Futebol Copa Sul-Americana

Racing joga com mais intensidade e conquista a Copa Sul-Americana sobre o Cruzeiro

O Racing, um dos principais times da Argentina, que possui o melhor ataque da história da Copa Sul-Americana, com 30 gols em 12 jogos, chegou à final da segunda competição em importância do continente diante do Cruzeiro, que após ter vivido os piores momentos de sua história, se reconstruiu, foi comprado e agora está numa decisão continental em busca de um título inédito.

O Racing dominou o primeiro tempo de forma acachapante, depois soube administrar e liquidar a fatura na etapa complementar por 3 a 1, sobre um Cruzeiro que iniciou apático e passou o jogo inteiro desorganizado.

Domínio completo do Racing

O jogo começou com as equipes se estudando, tentando se encontrar em campo, até que aos três minutos, Salas recebeu um lançamento da esquerda, cruzou para Martínez que fez o pivô, João Marcelo tentou afastar, mas a bola sobrou para Martirena, que livre na área, marcou o primeiro gol do Racing na partida. Porém, após checagem do VAR, o árbitro marcou o impedimento.

Mesmo com o gol anulado, o Racing jogou com as linhas altas, dificultando a saída de bola do Cabuloso, que parecia encaixotado pelo rival. A bola não saía do campo de defesa cruzeirense.

De tanto martelar, aos 15 minutos o gol saiu. O Cruzeiro tentou com a bola pelo meio, perdeu no abafa e, após um perde e ganha, Martirena bateu por cobertura, num lance que gerou dúvidas sobre chute ou cruzamento, mas que acabou sendo um golaço. O Racing fazia 1 a 0.

Depois do gol, o Racing seguiu em cima do Cruzeiro. Após lançamento na esquerda, Salas foi à linha de fundo e cruzou por baixo para Martínez tocar para o gol vazio, com Cássio perdido no lance. E assim, o clube argentino abriu 2 a 0 na decisão.

Depois dos 2 a 0, o jogo ficou mais morno e o Cruzeiro só teve uma chance de gol aos 29 minutos, com Matheus Pereira cruzando para Kaio Jorge finalizar para fora.

O time brasileiro não parecia ter forças para agredir o adversário, sendo bem lento na transição, atacando de forma previsível e desordenada, dependendo exclusivamente de lampejos de Matheus Pereira.

Aos 45’, a melhor oportunidade do Cruzeiro no primeiro tempo. Matheus Pereira bateu o escanteio da esquerda na cabeça de Gabriel Veron, que desviou para Villalba finalizar nas mãos de Árias, que fez uma ótima defesa.

Após isso, nada mais aconteceu e o Racing levou uma ótima vantagem para o intervalo, depois de ter dominado os primeiros 25 minutos com muita intensidade e depois administrado o restante da etapa inicial.

Cruzeiro evolui, mas é pouco para superar o Racing

O Cruzeiro foi para o segundo tempo tentando jogar mais. O time brasileiro conseguia manter a posse de bola no campo ofensivo e tentava achar espaço.

Logo aos 7 minutos, Matheus Henrique fez linda jogada, tabelou com Matheus Pereira e cruzou com perfeição, Kaio Jorge cabeceou para a defesa de Árias, mas o próprio centroavante ficou com o rebote e diminuiu a diferença no placar. Com o 2 a 1 contra, o Cabuloso estava vivo na disputa.

Um minuto depois, Matheus Pereira recebeu de Veron e chutou muito bem de fora da área, obrigando Árias a fazer a defesa, no rebote, por pouco Kaio Jorge não marcou o tento do empate.

O jogo passou a ficar mais morno, o Cruzeiro não conseguia mais manter a bola no campo de ataque e nem criar situações claras de gol. Enquanto isso, o Racing resolveu sair mais, aos 23, Martinez recebeu cruzamento de Rojas e cabeceou nas mãos de Cássio.

O duelo aos pouco foi ficando mais aberto, as entradas de Barreal e Lautaro Diaz fizeram o Cruzeiro espaçar o campo e empurrar o Racing para atrás. A maior velocidade do ataque do Cabuloso  obrigava a defesa argentina a apelar para faltas.

Na base do desespero o Cruzeiro tentava ir para cima, porém, não conseguia mais acertar passes ofensivos, chutando para frente sem a mínima organização. Faltando um minuto para o fim, Salas perdeu um gol incrível na cara, entretanto, um minuto depois, aos 50’ do segundo tempo, Roger Martínez apareceu sozinho no contragolpe e bateu sem chances para Cássio, garantindo o título para o Racing.

Final: Racing 3x1 Cruzeiro

Jogadores do Racing comemoram gol de "Maravilha" Martínez na final da Copa Sul-Americana contra o Cruzeiro
Jogadores do Racing comemoram gol de “Maravilha” Martínez na final da Copa Sul-Americana contra o Cruzeiro (Imagem: Reprodução/Racing)

Comentários finais da vitória do Racing

O Racing demonstrou mais intensidade, marcando a saída de bola, brigando por cada jogada e atuando de uma forma bem aguda, com ataques pelas pontas, um centroavante que faz bem o pivô e um meio-campo que diminui o campo para o oponente, numa excelente atuação.

O Cruzeiro melhorou no segundo tempo, porém, era um time desorganizado, dependente de Matheus Pereira, Matheus Henrique e Kaio Jorge, que não conseguia na maioria das vezes trocar passes no ataque e nem quebrar o esquema tático agressivo do adversário.

Venceu o time melhor taticamente e mais intenso, que conquistou a Copa Sul-Americana de forma justa, pois foi claramente a equipe com o futebol mais eficiente da competição.