Hulk Brasileirão
Futebol Brasileirão

Hulk deixa lacuna no coração do atleticano; Quem pode assumir o papel de ídolo no Atlético Mineiro?

Givanildo Vieira de Sousa, 39 anos. Paraibano de Campina Grande e jogador de futebol desde os 12. Conhecido como Hulk, o atacante encerra de forma melancólica seu contrato com o Atlético Mineiro após um ciclo marcado por conquistas, sorrisos e lágrimas, como as que deve arrancar do torcedor atleticano, que terá uma lacuna difícil de se preencher em seu coração.

Apalavrado com o Fluminense, equipe com a qual já conversou em janeiro, Hulk deixava nítido que a sua relação com o Galo se desgastou de tal maneira que pouca gente dava como certa a sua permanência em Belo Horizonte. Apesar do legado construído, com títulos de Brasileirão e Copa do Brasil em 2021, Supercopa do Brasil em 2022, e cinco campeonatos mineiros, entre 2021 e 2025, o desempenho recente dele e do time somado às próprias declarações minaram a continuidade e o levaram a pedir a saída pouco antes de cumprir seu 13º jogo pelo Brasileiro desse ano, que o impediria de assinar com qualquer outro time da Série A.

Com a saída de Hulk, a questão que já se levanta em um Atlético sem rumo é a seguinte: quem pode assumir o papel de ídolo da equipe? Vice-campeão estadual contra o maior rival e vivendo uma fase totalmente irregular no Brasileirão e na Copa Sul-Americana, o Galo ainda não se encontrou nas mãos do treinador argentino Eduardo Domínguez, tendo agora de se recuperar do baque de perder seu principal jogador nas últimas seis temporadas, e procurar no próprio elenco quem poderá assumir esse papel de protagonista.

Quem pode assumir o papel de Hulk como ídolo no Atlético?

Somando 140 gols e 56 assistências em 311 partidas desde que voltou ao Brasil e vestiu a camisa do Atlético, Hulk evidentemente deixa um espaço que dificilmente será preenchido por algum companheiro de elenco. Apesar de não estar vivendo sua melhor fase nas duas últimas temporadas, em que o Galo bateu na trave em duas decisões sul-americanas e chegou a brigar contra o rebaixamento no Brasileiro, o atacante exalava presença, liderança, e identificação com a massa atleticana.

Do grupo atual de jogadores do Atlético Mineiro, Hulk era um dos poucos remanescentes do histórico time de 2021, junto com o goleiro Everson e o zagueiro Junior Alonso, que assim como o atacante, vivem uma montanha-russa de atuações e devem ter o futuro no Galo colocado em pauta ao final desse ano. Sem o capitão, o vácuo de poder dos atleticanos em campo fica muito mais claro e parte para o lado emocional da torcida, que não vê em Everson, e muito menos em Alonso, a liderança suficiente para pôr a equipe para a frente.

Já dos que não participaram do grande 2021, a massa deve depositar suas fichas em nomes como Dudu e Gustavo Scarpa, que lutam pelo seu espaço no clube e agora terão o caminho aberto para chamar a responsabilidade, principalmente às vésperas do clássico contra o Cruzeiro no Brasileiro. Enquanto o atacante vem de uma passagem turbulenta pela Toca, o meio-campista quer deixar o banco de reservas com Eduardo Domínguez e mostrar que ainda pode ser útil em um time agonizante por resultados e desempenho.

O futuro do Galo sem Hulk traz uma grande interrogação e no final de semana tem um grande teste de resistência, apesar do clube preparar um fechamento de ciclo digno para o atacante, com direito a jogo festivo e homenagens. Eduardo Domínguez balança no comando técnico desde a chegada em março e espera obter a virada de chave no clássico contra o maior rival, os jogadores que ficam esperam superar o fantasma do ex-capitão e colega, tendo pela frente um Cruzeiro embalado, o que aumenta a pressão, mas deixa o Atlético motivado a se superar e mostrar capacidade de recuperação.

Foto: Pedro Souza/Atlético-MG