Podemos afirmar que Vitor Pereira melhorou inicialmente o Nottingham Forest e conseguiu dar uma “nova cara” em seu primeiro jogo no comando técnico da equipe em duelo contra o Liverpool. A estreia do ex-Flamengo e ex-Corinthians em sua segunda tentativa na Premier League ficou marcado por um desempenho positivo, mas ainda assim preocupante, tendo em mente que as boas chances geradas de gol não foram suficientes para balançar as redes, mostrando que os problemas podem estar além do tático, e principalmente no técnico.
Vitor Pereira melhorou Nottingham Forest de forma imediata
A chegada de Vítor Pereira marcou uma ruptura clara com o estilo pragmático da gestão anterior de Sean Dyche. O técnico português implementou rapidamente uma filosofia baseada na posse de bola e na liberdade criativa, transformando um time que antes priorizava apenas a sobrevivência em uma unidade ofensiva perigosa.
O impacto mais visível ocorreu no rendimento de Callum Hudson-Odoi. Sob a nova orientação, o ponta recuperou a confiança para encarar os defensores no um contra um e buscar a finalização. Da mesma forma, Morgan Gibbs-White foi reposicionado como o verdadeiro dono do meio-campo, tendo liberdade para flutuar entre as linhas e ditar o ritmo das jogadas, o que resultou em uma melhora imediata no volume de chances criadas pela equipe.
Vitor Pereira não trouxe uma melhora apenas tática, mas também psicológica. Ao incentivar que os jogadores “desfrutassem do jogo”, ele removeu o peso do medo do rebaixamento que travava o elenco, mesmo diante da situação de enorme preocupação que o elenco de Igor Jesus e companhia estão passando. Os gols recentes de Hudson-Odoi e a onipresença de Gibbs-White na construção ofensiva são reflexos diretos de um sistema que agora potencializa a técnica em vez de apenas focar no duelo físico.
Embora o desafio de se manter longe da zona de perigo continue, o Nottingham Forest agora apresenta uma identidade clara. A combinação da explosão de Hudson-Odoi com a visão de jogo de Gibbs-White, orquestrada pela metodologia de Pereira, deu aos torcedores motivos para acreditar que o clube pode aspirar a algo maior do que apenas evitar a queda.
Faltam jogadores para o Nottingham Forest ter maior tranquilidade
Por outro lado, é importante ressaltar que essa mudança repentina de comando trouxe um holofote para a falta de jogadores decisivos no Nottingham Forest. Morgan Gibbs-White, com seis gols, é o artilheiro do Forest na Premier League, seguido por Hudson-Odoi, com três. No entanto, o jogo de volta pelos playoffs da Liga Europa será uma boa oportunidade para rodar o elenco e testar jogadores, considerando que os ingleses possuem vantagem de 3-0 no agregado neste momento.
Lorenzo Lucca, o atacante italiano emprestado pelo Napoli, provavelmente terá outra chance de mostrar o seu valor, enquanto o Forest busca garantir uma vaga contra o Midtjylland ou o Real Betis. Ainda assim, teria sido válida a ideia do Nottingham Forest em contratar Vitor Pereira e modificar o estilo de jogo antes do fechamento da janela de transferências, garantindo que o Forest pudesse ter reforços indicados pela atual comissão técnica na luta contra o rebaixamento antes de enfrentar ainda times como Manchester City, Tottenham (duelo direto), Chelsea e Manchester United.
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