes, mas começa em uma condição completamente diferente: terá de construir sua própria história enquanto será inevitavelmente comparado ao treinador que estabeleceu o padrão máximo do clube.

A goleada sofrida diante do Arsenal expôs claramente o atual período de transição do Manchester City. Em seu primeiro compromisso oficial, Maresca encontrou um adversário mais preparado e não conseguiu evitar o domínio dos londrinos durante a partida. Apesar do resultado expressivo, a derrota não significa que a nova equipe esteja destinada ao fracasso. No entanto, o placar evidencia que apenas a mudança no comando técnico não seria suficiente para manter automaticamente o alto nível de excelência construído pelo clube ao longo da vitoriosa era Guardiola.

A possível saída de Rodri adiciona uma preocupação significativa ao novo ciclo do Manchester City. O espanhol não era apenas um jogador de destaque, mas uma peça fundamental para organizar e equilibrar o funcionamento coletivo da equipe. Com ele em campo, o time demonstrava maior estabilidade e consistência, enquanto sua ausência costumava provocar impactos importantes no desempenho. Por isso, uma eventual transferência representaria mais do que perder um meio-campista: significaria retirar do projeto uma das principais referências do equilíbrio construído ao longo da última década.

Ainda assim, decretar o fim do Manchester City seria precipitado. O clube mantém uma estrutura financeira sólida, uma propriedade disposta a realizar grandes investimentos e uma administração que segue funcionando normalmente. Além disso, nomes como Phil Foden, Josko Gvardiol, Abdukodir Khusanov e Jeremy Doku representam importantes pilares da próxima geração. Doku, inclusive, renovou seu contrato até 2031, reforçando a ideia de que a reconstrução já está em curso. O desafio agora será transformar esse potencial em resultados e recuperar gradualmente o protagonismo perdido.

O que pode ter chegado ao fim, portanto, não é o Manchester City como potência, mas a versão dominante construída na era Guardiola. A parceria entre Begiristain, Guardiola e Rodri criou uma estrutura extraordinária, difícil de reproduzir por depender de escolhas, talentos e contextos específicos. O clube ainda possui condições para recuperar o protagonismo, voltar a vencer a Premier League e competir no mais alto nível da UEFA Champions League. Para isso, precisará construir uma nova identidade, em vez de viver das glórias anteriores.

A verdadeira grandeza do Manchester City será medida pela capacidade de transformar o fim de um período extraordinário no começo de algo ainda maior. Insistir no passado, sem seus principais protagonistas, seria um equívoco na temporada 2026/27, marcada pela Premier League e UEFA Champions League. Agora, será necessário construir uma identidade renovada, apoiada em conceitos, talentos e novas referências. Caso consiga manter-se entre os melhores, o clube poderá transformar o legado de Guardiola em apenas o primeiro capítulo de uma história ainda mais impressionante.

Foto: AFP/Getty Images

Como o Manchester City busca se reformular com Maresca na disputa da Premier League e da UEFA Champions League

Após a derrota para o Arsenal na final da Supercopa da Inglaterra, o Manchester City inicia oficialmente uma temporada marcada pela reconstrução. O revés por 3 a 0, em Cardiff, expôs as dificuldades do time no primeiro compromisso competitivo de Enzo Maresca, sucessor de Pep Guardiola. O resultado não define o futuro do projeto, mas aumenta a pressão sobre um treinador que terá de reformular uma equipe acostumada a dominar a Premier League e a disputar a UEFA Champions League como candidata natural ao título.

A reformulação começou com uma aposta gigantesca em Elliot Anderson. O meia central chegou do Nottingham Forest por 135 milhões de euros, tornando-se a contratação mais cara da história do Manchester City e a primeira grande aquisição da era Maresca. O negócio demonstra que o clube não pretende apenas administrar a transição pós-Guardiola, mas investir para recuperar protagonismo. Anderson terá, porém, uma responsabilidade enorme: ajudar a preencher o espaço deixado por Rodri, cuja saída é apontada como uma das principais perdas do elenco.

O mercado também trouxe Mathys Detourbet, ponta-esquerda contratado do Troyes por 25 milhões de euros, Jeremy Monga, atacante jovem adquirido do Leicester por 11,7 milhões, Pierce Charles, goleiro vindo do Sheffield Wednesday por 3,5 milhões, e Gerónimo Rulli, experiente arqueiro contratado do Olympique de Marseille por 2 milhões. A estratégia combina investimento imediato com jogadores de potencial, procurando renovar um grupo que perdeu parte da estabilidade construída durante a longa passagem de Guardiola.

Ao mesmo tempo, o Manchester City enfrenta mudanças importantes no elenco. Bernardo Silva, John Stones e Nathan Aké representam nomes da geração anterior, enquanto Manuel Akanji foi vendido em definitivo para a Inter de Milão. Rodri e Savinho também estão de saída, ampliando a sensação de ruptura. A ausência de Rodri, especialmente, pesa porque o espanhol foi uma das peças centrais do funcionamento coletivo da equipe. Antes da Supercopa, Maresca já havia reconhecido a necessidade de evolução e não descartava novos movimentos no mercado.

A questão central, portanto, é saber se o novo Manchester City será mais competitivo ou enfrentará dificuldades justamente por abandonar uma estrutura que funcionou durante anos. A derrota para o Arsenal mostrou que ainda existe distância para um adversário mais organizado e preparado, mas a temporada apenas começou.

Por fim, Maresca terá de construir uma identidade própria sem tentar ser Guardiola. Na Premier League, isso significa competir contra um Arsenal fortalecido e outros candidatos ao título; na Champions League, significa transformar a renovação em desempenho contra a elite europeia. O Manchester City entra em uma nova era, mas o verdadeiro desafio será provar que o fim do ciclo do espanhol não representa o fim da competitividade. Anderson e os novos reforços são investimentos para isso. Agora, caberá ao italiano transformar investimento em futebol, reconstrução em consistência e expectativa em títulos.

Foto: Getty Images

Será que o Manchester City ainda poderá juntar os cacos contra o Bournemouth na estreia da Premier League 2026/27?

Para ir em busca de recuperação na temporada, o Manchester City terá diante do Bournemouth, no próximo domingo, 23 de agosto, a primeira oportunidade de transformar a frustração da Supercopa da Inglaterra em reação na estreia da Premier League 2026/27. A derrota por 3 a 0 para o Arsenal, no primeiro jogo oficial de Enzo Maresca, expôs problemas de criação, intensidade e organização que não podem ser ignorados. O próprio treinador já direcionou o foco para o Bournemouth e para a preparação durante a semana.

A grande questão é quanto o Manchester City poderá depender de Erling Haaland. O norueguês continua sendo o principal jogador ofensivo do elenco e a referência mais decisiva de um time que perdeu peças importantes da geração de Guardiola. Na Supercopa, porém, o camisa 9 teve atuação apagada, justamente quando o City precisava de alguém capaz de transformar posse de bola em perigo. Contra o Bournemouth, sua participação será fundamental para que Maresca consiga iniciar a nova era com uma vitória.

Mas o Manchester City não pode depender exclusivamente de Haaland. O elenco ainda possui nomes capazes de mudar uma partida, como Phil Foden, Rúben Dias, Josko Gvardiol, Jeremy Doku, Savinho, Matheus Nunes, Nico González e o recém-contratado Elliot Anderson, que chegou do Nottingham Forest em uma operação recorde para o clube. A equipe também aposta no desenvolvimento de jovens como Vitor Reis, que ganhou espaço durante a preparação para a temporada.

O problema é que esse grupo precisa funcionar coletivamente. A saída de Pep Guardiola encerrou uma década de estabilidade tática, enquanto Bernardo Silva e John Stones também deixaram o clube. Rodri vive um processo de saída, aumentando a necessidade de reconstrução do meio-campo. A própria Premier League apontou a transição pós-Guardiola como uma das principais questões da temporada, destacando que Maresca terá de administrar uma mudança profunda no vestiário.

Por isso, o Bournemouth representa muito mais do que uma estreia. É o primeiro teste para saber se o Manchester City conseguirá juntar os cacos rapidamente. Uma vitória convincente poderia devolver confiança e mostrar que a derrota para o Arsenal foi apenas um tropeço de uma equipe em transformação. Um novo desempenho abaixo do esperado, entretanto, aumentaria as dúvidas sobre a capacidade de Maresca manter o City competitivo na Premier League e, posteriormente, na UEFA Champions League.

A nova era começa sob pressão. Haaland permanece como o principal trunfo, mas o Manchester City terá de mostrar que é muito mais do que um superastro. Com o fim da era Guardiola, o clube enfrenta um novo desafio: manter a competitividade, a identidade e os resultados. Agora, será necessário provar que existe força coletiva suficiente para sustentar o projeto e evitar uma queda de rendimento.

(Foto: AFP/Getty Images)