Gabigol em empate do Santos por 1 a 1 com o Mirassol
Futebol Brasileirão

Santos perde chance de se distanciar do Z4 do Brasileirão, ao empatar com Mirassol. Confira as impressões do jogo

O Santos continuou com uma boa atuação pelo Campeonato Brasileiro, iniciada na contundente vitória por 3 a 0 sobre o Vasco da Gama. Porém, dessa vez, a equipe não conseguiu derrotar o Mirassol, neste domingo (23), na Vila Belmiro, e o empate em 1 a 1 não distanciou o Santos da zona de rebaixamento da competição.

O Peixe teve um domínio durante grande parte do confronto, atuando com forte presença no ataque. Enquanto isso, o Leão Caipira atuou cautelosamente, em linhas baixas e esperando o erro do time mandante para criar jogadas. O sistema defensivo do Mirassol precisou ser testado depois da expulsão de Wallisson, mas a equipe segurou o empate até o final da juíza Edina Alves Batista.

A partir deste resumo, veja três pontos importantes da partida.

A falta de conversão das chances do Santos

O excesso de finalizações marcou a atuação do Santos nesta noite. Responsável por 20 finalizações contra apenas cinco do Mirassol, a equipe não conseguiu converter grande parte delas, especialmente pela insistência em passes extras proporcionados dentro da grande área.

A falta de conclusão do Peixe no último terço do campo não condiz com o início das jogadas. O volume de jogo e a facilidade em construir lances ofensivos contra o Leão Caipira geraram uma insatisfação pelo empate sofrido. A equipe treinada por Cuca criou várias triangulações e, com isso, teve grandes chances de abrir o placar na primeira etapa.

A primeira metade do segundo tempo foi o melhor momento ofensivo do Santos, em que criou jogadas mais perigosas e conseguiu o empate, marcado por um golaço de Barreal. No entanto, a expulsão de Wallisson levou à tona a ansiedade em se infiltrar no sistema defensivo fechado do Leão Caipira.

O empate trouxe uma frustração para a torcida, que vaiou os jogadores do alvinegro praiano. A manifestação foi realizada por conta da incapacidade de transformar as finalizações em gols.

A experiência que gerou resiliência tática do Mirassol

O Mirassol chegou para a partida em um momento complicado: a eliminação para a LDU pela Copa Libertadores da América e a 17ª posição na tabela de classificação do Brasileirão mostravam que o time precisava ter uma atuação elogiada taticamente para garantir ao menos um ponto.

O Leão Caipira conseguiu um importante empate, principalmente pela experiência de um elenco que já viveu jogos desfavoráveis em várias ocasiões, especialmente em um ano repleto de compromissos para o time do interior. A prática vivida pelo Mirassol fez com que o time soubesse lidar com a pressão do Santos, atuando em linhas defensivas compactas e marcando na primeira etapa.

Já no segundo tempo, o Leão Caipira não conteve o volume de finalizações e sofreu gol aos 22 minutos. Contudo, a expulsão do volante Wallisson aos 28 minutos serviu como um verdadeiro teste de resiliência. A equipe não se desestruturou emocionalmente e jogou mais cautelosamente, fechando mais espaços e transferindo a responsabilidade para o alvinegro praiano que não conseguiu aproveitar a vantagem numérica de jogadores no gramado.

A constância ofensiva de Álvaro Barreal

Se o jogo teve um grande destaque, foi o argentino Barreal. A atuação dele se resume a mais do que apenas ter marcado um gol, mas também à presença em todas as jogadas perigosas do Santos na partida.

Pelos lados do campo, ele se movimentou com intensidade e aproveitou a dupla com Neymar para participar ativamente dos momentos em que o time atacou o Mirassol. Além de ter um bom rendimento quando marcado, ele conseguiu ocupar os espaços vazios para avançar ao ataque.

O principal momento aconteceu aos 22 minutos da etapa final. Após receber um passe de Neymar, Barreal dominou, ajeitou para a esquerda e soltou um forte chute para o fundo do gol.

Créditos da foto da capa: Raul Baretta/Santos F.C.