O New York Knicks é o atual campeão da NBA, algo que não acontecia há mais de 50 anos. Agora, podemos afirmar que os Knicks têm o melhor elenco titular da liga, além de contar com nomes importantes vindo do banco de reservas. Tudo isso resultou na conquista do título há algumas semanas, mas manter esse núcleo não é nada simples, ainda mais na NBA.
Como bem sabemos, a NBA facilita a vida de equipes ruins, que têm diversas opções para melhorar e se tornar competitiva em poucos anos (mesmo com as mudanças no sistema de loteria do draft). Enquanto a situação é mais complicada para times que são competitivos, já que são mais caros de se manter por muitos anos. Por conta disso, ficou muito mais difícil as chamadas “dinastias”, ou seja, uma mesma equipe vencer o título por anos consecutivos. Nas últimas oito temporadas vimos oito times campeões, isso mostra que a NBA está mais equilibrada do que nunca.
E para quebrar esse “ciclo”, o New York Knicks precisa considerar todas as opções possíveis, incluindo operar acima do limite financeiro da NBA. Geralmente isso resultou em punições, mas a chance de vencer o título novamente, pelo segundo ano consecutivo, vale à pena.
O New York Knicks mostrou certa preocupação com sua parte financeira nas últimas semanas, especialmente no draft. Contudo, precisa fazer o que tem que ser feito para se manter campeão da NBA.

Situação do New York Knicks
Não faz muito tempo que o proprietário do New York Knicks, James Dolan, afirmou que a franquia não pode operar acima do limite financeiro da NBA, e a equipe tem feito sua parte nisso.
No Draft da NBA desta semana, os Knicks trocaram sua escolha da primeira rodada — e um contrato garantido — e caíram para a segunda rodada, onde continuaram a perder posições.
Originalmente com as escolhas 24, 31 e 55 no draft, o New York Knicks acabou acumulando uma grande quantidade de escolhas de segunda rodada em drafts futuros e selecionando nas posições 39 e 47 no geral, por jogadores que terão contratos mínimos mais baratos ou contratos de duas vias.
Essa sequência de movimentos sugere que os Knicks estão tentando evitar a conhecida “second apron” da NBA.
Se as coisas se manterem desse jeito, a franquia pode esperar perder um nome importante no período de agentes livres: Mitchell Robinson ou Landry Shamet. A saída de um desses jogadores terá impacto negativo no elenco; isso não pode acontecer na defesa do título.
Robinson e Shamet foram peças fundamentais na conquista do campeonato pelos Knicks. O desempenho de ambos refletiu a profundidade do elenco, com jogadores do banco de reservas suprindo as lacunas ao redor das estrelas de Nova York. Mas evitar as punições da NBA falam mais alto.
As equipes na segunda faixa salarial perdem o acesso à exceção salarial de nível médio para contribuintes, não podem acumular vários salários para adquirir jogadores com salários mais altos e não podem usar dinheiro em negociações, entre outras restrições. Além disso, há os altos pagamentos do imposto de luxo. Mas entrar na segunda faixa salarial por um ou dois anos valeria a pena, se isso desse aos Knicks a chance de disputar mais campeonatos.

Sacrifício
Para manter o núcleo do time campeão para a próxima temporada, operar acima do limite financeiro da NBA parece algo necessário para o New York Knicks. O New York Knicks já se mostrou ativo na offseason, fechando contratos plurianuais para renovar com Mohamed Diawara e José Alvarado.
O quinteto titular do New York Knicks receberá, em conjunto, pouco menos de US$ 192 milhões na temporada 2026-27. Dependendo de possíveis extensões de contrato para Karl-Anthony Towns e Josh Hart em um futuro próximo, esse grupo ainda pode ficar ainda mais caro.
Os Knicks têm uma chance real de repetir o título na próxima temporada, então lidar com as restrições financeiras por mais um ou dois anos vale a pena. Nova York não ganhava um campeonato há 53 anos. Portanto, aproveitar este momento, em que os Knicks têm uma chance real de competir por um campeonato novamente, é fundamental. Sacrifícios precisam ser feitos.
(Foto principal: Sarah Stier)



