Mbappé soma 20 gols na La Liga 2024/25. O atacante está um tento atrás de Robert Lewandowski, artilheiro do torneio.
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Mbappé no Real Madrid: um panorama sobre a 1ª temporada da estrela no Bernabéu!

A ida de Kylian Mbappé para o Real Madrid foi daquelas que param o tempo. Sabe aquela transferência que faz todo mundo largar o celular e dizer: “O quê?! Agora vai!”? Pois é. Difícil negar que foi uma das negociações mais impactantes e empolgantes das últimas temporadas. De um lado, um dos maiores talentos da atualidade. Do outro, o maior clube do mundo, recém-coroado campeão da Champions League. O hype era inevitável.

Um dos motivos que levou Mbappé a finalmente desembarcar em Madrid, depois de anos de novela, foi justamente o romance do Real com a Champions. Não é exagero: o clube espanhol é o maior campeão da história da competição. E querendo garantir a sua própria “Orelhuda” para chamar de sua, o francês decidiu se juntar a um esquadrão que conta com Vinicius Júnior, Rodrygo, Jude Bellingham e outras figurinhas carimbadas do futebol mundial.

Primeiros momentos de Mbappé no Real

Mbappé comemora gol de empate no clássico entre Real Madrid e Atlético de Madrid
Foto: Helios de la Rubia/Real Madrid

 

Nos primeiros jogos de Kylian Mbappé pelo time profissional do Real Madrid, a dúvida era: como encaixar esse ataque? No Paris Saint-Germain, o camisa 7 na época, já havia mostrado certo incômodo em jogar como centroavante, chegando até a pedir a contratação de um “camisa nove de verdade” para poder atuar pela ponta esquerda, onde se sente mais confortável e perigoso.

Só que tem um pequeno detalhe no Real: Vinicius Júnior já é dono e senhor daquela faixa do campo. O brasileiro foi simplesmente o segundo melhor jogador da última campanha e é peça-chave do time. Diante disso, o Tartaruga Ninja teve que se adaptar. Apesar da preferência, Mbappé deixou claro que não haveria problema em atuar centralizado, e, de quebra, assumiu a lendária camisa nove do clube.

A escolha, inclusive, rendeu comparações (ainda que leves) com Ronaldo Fenômeno. Mas não foi fácil no início. Faltava química, entrosamento, aquele “olho no olho” entre os jogadores. Só que o tempo foi passando, e Mbappé começou a mudar sua mentalidade. Largou as frustrações de lado, entendeu o contexto e decidiu encarar o desafio de frente. O resultado? Gols. Muitos gols.

A virada veio acompanhada de ajustes no esquema de Carlo Ancelotti, que, como quem não quer nada, começou a alternar o posicionamento entre o camisa 7 e o camisa 9. Uma abordagem mais “futebol aposicional” que ajudou a liberar o francês. A aura de Mbappé voltou a brilhar, como nos tempos da Seleção Francesa e do PSG, mas, dessa vez, com a camisa branca mais pesada do planeta.

Enquanto Vinicius, Rodrygo e outros nomes enfrentavam lesões ao longo da temporada, foi Mbappé quem puxou a responsabilidade e entregou resultados. O francês começou a se destacar nos momentos mais apertados, fazendo valer cada centavo investido e cada ano de espera.

Mbappé decisivo

Mbappé Champions
Foto: REUTERS

 

Se a gente parar pra olhar as atuações das estrelas do Real Madrid, vai ficar claro: o impacto de Kylian Mbappé foi acima da média. O começo foi tímido, teve aquela fase clássica de adaptação e gols escassos. Mas bastou pegar ritmo que… já era. Quando voltou a sentir o cheirinho da rede, ninguém segurou.

Apesar dos merengues terem vencido a última Champions League com Vini Jr. em “Bola de ouro mode” na final contra o Borussia Dortmund, a temporada 2024/25 foi bem mais complicada. O Real tropeçou bastante na fase de grupos da nova edição da Champions, sofrendo contra adversários que, em tese, deveriam ser dominados com mais facilidade.

Mas é no mata-mata que a camisa pesa. E o adversário nas oitavas não era qualquer um: o poderoso Manchester City. Mesmo com um elenco estrelado que incluía Haaland, De Bruyne, Foden e Ederson, o time de Pep Guardiola teve que encarar um Mbappé em modo monstro.

O francês simplesmente deitou. Pegou o jogo, botou no bolso e foi embora. Ruben Dias, Akanji, Gvardiol, Aké… todos ficaram perdidos tentando entender por onde Mbappé passou para marcar. Antes mesmo do jogo da volta, ele já tinha feito um hat-trick na ida, uma verdadeira “sacolada” em cima dos Sky Blues, que resultou na eliminação precoce de Guardiola e sua trupe.

E não parou por aí. Mbappé entregou exatamente o que o Real esperava quando decidiu esperar tanto por ele. Mesmo sem garantir todos os títulos da temporada, o francês foi coroado com a chuteira de ouro, deixando Victor Gyökeres, do Sporting, para trás na última rodada.

Detalhe importante: enquanto os gols do sueco na Liga Portuguesa valem 1.5 ponto na corrida pela chuteira de ouro, os da La Liga valem 2.0. Resultado? Mbappé, com 31 gols, passou Gyökeres, que marcou 39. No fim das contas, o camisa nove do Real Madrid saiu por cima, levando o prêmio de artilheiro máximo da temporada europeia.

(Foto: Aitor Alcalde/Getty Images)