Após um início de altos e baixos em 2026, a McLaren deve trazer um pacote de atualizações no carro para o GP de Miami, próxima etapa da Fórmula 1, disputada em 3 de maio. A equipe britânica busca reduzir a desvantagem para a líder do campeonato, a Mercedes, após sinais animadores em Suzuka.
O segundo lugar de Oscar Piastri, que rivalizou com George Russell durante toda a prova e liderava antes de um Safety Car alterar o curso da corrida, deu nova vida aos atuais campeões que, até então, sequer haviam ido ao pódio na temporada.
Pacote de mudanças deve aproximar McLaren da briga

Segundo David Croft, narrador da Fórmula 1 na Sky Sports, a pausa de um mês entre a corrida do Japão e a etapa nos Estados Unidos pode ajudar a McLaren a reduzir a diferença para a Mercedes. O jornalista defende que a equipe alemã é a principal prejudicada pelo cancelamento das etapas da Arábia Saudita e do Bahrein, que provocou uma lacuna de 35 dias entre a terceira e a quarta etapa do campeonato, pois dá mais tempo às adversárias para se desenvolverem.
“Acho que a McLaren tem uma atualização muito, muito grande chegando em Miami, com a qual eles já estão bastante satisfeitos em termos dos números obtidos no simulador”, declarou ao podcast da Sky Sports.
O time de Woking já provou, em anos anteriores, que é capaz de superar um início de temporada ruim e se recuperar ao longo do ano, como fez em 2023. Na ocasião, a McLaren ocupava as últimas posições do grid no começo do campeonato, mas melhorou o conjunto gradualmente e ameaçou brigar por vitórias na parte final da temporada.
Apesar do início irregular em 2026, o MCL40 se mostra como o terceiro carro mais competitivo até agora, o que indica que o salto de performance necessário não precisa ser tão grande quanto o de três anos atrás. A equipe conta ainda com o que aparenta ser o melhor motor do grid, já que é cliente da Mercedes.
Ameaçar Mercedes ainda é possível?
O GP do Japão, vencido por Kimi Antonelli, mostrou que, embora a Mercedes ainda lidere o pelotão da frente, há margem para disputas com outras escuderias. Indícios disso já haviam surgido na Austrália, quando Charles Leclerc (Ferrari) protagonizou uma batalha com Russell pela primeira posição, mas a possibilidade de vitória de outra equipe nunca esteve tão clara quanto em Suzuka.
Piastri terminou 13 segundos atrás de Antonelli, mas segurou Russell por várias voltas até sua parada nos boxes. Considerando que o britânico terminou fora do pódio, é plausível afirmar que, não fosse o acidente de Oliver Bearman, que provocou o Safety Car justamente após a parada de Piastri, a vitória poderia ter ficado com o australiano da McLaren.
O ponto fraco das Flechas de Prata em 2026 tem sido as largadas. Embora tenha vencido todas as corridas que disputou, a Mercedes não saiu da primeira curva na liderança em nenhuma delas.
O início das corridas tem sido um fator determinante nesta temporada, já que, por conta da gestão de energia, ultrapassar e abrir vantagem logo em seguida tem se mostrado um desafio quase impossível, independentemente da qualidade do carro.
Outro fator a ser levado em conta é que, a partir do GP de Mônaco, sétima etapa do Mundial, as medições das taxas de compressão serão mais rígidas, o que, em teoria, pode tirar vantagem da Mercedes. A questão é que isso também pode afetar a McLaren, que utiliza os mesmos motores dos alemães, e, consequentemente, beneficiar a Ferrari.
Portanto, o cenário que se desenha para o restante da temporada é de equilíbrio gradual, embora a Mercedes siga como favorita ao título. A McLaren pode entrar na briga, mas não será a única a desafiar Russell e Antonelli.
(Foto principal: Reprodução / McLaren)

