Santos e Bahia se enfrentaram como se não houvesse amanhã. Os times atuaram com muita vontade, buscando o ataque com tudo e tentando sair com a vitória.
O Peixe tentou alugar o campo de ataque e empurrar o Bahia para atrás o tempo todo, porém, deixou muito espaço para o Tricolor da Boa Terra, que queria jogar no contragolpe e conseguiu.
Com um meio-campo melhor, o Bahia explorou bem os espaços e foi bem efetivo no primeiro tempo, por pouco não marcando mais gols de vantagem.
Entretanto, Pedro Caixinha fortaleceu o meio-campo e seguiu tentando sufocar o Bahia, mas desta vez, mais organizado, o time virou o jogo na etapa complementar, só que por erros individuais não conseguiu segurar o resultado.
Sendo assim, o placar final de 2 a 2 retratou bem a loucura, os momentos e o equilíbrio da partida, que retratou um Bahia mais organizado e um Santos tentando encontrar o time e a formação.
Bahia sai na frente, Santos se recupera, mas não consegue ganhar
O Santos iniciou a partida pressionando o Bahia, não deixando os visitantes saírem de trás com uma marcação sufocante e as chances começaram a aparecer.
Apesar do Santos pressionar, o Bahia explorava bem os espaços e também criava oportunidades. Antes dos 10 minutos, Willian José teve duas ótimas chances.
E aos 16 minutos, como estava previsto, o Bahia pegou o Santos todo aberto. Luciano Juba aproveitou a velocidade de Erick para lançar para o volante correr desde a metade do campo e sair na cara do gol para marcar o primeiro gol do jogo.
Após o gol, o Santos se desorganizou. A equipe da casa parou de abrir o jogo, não conseguiu trocar passes e entrou na roda do organizado Bahia.
As chances de gol diminuíram, mas quando apareceram, o Bahia era muito mais efetivo. Na reta final da primeira etapa, após boa troca de passes, Erick saiu novamente na cara do gol e dessa vez chutou na trave.
E assim, mesmo com uma pressão final, o Santos não conseguiu buscar o empate, saindo vaiado para o intervalo.
Na etapa complementar o Peixe se mandou com tudo para o ataque, tentando empurrar o Bahia para atrás. E, com menos de cinco minutos, o Santos empatou com Thaciano.
O Santos continuou em cima do Bahia, pressionando, porém, o volume de jogo não se traduzia em chances claras de gol. Por conta disso, Rogério Ceni realizou três substituições para tentar equilibrar as ações.
Depois das substituições o Bahia ficou mais com a bola do que estava e passou a cadenciar o jogo, enquanto isso, o Santos tentava fazer a transição rápida, mas não tinha muito sucesso.
De tanto empurrar o Bahia para atrás, o Santos chegou ao segundo gol. Após rebote da zaga, Pituca pegou um chute de rara felicidade e bateu no canto do goleiro, matando Ronaldo. Era a virada do Peixe.
Depois do gol do Santos parecia que não aconteceria muita coisa, mas numa falha de Deivid Washington, completada por outro erro de JP Chermont, o Bahia chegou ao empate em um golaço de Luciano Juba.
Quem pensava que após o empate a partida ficaria morna, se enganou. O fim foi completamente aberto, com os times partindo com tudo para frente sem guardar muita posição. Erick Pulga por pouco não fez o gol da remontada dos visitantes.
E, se não bastasse, no último segundo Diego Pituca bateu por cima num belíssimo chute por cima. Sendo assim, Santos e Bahia terminaram com tudo igual.
Futuro difícil para o Santos e esperançoso para o Bahia
O Santos tem muitas peças ofensivas para Pedro Caixinha, entretanto, defensivamente, o Peixe é muito desorganizado, deixa espaços e conta com erros individuais a cada jogo.
O treinador português do Peixe tem uma forma de jogar bem definida, com marcação no campo de ataque, mas a transição defensiva está deixando a desejar. Claramente o Santos não tem peças que preencham esse espaço defensivo, então, ou o clube contrata ou precisa jogar de outra maneira.
Com dois jogos e nenhuma vitória, a situação do técnico Pedro Caixinha é delicada e o presidente Marcelo Teixeira precisa entender se segue confiando no trabalho de Caixinha ou corrige a rota a tempo do time brigar por algo na competição. Novos jogadores ou com uma ideia nova no comando, essa tem que ser a tônica para o futuro do Peixe.
Já o Bahia, parece entender perfeitamente a filosofia de Rogério Ceni, que conhece bem o elenco e sabe preparar o time para qualquer adversário. O time vem de uma sequência contra Corinthians, Internacional e Santos sem perder nenhuma das partidas.
O estilo de toque de bola, futebol com progressão ofensiva tendo a bola no chão e um meio-campo box to box, são as principais características de um Bahia que sofre pouco com a maratona de jogos e consegue equilibrar as partidas contra qualquer adversário.
O futuro do Bahia é animador em 2025. É difícil conquistar a Libertadores ou o Brasileirão, mas boas campanhas devem vir e o orgulho do torcedor tricolor deve estar lá em cima.
Foto: Divulgação/Santos