A nova temporada da Premier League começou com alguns jogadores carregando a expectativa de transformar um período abaixo do esperado em uma história de recuperação. Entre os nomes que mais chamam atenção estão Cole Palmer, Martin Odegaard e Anthony Elanga, três atletas que tiveram dificuldades distintas em 2025/26, mas encontraram motivos para acreditar em uma reação na campanha 2026/27. Segundo análise da Opta Analyst publicada em 26 de agosto, os três apresentaram sinais promissores logo na primeira rodada e podem recuperar protagonismo em seus respectivos clubes.
No caso de Cole Palmer, ele talvez seja o candidato mais evidente a uma grande retomada. Depois de uma temporada marcada por problemas físicos e queda de rendimento, o meia-atacante do Chelsea começou a nova Premier League participando diretamente de dois gols na vitória por 3 a 2 sobre o Fulham. Em apenas 31 segundos, o camisa 20 igualou o número de assistências que havia registrado em toda a liga na temporada anterior, ao encontrar João Pedro para o primeiro gol. Depois, recebeu do brasileiro e marcou o gol que decidiu o clássico londrino.
O desempenho ganha ainda mais peso quando comparado ao nível apresentado por Palmer em suas duas primeiras temporadas no Chelsea. Entre 2023/24 e 2024/25, ele acumulou 37 gols e 19 assistências, participando de 56 gols na Premier League, número superado apenas por Mohamed Salah e Erling Haaland no período. Contra o Fulham, além de participar diretamente dos dois gols, ele liderou os Blues em finalizações, toques na área e duelos vencidos. Depois de um período de descanso e uma pré-temporada completa, a sensação é de que o camisa 10 pode novamente se aproximar de seu melhor futebol.
Em contrapartida, o norueguês Martin Odegaard vive uma situação diferente nesta edição da Premier League. O capitão do Arsenal não deixou de ser importante para a equipe, mas enfrentou problemas de condicionamento físico e perdeu espaço em termos de disponibilidade. Na última temporada, participou de apenas 35% dos minutos possíveis e marcou somente um gol em 36 partidas. Nos dois últimos campeonatos completos, somou apenas quatro gols, números modestos para um jogador acostumado a organizar o jogo e aparecer entre os principais criadores da equipe.
A resposta, entretanto, começou antes mesmo da Premier League, com uma participação influente pela Noruega na disputa da Copa do Mundo de 2026. Na estreia do Arsenal na nova temporada, Odegaard voltou a mostrar a conexão que tornou o lado direito dos Gunners tão perigoso, especialmente ao lado de Bukayo Saka e Ben White. Na vitória por 3 a 0 sobre o Coventry na última sexta-feira, o camisa 8 foi um dos principais articuladores da equipe londrina e marcou seu segundo gol da temporada, já superando o total alcançado em toda a campanha anterior.
Por outro lado, Anthony Elanga representa talvez a recuperação mais simbólica. Contratado pelo Newcastle por 55 milhões de libras após temporada de destaque no Nottingham Forest, o sueco não repetiu o rendimento em seu primeiro ano em Tyneside. Mesmo disputando 32 partidas de Premier League, começou apenas 14 e terminou a campanha sem marcar. A pressão aumentou justamente porque, no Forest, Elanga havia registrado seis gols e 11 assistências, números que elevaram as expectativas sobre seu desempenho e fizeram de sua primeira temporada no Newcastle uma grande decepção.
A estreia de 2026/27, contudo, trouxe uma resposta imediata. Diante do Liverpool no último fim de semana, Elanga marcou o primeiro gol do Newcastle no empate por 2 a 2 e encerrou uma sequência de 40 partidas de Premier League sem balançar as redes. Mais do que o gol, sua velocidade voltou a aparecer como arma decisiva. O sueco atingiu 34,9 km/h, maior velocidade registrada por qualquer jogador na primeira rodada, reforçando a impressão de que pode recuperar seu melhor futebol e transformar o início da nova temporada em um importante ponto de virada.
Entre os três, Palmer parece reunir as melhores condições para uma explosão individual, principalmente porque já demonstrou capacidade de decidir jogos em alto nível. Odegaard, entretanto, pode ter impacto ainda maior na estrutura coletiva do Arsenal, enquanto Elanga possui a oportunidade de provar que seu rendimento no Forest não foi um ponto fora da curva. A Premier League está apenas começando, mas os primeiros sinais indicam que os três chegaram à nova temporada com a mesma missão: transformar uma campanha decepcionante em combustível para uma resposta à altura de suas reputações.

Como o trio busca brilhar ainda mais na temporada 2026/27 da Premier League
A disputa por objetivos maiores dá um peso especial ao início da temporada 2026/27, e Chelsea, Arsenal e Newcastle chegam à Premier League com ambições diferentes, mas igualmente relevantes. Enquanto os londrinos miram novamente as primeiras posições, o clube de Tyneside pretende consolidar sua presença entre os concorrentes por competições europeias. Nesse cenário, a capacidade de seus principais jogadores recuperarem protagonismo pode ser determinante para transformar boas atuações individuais em resultados coletivos. A primeira rodada já apresentou sinais de que isso pode acontecer.
No Chelsea, Cole Palmer busca recuperar o protagonismo que o transformou em um dos principais nomes ofensivos da competição. Depois de uma campanha prejudicada por problemas físicos e queda de rendimento, o camisa 10 começou 2026/27 com participação direta em dois gols na vitória por 3 a 2 sobre o Fulham. O desempenho reforçou a expectativa de que, livre das limitações que enfrentou anteriormente e após uma preparação completa, possa voltar a ser decisivo em uma equipe que pretende se aproximar da briga pelas posições mais altas da tabela.
No Arsenal, Martin Odegaard tem uma missão ainda mais ligada ao funcionamento coletivo. Capitão e principal articulador, o norueguês precisa manter regularidade física para comandar a construção ofensiva de uma equipe que entra na temporada como atual campeã e pretende defender o título. A atuação na vitória por 3 a 0 sobre o Coventry mostrou sinais importantes, com presença em zonas avançadas e participação no circuito de passes formado pelo lado direito. Se conseguir sustentar esse nível, sua influência poderá ser fundamental para os Gunners novamente competirem pelo topo da Premier League.
No Newcastle, Anthony Elanga encara um desafio diferente: transformar uma recuperação individual em força para uma equipe que deseja voltar a disputar vagas europeias. Depois de uma primeira temporada abaixo das expectativas em Tyneside, o atacante começou a campanha marcando contra o Liverpool no empate por 2 a 2. O gol encerrou uma sequência de 40 partidas de Premier League sem marcar e veio acompanhado de uma demonstração de velocidade, alcançando 34,9 km/h, a maior registrada na primeira rodada.
A evolução do trio será observada atentamente nos próximos meses da Premier League. No Chelsea, um Palmer decisivo pode elevar a equipe na disputa pelas primeiras posições na tabela de classificação. No Arsenal, Odegaard saudável e influente é fundamental para a defesa do título. Já no Newcastle, um Elanga próximo do nível mostrado no Nottingham Forest pode acrescentar velocidade, profundidade e gols na busca por vaga europeia. A regularidade dará a resposta, mas o início de 2026/27 já desperta expectativas.

Será que o trio ainda poderá ter mais chances de serem titulares nesta edição da Premier League?
A primeira rodada da temporada 2026/27 já ofereceu sinais importantes sobre o espaço que Cole Palmer, Martin Odegaard e Anthony Elanga podem conquistar ao longo da campanha. Os três começaram como titulares e tiveram participação relevante para Chelsea, Arsenal e Newcastle, respectivamente, o que reforça a possibilidade de continuarem recebendo oportunidades desde o início. A análise publicada pela Opta Analyst em 26 de agosto aponta justamente o trio entre os jogadores que podem recuperar protagonismo depois de uma temporada anterior abaixo das expectativas.
No Chelsea, a concorrência promete ser especialmente interessante. A equipe de Xabi Alonso iniciou a Premier League com um ataque formado por Palmer, João Pedro e Morgan Rogers, e os três marcaram na vitória por 3 a 2 sobre o Fulham. A atuação coletiva aumenta a possibilidade de Palmer permanecer entre as primeiras escolhas, principalmente porque sua capacidade de criar e finalizar oferece ao treinador uma referência técnica difícil de retirar da formação titular. A própria Premier League destacou, antes da estreia, a disputa por espaço entre diferentes peças ofensivas do elenco.
No Arsenal, a situação de Odegaard também indica que o meia deve manter presença constante entre os titulares. O norueguês segue como uma das principais referências na criação de jogadas dos atuais campeões ingleses e iniciou a temporada no time inicial, na vitória por 3 a 0 sobre o Coventry. Com os Gunners buscando defender o título e precisando conciliar os compromissos da Premier League com o calendário europeu, a qualidade e a liderança de Odegaard podem ganhar importância ainda maior ao longo da temporada.
Já no Newcastle, Elanga recebeu uma oportunidade logo no início e aproveitou da melhor maneira, marcando contra o Liverpool no empate por 2 a 2. Sua velocidade, intensidade e capacidade de explorar espaços podem fazer dele uma peça importante para uma equipe que busca novamente uma vaga em competições europeias. Além disso, o gol encerrou uma sequência de 40 partidas sem marcar na Premier League, resultado que pode aumentar sua confiança e fortalecer ainda mais sua candidatura a conquistar novos minutos durante a temporada.
Assim, apesar de a temporada da Premier League ainda estar em sua fase inicial e a disputa interna por espaço poder sofrer mudanças rapidamente, o cenário de agosto mostra-se bastante favorável aos três jogadores. A titularidade conquistada neste começo, aliada ao desempenho positivo apresentado em campo e à importância de suas características para os respectivos times, cria uma combinação promissora.
Esse contexto pode abrir caminho para que os jogadores recebam novas oportunidades ao longo da temporada, consolidem a confiança adquirida neste início de campanha e ampliem sua participação nas respectivas equipes. Com boas atuações e características importantes para seus treinadores, eles têm condições de ganhar ainda mais espaço, especialmente diante de um calendário exigente. Dessa forma, a sequência da Premier League pode representar uma fase decisiva para confirmar o bom momento e transformar as primeiras chances em presença cada vez mais constante.
(Foto: Getty Images)



