Futebol

Oportunidades e baixos gastos: Atlético tem janela pouco badalada, mas muito eficiente

(por Mattheus Prudente)O Atlético Mineiro conseguiu reforçar ainda mais o seu elenco sem muitos gastos, mas com um bom olho de mercado. A grande maioria das negociações do Galo foram de oportunidades de mercado, tanto para suprir problemas que vinham desde a temporada passada quanto para substituir saídas importantes. O Galo trouxe quatro reforços para esse início de temporada. Diego Godín, o mais estrelado deles, chegou de graça para substituir a saída de Junior Alonso, vendido ao futebol russo. Além dele, a chegada de Ademir depois de um ótimo campeonato brasileiro pelo América-MG foi muito comemorada pelos torcedores. Menos badalados, Otávio e Fábio Gomes também chegaram. O atacante, que veio da MLS, foi o único jogador onde o Atlético teve que desembolsar dinheiro para a contratação, pagando cerca de US$ 1.5 milhão ao New York Red Bulls pelo camisa 9. Otávio tinha acordo de pré-contrato, mas o Bordeaux concordou em emprestá-lo até o fim de seu contrato ao Galo. Outras oportunidades de mercado ainda são sondadas pelo Atlético, como Cristian Pavón, do Boca Juniors, que pode assinar pré-contrato com a equipe mineira. Principais rivais do Galo na disputa pelo título brasileiro, Flamengo e Palmeiras tiveram janelas muito mais caras, com o Fla tendo que gastar muito com a chegada em definitivo de Andreas Pereira, por exemplo. Apesar do Galo ter sido taxado como “clube rico” nos últimos tempos, o que também é uma realidade, o modelo de negociações desse ano segue as contratações de outras janelas. Hulk e Diego Costa também chegaram de graça, enquanto Matias Zaracho e Nacho Fernandez, somados, não deram o preço que o Palmeiras pagou em Edouard Atuesta. A estimativa da equipe é que apenas 10% do orçamento de contratações tenha sido gasto até agora, e isso quer dizer que, além de Pavón, a equipe esteja buscando outros nomes para reforçar o já estrelado elenco. A janela de transferências do Brasil se fecha apenas em abril, mas a “primeira parte” dela já foi fechada, com os clubes não podendo mais contratar jogadores da Europa.