Marcelo Melo campeão do Rio Open 2025. Foto: Fotojump
Tenis

Marcelo Melo: como o tenista se tornou o maior duplista brasileiro da história

Marcelo Melo é o único brasileiro a se tornar o número 1 do mundo no ranking de duplas. O feito aconteceu em novembro de 2015, ficando por 26 semanas. Guga e Maria Esther Bueno chegaram ao topo, mas apenas no simples.

Com uma longa carreira, Melo se tornou profissional em 1998 e continua a se manter entre os melhores. No momento, é o 23º no ranking da ATP e já conquistou um título em 2025, o Rio Open. Ainda, em sua carreira, foi campeão de Roland Garros e Wimbledon.

Carreira de Marcelo Melo

Marcelo Melo Roland Garros. Foto: AP
Marcelo Melo conquistou Roland Garros ao lado de Ivan Dodig. Foto: AP

No começo de sua carreira, Marcelo Melo disputava tanto no simples como nas duplas. Só que o brasileiro nunca conseguiu resultados expressivos no simples. Seu melhor ranking foi em 2005, sendo o 273º, e saiu pela primeira vez em 2007.

Mas, em 2013, voltou a jogar uma partida no simples, disputando torneio em grama e vencendo dois jogos. Após longo período apenas nas duplas, retornou ao simples mais uma vez, em 2021, quando jogou no quali do ATP 250 de Doha.

Sem sucesso, se concentra apenas nas duplas desde então e não é ranqueado desde 2014. Agora com 41 anos, conquistou o seu 39º título em 77 finais no Circuito da ATP.

Sucesso nas duplas

Marcelo Melo em Wimbledon. Foto: Matthew Childs/Reuters
Lukasz Kubot e Marcelo Melo foram campeões em Wimbledon. Foto: Matthew Childs/Reuters

Atualmente, Marcelo Melo é o duplista em atividade com mais partidas. São 1.079 jogos em sua carreira, 79 a mais que o segundo da lista, Jamie Murray. Além da longevidade, o tenista conquistou excelentes resultados em sua carreira. Também o maior campeão de duplas em atividade, com 39 títulos, igualado a Mate Pavic.

Seu auge foi entre 2015 e 2018, mas, apesar de uma queda no ranking, quase nunca saiu do top 50. A exceção foram três semanas no começo de 2024, logo voltando a ficar entre os 50 melhores. Ainda, desde 2007, o brasileiro é campeão de algum torneio ao menos uma vez por ano.

Foi em 2015 que se tornou campeão em Roland Garros. No mesmo ano, também venceu no México, no Japão, em Shangai, Vienna e Paris. Com dois desses torneios sendo ATP 1000, se tornou o número 1 do ranking pela primeira vez na carreira.

Foram 56 semanas no topo, não consecutivas. Em 2016, Marcelo Melo voltou a ser campeão em torneio grandes. Nesse ano, foi campeão nos Masters 1000 do Canadá e Cincinnati, além do ATP 500 de Viena pela segunda vez.

A boa fase continuou em 2017, temporada em que chegou a 10 finais. Perdendo só quatro, as conquistas que se destacam são em Wimbledon e nos Masters 1000 de Miami, Madrid e Paris. Entre as quatro derrotas, perdeu no ATP Finais, Indian Wells e Masters 1000 de Shanghai.

Mesmo saindo do top 10, Melo continuou conquistando bons resultados. Desde 2018, último ano que alcançou o topo do ranking, disputou 26 finais, sendo campeão 11 vezes. Entre as decisões que jogou, esteve presente em quatro Masters 1000.

Próximos anos da carreira

Marcelo Melo e Rafael Matos
Marcelo Melo e Rafael Matos campeões do Rio Open. Foto: Fotojump

Aos 41 anos, Marcelo Melo é sempre questionado sobre possível aposentadoria. Apesar da idade, conquistou um título recentemente, ao lado de Rafael Matos. No Rio de Janeiro, foi campeão do Rio Open que, pela primeira vez, teve uma dupla 100% brasileira vencendo.

Perguntado sobre se aposentar, Melo respondeu que não pensa em parar agora. O brasileiro esteve presente em Indian Wells, mas foi eliminado já na estreia. Jogando com Alexander Zverev, perdeu para Harri Heliovaara e Henry Patten.

Ainda, o tenista ainda consegue se manter entre os melhores do mundo. Em 23º no ranking, é o duplista brasileiro mais bem ranqueado, entre homens e mulheres. Com sua longa história e títulos, se firmou como o maior tenista de duplas da história do Brasil.

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