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Real Madrid entre Endrick e Gonzalo Garcia: quem assumirá a camisa 9?

Com a camisa 10 do Real Madrid agora nas mãos do astro francês Kylian Mbappé, herdada de Luka Modric, que se transferiu para o Milan, o número 9 segue sem dono no Santiago Bernabéu na próxima temporada. Dois nomes estão na disputa pela mítica numeração: o brasileiro Endrick, de 19 anos, e o espanhol Gonzalo García, de 21. O clube merengue, por enquanto, descarta a chegada de reforços para a posição, o que reforça a ideia de que um dos dois jovens deve assumir o posto.

Ambos têm argumentos a favor na corrida pelo número 9, mas Endrick leva certa vantagem por ser considerado uma joia mais promissora. Apesar de ter tido poucas oportunidades em sua temporada de estreia, o atacante brasileiro é visto como uma aposta de longo prazo pelo clube. Receber a camisa 9 seria um gesto simbólico de confiança. No entanto, Gonzalo García vive um momento de ascensão. Após brilhar na Copa do Mundo de Clubes, competição em que o Real Madrid chegou às semifinais, sendo eliminado pelo PSG, o espanhol ganhou moral. Sua origem espanhola também pode pesar a seu favor.

Caso que Gonzalo García receba a 9, seria uma resposta direta do Real Madrid ao Barcelona, que entregará a 10 a Lamine Yamal, de 18 anos, na próxima temporada. Ao contrário do espanhol, Endrick vive um momento de incerteza no clube. Sem espaço na temporada passada, o Real avalia emprestá-lo. Recuperando-se de uma lesão na coxa direita, o brasileiro quer permanecer no Santiago Bernabéu, embora esteja praticamente fora dos planos do técnico Xabi Alonso.

A camisa 9 também carrega um peso histórico gigantesco no Real Madrid. Quem a veste sabe que representa nomes como Alfredo Di Stéfano — o maior ídolo do clube, além de Santillana, Hugo Sánchez, Cristiano Ronaldo e Karim Benzema. O número estava vago quando o clube mernegue conquistou a UEFA Champions League em 2023/24, ao derrotar o Borussia Dortmund na final. Joselu manteve a 14 e a 9 foi reservada, caso a chegada de Mbappé fosse confirmada no fim da janela.

Assim como a contratação de Mbappé alia talento esportivo e força de mercado, Endrick segue essa mesma lógica. Contratado junto ao Palmeiras por 35 milhões de euros fixos, com bônus que podem elevar o valor a até 72 milhões, ele chegou cercado de expectativas. Sua temporada de estreia foi marcada por dificuldades de adaptação, agravadas por um momento instável da equipe sob o comando de Ancelotti. Mesmo assim, deixou lampejos de seu potencial, como os gols por Brasil contra Inglaterra e Espanha, em Wembley e no Bernabéu.

No entanto, sua ascensão rumo à camisa 9 esbarrou no brilho de Gonzalo García na Copa do Mundo de Clubes. Campeão da Chuteira de Ouro do torneio, o espanhol aproveitou a ausência do brasileiro por lesão e, em apenas seis jogos, entregou mais do que Endrick em toda a temporada. E não apenas em gols, mas também em presença de área, leitura de jogo e desempenho coletivo.

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Endrick e Gonzalo García: quem herdará a camisa 9 do Real Madrid?

Com a ida de Mbappé para a 10, a lendária camisa 9 do Real Madrid ficou sem dono na próxima temporada. Isso levantou a discussão sobre quem será o próximo a vesti-la. Entre os favoritos estão Endrick, que atualmente usa a 16, e Gonzalo García, que ainda não tem número fixo por atuar no Castilla.Ambos devem permanecer no elenco principal, mas rumores sobre uma possível saída de um dos dois ainda pairam.

Outros nomes do atual elenco do Real Madrid como Vinicius Jr., Rodrygo e Brahim também foram mencionados, embora pareça improvável que mudem de numeração e mudanças para a 9 não estão no radar da diretoria. A disputa entre os dois não se resume apenas à camisa 9. Também passa por outras promessas do clube, como Mastantuono, e pelo debate sobre como desenvolver talentos em ascensão. Ambos precisam ser testados em alto nível. Endrick, em especial, encara uma temporada decisiva, tendo perdido espaço na seleção após chegar no Santiago Bernabéu.

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Camisa 9 em disputa no Real Madrid: tradição ou visão de futuro?

Com a saída de Mbappé da 9 e sua nova titularidade na 10, o Real Madrid precisa tomar uma decisão estratégica. Endrick e Gonzalo representam caminhos diferentes: o primeiro, uma aposta global; o segundo, o talento lapidado em casa. A escolha precisa ser feita até meados de agosto, quando os números da temporada 2025/26 serão oficializados.

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Endrick: promessa internacional em busca de afirmação

Endrick chegou ao clube no início de 2025, ainda aos 16 anos, com status de futura estrela. Em menos de 900 minutos jogados, marcou sete gols, se destacando na Copa do Rei. Contudo, uma lesão muscular no fim da temporada atrapalhou sua pré-temporada e deve afastá-lo até setembro. Apesar disso, o clube o vê como uma peça-chave para o futuro, com forte apelo de marketing e presença global.

Gonzalo García: o artilheiro da base que quer seu espaço

Do outro lado, Gonzalo teve uma temporada brilhante no Real Madrid. Marcou 25 gols pelo Castilla na terceira divisão e encantou no Mundial de Clubes com quatro gols e uma assistência, sendo eleito para a seleção do torneio. Com forte identificação com o clube e apoio da torcida, ganhou respaldo interno para herdar a 9. A mídia espanhola já o aponta como o herdeiro natural da camisa.

Quem deve vencer essa disputa?

Hoje, Gonzalo aparece como favorito técnico, impulsionado pelo bom momento físico e pelos feitos recentes. Endrick, por sua vez, segue como aposta institucional e peça de longo prazo no projeto madridista. A decisão final caberá a Xabi Alonso, que precisará escolher entre tradição e projeção internacional. Seja qual for o escolhido, o Real Madrid tem dois jovens talentos em mãos e uma camisa que segue carregada de história, pressão e expectativa.

(Foto: Getty Images)