Salah e Arnold
Futebol Premier League

Salah sente falta de Alexander-Arnold no Liverpool?

Arne Slot está vivendo um momento inédito no comando do Liverpool. Pela segunda vez desde que chegou, emplacou duas derrotas seguidas, e com isso começam a surgir algumas dúvidas. Uma delas envolve justamente Mohamed Salah. O craque egípcio, tão decisivo na conquista da Premier League da última temporada, anda meio apagado.

Salah não balança as redes em jogadas de bola rolando desde a primeira rodada do campeonato. Seus números despencaram: menos gols, menos assistências, menos finalizações e até menos toques dentro da área adversária. Para um jogador acostumado a manter padrões absurdos de regularidade, esse início de temporada soa estranho.

A ausência que pesa demais para Salah

É claro que a idade entra no debate — Salah completou 33 anos em junho. Mas a grande questão parece ser a ausência de Trent Alexander-Arnold. A conexão entre os dois pelo lado direito era, provavelmente, a maior arma ofensiva do Liverpool. Não era só quantidade de passes, mas a qualidade deles: sempre incisivos, sempre quebrando linhas.

A prova está nos números: na temporada passada, Trent fez 147 passes quebrando linhas para Salah, 36% a mais do que qualquer outra dupla da Premier League. Isso colocava o camisa 11 sempre em posição de machucar os rivais. Sem o lateral, o impacto é visível, e Salah parece sentir mais do que qualquer outro jogador a saída do companheiro.

Tentativas de compensar, mas sem sucesso

Arne Slot tentou alternativas. Jeremie Frimpong e Conor Bradley tiveram oportunidades, mas os dois foram atrapalhados por problemas físicos. Até Szoboszlai já foi improvisado na lateral. Só que a verdade é dura: ninguém consegue replicar o que Alexander-Arnold entregava.

Enquanto na temporada passada Salah recebia em média 5,6 passes desse tipo por 90 minutos, agora com Szoboszlai o número caiu para 3,5. Parece pouco, mas faz toda diferença quando falamos de uma engrenagem tão bem ajustada. E, claro, não dá para criar do zero uma química que levou anos para ser construída.O peso das perdas e as novas apostas

A saída de Alexander-Arnold e a perda trágica de Diogo Jota obrigaram o Liverpool a ir pesado no mercado. Florian Wirtz, Hugo Ekitike e Alexander Isak chegaram para renovar o setor ofensivo. A expectativa é que, com o tempo, essa nova cara do ataque consiga compensar.

Só que, enquanto isso não acontece, a queda de rendimento de Salah preocupa. A temporada passada foi uma das melhores da carreira do egípcio, mas repetir esse nível sem o apoio de Trent pode ser missão quase impossível. E se o camisa 11 não reencontrar sua melhor forma, o ataque dos Reds vai precisar de alguém para assumir esse protagonismo.

Arsenal mostra força defensiva

Enquanto o Liverpool tropeça, o Arsenal parece estar crescendo. A vitória contra o Olympiakos pela Champions League reforçou o bom momento e destacou uma estatística impressionante: foram 11 jogos sem sofrer gols em suas últimas 14 partidas europeias de fase de grupos. Mikel Arteta fez questão de elogiar essa consistência.

O jogo contra os gregos mostrou bem essa solidez. O Arsenal até permitiu finalizações, mas todas com baixo perigo. Foram 10 chutes, mas somando apenas 0,5 de expectativa de gol. Isso é mérito de uma defesa que se consolidou como uma das melhores da Europa e que parece ainda mais forte nesta temporada.

Saliba não é mais problema

Nos últimos anos, a ausência de William Saliba em determinados momentos comprometeu o Arsenal. Agora, o cenário é outro. Mesmo sem ele em campo em todos os jogos, Arteta conseguiu montar uma defesa confiável, reforçada com Cristhian Mosquera e Piero Hincapié.

O time se tornou ainda mais preparado para lidar com desfalques e continua com um desempenho defensivo impressionante. Se somarmos isso às novas peças ofensivas, o Arsenal se coloca como um dos favoritos reais na briga pelo título da Premier League desta temporada.