Magic precisa melhorar.
Basquete NBA

NBA: confira 5 maneiras para o Orlando Magic melhorar nas bolas de três em 2026/27

O Orlando Magic foi um dos três piores times da NBA em aproveitamento nas bolas de três em 2025/26, registrando 34.3% de eficiência. A equipe também ficou em 22º lugar na média de arremessos do perímetro, com 34.1 por jogo, e em 24º na média de bolas de três convertidas, com 11.7 por partida.

Esse é um problema recorrente há muito tempo na franquia, que não fica no top 10 da liga em aproveitamento nas bolas de três desde 2011/12, quando Stan Van Gundy ainda era o técnico do Magic. Naquela oportunidade, Orlando teve o 4º melhor aproveitamento da NBA nas bolas triplas, com 37.5% de eficiência, além de registrar a maior média de arremessos do perímetro, com 27 por partida.

Também foi a última temporada em que o Orlando Magic ficou no top 15 da liga em rating ofensivo, com 105 pontos a cada 100 posses. Isso mostra que a questão não está simplesmente no perímetro ofensivo, mas no ataque como um todo, com as bolas de três sendo um agravante que aponta diretamente para esse problema, que precisará ser resolvido em 2026/27.

Comissão técnica do Orlando Magic será fundamental para corrigir o problema

Magic precisa melhorar.
FOTO: Scott Wachter/Imagn Images

Sean Sweeney foi contratado pelo Orlando Magic para ser o novo técnico. Ele teve sucesso como assistente técnico do San Antonio Spurs, especialmente pelo trabalho no desenvolvimento de jogadores, sendo um especialista em aprimorar áreas como o espaçamento de quadra e a criação de arremessos.

Sweeney prioriza o sistema coletivo no ataque, algo que também pode ser significativo em seu novo trabalho. Mas o técnico certamente não trabalha sozinho, e reforçou sua comissão técnica com as chegadas de DJ Bakker, John Beilein e Mfon Udofia, além da permanência de Joe Prunty em Orlando.

Mfon Udofia sabe fazer com que sua equipe tenha uma mentalidade competitiva, influenciando diretamente sua atitude durante os jogos. Sua proposta ofensiva é baseada em tomadas de decisão rápidas e em uma leitura de jogo eficiente, características que podem ser importantes para o Orlando Magic. Udofia fez um bom trabalho como técnico do Long Island Nets, da G-League, e também possui experiência trabalhando com a seleção nigeriana de basquete.

John Beilein teve um trabalho longevo como técnico de Michigan Wolverines no basquete universitário, tendo inclusive uma relação de longa data com a família de Franz Wagner. Beilein é um especialista no desenvolvimento ofensivo dos jogadores, sabendo como ajustar a mecânica de arremesso, encontrar maneiras de tornar o ataque mais eficiente e montar sistemas para o jogo de meia-quadra, aspecto importante para melhorar a coletividade.

DJ Bakker era o técnico do Greensboro Swarm na G-League, além de também ter sido assistente de Charles Lee no Charlotte Hornets, tendo papel importante no desenvolvimento ofensivo da equipe, que foi uma das melhores da NBA nas bolas de três na última temporada. Bakker já trabalhou com Sean Sweeney no Detroit Pistons, tendo familiaridade com o trabalho do novo técnico do Orlando Magic.

Nikola Vucevic pode ser importante para o Orlando Magic nas bolas de três

Ainda no final de sua 1ª passagem pelo Orlando Magic, Nikola Vucevic começou a aprimorar seu arremesso de perímetro, tornando-se um jogador eficaz em jogadas de pick-and-pop e em situações de transição. Ele passou a ser uma opção para contribuir com o espaçamento de quadra e também trazer mais equilíbrio ao ataque da equipe na época.

O trabalho gerou um efeito positivo na carreira de Vucevic, que, desde 2020/21, teve quatro temporadas registrando pelo menos 34% de aproveitamento nas bolas de três, sendo duas delas com 40% de eficiência. No retorno ao Magic, o pivô deverá encontrar várias oportunidades para arremessar sem contestação, aproveitando-se das movimentações de Franz Wagner, Paolo Banchero e Desmond Bane.

Jevon Carter também pode ajudar o Orlando Magic nas bolas de três

O Orlando Magic fechou um acordo de buyout com Jonathan Isaac para assinar com Nikola Vucevic e renovar o contrato de Jevon Carter. O armador de 30 anos exerce liderança no vestiário da equipe, mas também consegue causar impacto dentro de quadra, especialmente como defensor e arremessador de perímetro.

Em cinco temporadas na carreira, Carter teve pelo menos 37% de aproveitamento nas bolas de três. O armador também mostra capacidade para atuar como ball-handler, algo que será importante na 2ª unidade de Orlando, permitindo que exerça mais de uma função além de ser um eficaz 3-and-D. Ele também poderá auxiliar no desenvolvimento de Jase Richardson, que entrará em sua 2ª temporada na NBA em 2026/27.

Wendell Carter Jr e Paolo Banchero buscam evoluir para ajudar o ataque do Magic em 2026/27

Magic precisa melhorar.
FOTO: Rich Storry/Getty Images

Há vídeos circulando nas redes sociais mostrando Wendell Carter Jr e Paolo Banchero treinando durante a offseason. Carter Jr apareceu trabalhando em arremessos de três pontos em situações de catch-and-shoot, enquanto Banchero estava focado em desenvolver uma mobilidade mais funcional dentro de quadra.

Wendell Carter Jr sempre foi um jogador capaz de exercer diversas funções em prol de sua equipe. O pivô sabe fazer o ‘trabalho sujo’ sem a bola e também é hábil nos arremessos de perímetro, apesar de ainda lhe faltar consistência. Caso consiga se tornar um arremessador mais eficiente, ‘WCJ’ poderá ser uma peça importante para ajudar o Orlando Magic a melhorar seu desempenho nas bolas de três.

Paolo Banchero é um jogador capaz de criar seu próprio arremesso, sabe muito bem atacar a cesta e também consegue contribuir para o playmaking da equipe. Por conta de seu porte físico e atleticismo, ele se torna uma força da natureza quando está em movimento. Ter um jogador com essa qualidade cercado por bons arremessadores pode fazer o ataque evoluir significativamente.

Evolução de Noah Penda e Jase Richardson também pode ajudar o Orlando Magic

Magic precisa melhorar.
FOTO: Mike Watters/Imagn Images

Jase Richardson e Noah Penda tiveram um bom desempenho na última Summer League, especialmente como pontuadores e arremessadores. O Orlando Magic escolheu ambos com a expectativa de que, com o tempo, possam se tornar jogadores úteis para a rotação e contribuir para a evolução do ataque.

Eles poderão dar um salto de evolução ao entrarem na 2ª temporada da carreira. Richardson está cada vez mais eficiente como arremessador, além de saber usar sua velocidade para atacar os defensores. Penda também parece evoluir como arremessador e consegue atacar os defensores usando sua força.

Ambos terão uma disputa acirrada para entrar na rotação definitiva do Magic. Jase Richardson disputará posição com Jevon Carter para ser o armador da 2ª unidade, enquanto Noah Penda brigará com Tristan da Silva por minutos como ala reserva da equipe. Se atingirem a evolução esperada, também poderão ser peças importantes para fazer o Orlando ter um desempenho melhor no perímetro ofensivo.

FOTO: Jerome Miron/Imagn Images