Com uma campanha épica em 2013, o Atlético-MG conquistou seu primeiro título na Copa Libertadores. Ronaldinho Gaúcho brilhava no ataque, com a sua magia já conhecida. Na defesa, Victor fez defesas milagrosas, além de pênaltis que parou na fase final do torneio.
Campanha na Libertadores
Na fase de grupos, o Galo enfrentou o São Paulo, Arsenal de Sarandí-ARG e The Strongest-BOL. O Atlético-MG terminou como líder do grupo, com 15 pontos. A equipe só teve uma derrota, já na última rodada, quando estava classificado na primeira posição. No Morumbi, perdeu para o Tricolor Paulista, por 2 a 1.
O time mineiro havia enfrentado os são-paulinos na primeira rodada da Libertadores, quando venceram por 2 a 1. Do Arsenal, foram duas vitórias por 5 a 2 e, contra o The Strongest, ganhou duas vezes por 2 a 1. Passando sem dificuldade para a fase final, via o ataque brilhar em campo.
Nas oitavas, voltou a enfrentar o São Paulo. Dessa vez, valendo classificação, o Galo não perdoou. Primeiro venceu por 2 a 1 fora de casa, para vencer por 4 a 1 no Independência. Ronaldinho fez um grande espetáculo durante a partida e ainda provocou ao final: “Quando tá valendo, tá valendo”.
Mas nas quartas, o Atlético teve mais dificuldade. A equipe enfrentou o Club Tijuana e, assim como nas oitavas, teve o mando de campo no jogo decisivo. Fora, buscou um empate por 2 a 2, já no acréscimo. Na época, o gol fora de casa ainda fazia a diferença e, após novo empate, dessa vez por 1 a 1, o Alvinegro se classificou. Victor foi a grande estrela, parando pênalti no tempo regulamentar.
Na semifinal, foi a primeira disputa de pênaltis na campanha. O goleiro, que já estava sendo um dos protagonistas do Galo, virou ídolo de vez. No primeiro jogo, na Argentina, o Newell’s Old Boys venceram por 2 a 0. Em Minas Gerais, o Atlético-MG devolveu o mesmo placar. Nas penalidades, o camisa 1 defendeu o chute de Maxi Rodríguez, colocando o time brasileiro na final.
Final contra o Olimpia

Na final da Libertadores, o Atlético-MG também ficou com o mando de campo para a partida de volta. E, assim como na semifinal, perdeu por 2 a 0 no jogo de ida. Richarlyson ainda foi expulso, no último minutos, após receber segundo vermelho e virou desfalque para o confronto decisivo.
Só que, em casa, o Galo foi atrás da vitória por 2 a 0 também. Jô abriu o placar logo no começo do segundo tempo. Victor se manteve seguro no gol e fez defesas importantes, impedindo que o Olimpia aumentassem a vantagem. No entanto, o goleiro quase entregou, ao sair da área e tentar desarmar Juan Ferreyra. Só que o argentino escorregou, perdendo a excelente chance que teve.
Aos 40 minutos, Julio Manzur recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um a mais, o Atlético passou a pressionar ainda e mais e, em dois minutos, fez o segundo, com Leonardo Silva. A pressão foi mantida até o fim, mas não veio o terceiro. Ainda houve mais 30 minutos de prorrogação antes do pênaltis, Martín Silva salvando o clube paraguaio.
Nas penalidades, Victor apareceu mais uma vez. Logo na primeira cobrança, o camisa 1 parou a cobrança de Miranda. Todos os batedores do Galo acertaram e Giménez acertou a trave, dando o primeiro título da Libertadores ao Alvinegro Mineiro.
Fé até o fim
Foi na Libertadores de 2013 que a torcida atleticana primeiro gritou “eu acredito”. O canto se originou nas quartas de final, quando precisava superar o Tijuana, no Independência. Os gritos tiveram início antes da defesa de ‘São’ Victor, no pênalti batido por Duvier Riascos, que havia feito o gol na partida.
Caso o atacante marcasse, com o jogo já nos acréscimos, o Atlético seria eliminado. Victor pulou para o lado e a bola foi para o meio. No entanto, o camisa 1 parou o chute com seu pé, salvando o Galo e a defesa foi chamada de ‘milagre’ pelos torcedores.
Na semifinal, a torcida voltou a gritar “eu acredito” e empurrou o time para o empate no agregado. O goleiro, mais uma vez, foi herói, parando pênalti na disputa. O mesmo aconteceu na final, levando o time ao título inédito.
Além da fé, o talento inegável de Ronaldinho Gaúcho ajudou na conquista da Libertadores. Com gols importantes e assistências, era um dos líderes do time. Enquanto Cuca comandava o time de fora de campo.
Foto: Atlético-MG