O West Ham segue vivo na luta contra o rebaixamento na Premier League e muito disso passa por um nome que conhece bem esse tipo de pressão: Mads Hermansen. O goleiro dinamarquês abriu o jogo sobre o trauma recente com o Leicester City, a briga intensa para se firmar como titular e como o espírito coletivo dos Hammers virou combustível na reta final da temporada.
Do trauma à esperança: o peso de um rebaixamento
Para quem nunca viveu, o rebaixamento pode parecer só uma queda na tabela, um momento particular que não deveria ocorrer com tanta frequência. Mas Hermansen deixou claro que a coisa vai muito além disso. Segundo o goleiro, a sensação é de ver a carreira escorregando pelas mãos, jogo após jogo, sem conseguir frear a queda.
Foi exatamente isso que ele viveu na temporada passada com o Leicester. E, sejamos sinceros, ninguém quer passar por esse filme duas vezes, ainda mais em sequência. Agora vestindo a camisa do West Ham, o dinamarquês encara um cenário parecido, mas com uma mentalidade bem diferente.
A vitória por 4 a 0 sobre o Wolverhampton mudou o clima no clube. Não resolveu tudo, longe disso, mas devolveu algo essencial: controle do próprio destino. Depois de semanas flertando perigosamente com a zona da degola, os Hammers conseguiram sair, pelo menos momentaneamente da área vermelha.
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E se você acha que a briga vai ser tranquila daqui pra frente, pode esquecer. Times como Tottenham, Nottingham Forest e Leeds também estão nessa corda bamba. Ou seja: emoção até o último capítulo.
A virada de chave de Hermansen e do West Ham
Se o West Ham vive uma montanha-russa, Hermansen não fica muito atrás. Contratado para ser o titular, o goleiro começou a temporada como dono da posição, mas bastaram quatro jogos e 11 gols sofridos para perder espaço para Alphonse Areola.
Aí é aquele momento clássico do futebol: ou o jogador se entrega ou usa a pancada como combustível. Hermansen escolheu a segunda opção.
Ele ficou fora por meses, voltou apenas na FA Cup em janeiro e só retomou uma chance na Premier League em fevereiro. E quando a oportunidade apareceu… ele agarrou com tudo.
Desde que voltou ao time titular, nenhum goleiro fez mais defesas na liga do que ele. Além disso, foram quatro jogos sem sofrer gols em oito partidas, números que mostram não só evolução, mas impacto direto na campanha.
E aqui vai um ponto interessante: a melhora não foi só técnica, foi mental.
Cabeça no lugar e emoção sob controle no West Ham
Hermansen admitiu que é um cara emocional e isso, no futebol de alto nível, pode ser tanto uma arma quanto um problema. Durante o período fora do time, ele trabalhou justamente nisso: separar o lado emocional da execução dentro de campo.
A lógica foi simples, mas poderosa. Em vez de se afundar na frustração, ele começou a se cobrar de outra forma: “Fiz tudo o que podia hoje?”. Parece papo de coach, mas no contexto dele fez total sentido.
Essa mudança de mentalidade ajudou o goleiro a voltar mais preparado. Não só tecnicamente, mas com uma casca mais grossa, algo essencial quando você está brigando contra o rebaixamento na liga mais competitiva do mundo.
União como trunfo na reta final
Se tem uma palavra que define o discurso de Hermansen, é “tamojunto” ou, no bom português, união. Segundo o goleiro, o elenco do West Ham tem algo que pode fazer diferença nessa reta final: um grupo que realmente compra a ideia e luta junto.
E isso não é papo vazio. Em momentos de pressão extrema, como uma batalha contra o rebaixamento, o psicológico pesa tanto quanto a parte técnica. Um elenco rachado costuma afundar rápido. Já um grupo unido… esse ganha sobrevida.
Hermansen destacou justamente isso: a presença de jogadores com personalidade, dispostos a dar tudo pelo clube. E, nesse cenário, até quem estava desacreditado como ele próprio pode virar peça-chave.
Nada resolvido, mas tudo em aberto
Apesar da melhora recente, o West Ham ainda está longe de qualquer zona de conforto. A tabela segue apertada, os adversários estão por perto e qualquer vacilo pode custar caro. Mas, se antes o clima era de desespero, agora existe algo mais próximo de confiança, ainda que cautelosa.
Hermansen, que já sentiu na pele o gosto amargo do rebaixamento, parece determinado a não repetir a história no West Ham. E, pelo que vem mostrando, está disposto a fazer de tudo para evitar esse roteiro.
No fim das contas, a missão é simples de entender e difícil de executar: continuar pontuando, manter a consistência e transformar essa tal “união” em resultados dentro de campo.
Porque, na Premier League, a diferença entre o alívio e o desastre pode ser questão de detalhes. E, para o West Ham, cada defesa, especialmente as de Hermansen pode valer uma temporada inteira.
Foto: Getty Images
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