O zagueiro Jubal parece ter encantado o futebol brasileiro nas últimas temporadas pelo Auxerre, da França. Assim como o Botafogo, outros clubes já demonstram interesse em sua contratação. Apesar da concorrência, o atual campeão do Brasileirão e da Libertadores surge como o principal candidato para tirar o defensor de 31 anos da Ligue 1 e marcar seu retorno ao futebol brasileiro.
Mesmo sem atuar por um time de grande expressão na França, Jubal conseguiu atrair olhares de diversos clubes ao redor do mundo. No entanto, um retorno à América do Sul pode reacender um desejo pessoal no jogador. Seus primeiros passos no Brasil não foram dos mais brilhantes: revelado pelo Vila Nova, ele ainda passou por Santos e Avaí, sem conseguir se firmar. Foi então que decidiu buscar novos ares.
A mudança para o futebol português foi crucial. Lá, começou a entender melhor o jogo que escolhera viver. No país, vestiu as camisas de Arouca, Vitória de Guimarães, Portimonense e Boavista, até chegar ao Auxerre, onde se tornou peça-chave desde a temporada 2020.
Agora, as conversas por renovação com o clube francês não parecem evoluir, e seu contrato se encerra no dia 30 de junho. Faltam apenas dois meses.
Jubal e Botafogo

O Botafogo conta atualmente com Alexander Barboza, Bastos e Jair para o setor defensivo, sendo o ex-Santos o mais jovem entre eles. Bastos é considerado titular, mas tem enfrentado dificuldades físicas e desfalcado a equipe com frequência nesta temporada.
Nesse cenário, Jubal aparece como uma carta valiosa no baralho de Renato Paiva. Um zagueiro móvel, longe de ser aquele defensor “pesado” que só dá chutão. Pelo contrário: é alguém que ajuda na construção desde trás, característica que casa bem com o estilo do treinador botafoguense, que tem verdadeira aversão aos chutões aleatórios.
Jubal se destaca pelo bom posicionamento, sempre atento para interceptar passes ou bloquear finalizações. Embora não brilhe nas estatísticas de passes no terço final do campo, seus 64% de aproveitamento nesse setor são bons para um zagueiro. Ele não é meia, nem armador, então, cumpre bem o que se espera dele.
É claro que tem seus deslizes: já cometeu dois pênaltis nesta temporada pelo Auxerre, algo que merece atenção especial, principalmente se for atuar em jogos grandes no Nilton Santos. Por outro lado, quando é ele quem vai para a cobrança, costuma mandar bem: já marcou três gols de pênalti neste ciclo, perdendo apenas uma tentativa. No total, já soma seis gols, o que o torna um verdadeiro zagueiro artilheiro.
Jubal chegaria pra ser titular?

A defesa do Botafogo está longe de ser um problema. Jair vem dando conta do recado, e Alexander Barboza é um nome consolidado desde os títulos do ano passado. Jubal, portanto, não chegaria com vaga garantida. Provavelmente, começaria como o quarto zagueiro na fila, considerando todos saudáveis.
Bastos, por exemplo, teve um 2024 de altíssimo nível. E Jair, apesar de jovem, tem jogado bem e é visto como aposta de médio/longo prazo, além de ser um ativo que pode render financeiramente, algo que atrai bastante o investidor John Textor.
Nesse cenário, Jubal seria uma peça importante para dar profundidade ao elenco — algo que o Botafogo precisa com urgência. A falta de rotação tem custado caro, principalmente no caso de Bastos. E com Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão pela frente, reforçar o elenco não é luxo, é necessidade.
Foto: Divulgação/Auxerre