Contratação mais cara da história do Grêmio, Tetê ainda não conseguiu se firmar como titular. São 21 jogos com a camisa do Imortal, apenas dois gols marcados e uma crescente sensação de frustração por parte da torcida.
No empate sem gols contra o Athletico Paranaense, fora de casa, pelo Brasileirão, o atacante começou no banco — justamente em uma partida em que a comissão técnica optou por rodar o elenco. Diante desse cenário, surge a dúvida: o retorno de Tetê já pode ser considerado um fracasso ou ele ainda merece mais minutos?
As expectativas redobradas em cima de Tetê

Contratado por 6,2 milhões de euros (R$ 38,7 milhões na cotação da época) junto ao Panathinaikos, da Grécia, Tetê chegou cercado de expectativa para resgatar o futebol que o levou a clubes como Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, Leicester, da Inglaterra, e Lyon, da França.
Entre os torcedores, criou-se a ideia de que o camisa 21 assumiria protagonismo imediato, principalmente pela carência histórica recente de um driblador de elite no elenco gremista.
Esse cenário ganhou ainda mais força pelo fator emocional. Tetê é cria do clube e foi vendido muito jovem ao Shakhtar, sem sequer atuar profissionalmente pelo Grêmio. Ou seja, seu retorno também carrega o peso de uma “história interrompida”.
Assim, a expectativa se torna dupla: pelo vínculo com o clube e pelo investimento elevado feito pela diretoria.
Uma passagem esquecível de Tetê, até o momento

Os números ainda não sustentam essa expectativa. Anunciado em janeiro, Tetê levou quase um mês para marcar seu primeiro gol — na vitória por 5 a 3 sobre o Botafogo. Voltou a balançar as redes diante do Juventude, pelo Gauchão, mas parou por aí.
Em 21 partidas, foi titular em 13, mas teve poucas atuações realmente convincentes.
O contexto coletivo também pesa. O trabalho de Luís Castro ainda não apresentou evolução consistente, e o desempenho irregular da equipe influencia diretamente o rendimento individual. Ainda assim, Tetê também não consegue se ajudar — o que abre espaço para críticas, inclusive fora de campo.
A fase é tão evidente que o próprio treinador reconhece o momento ruim do jogador. Em partidas recentes, o camisa 21 tem sido preservado em jogos mais exigentes. Contra o Palestino, por exemplo, foi titular mais por falta de opções do que por mérito técnico.
A fala de Luís Castro deixa isso claro:
“Não tinha mais nenhum homem para a ponta. A partir daí, ficam limitadas as opções e tive que avançar com o Tetê. Sei que, em outra situação, poderia ter preservado. O Tetê não passa por um bom momento, como já foi assumido por todos.”
O cenário explica por que o atacante ainda não engrenou — refletindo também a instabilidade do próprio Grêmio na temporada.
Grêmio na temporada
Após o empate sem gols contra o Athletico Paranaense — mesmo com um jogador a mais durante boa parte do jogo —, as críticas aumentaram, principalmente pela falta de produtividade ofensiva.
O Grêmio volta a campo nesta terça-feira (05) para enfrentar o Deportivo Riestra, fora de casa, pela fase de grupos da Copa Sul-Americana. Para seguir na briga por uma vaga direta nas oitavas de final, a vitória é fundamental. As equipes estão empatadas em pontos no grupo, o que aumenta ainda mais o peso do confronto.
Créditos da foto de capa: eff/Agencia RBS
