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Verstappen pode retomar negociação com Mercedes, afirma ex-piloto de F1

Contar com Max Verstappen é um desejo antigo da Mercedes. Desde os tempos de Fórmula 3, o holandês já estava no radar de Toto Wolff, e a transferência chegou a ficar próxima no verão de 2025. Agora, com a Red Bull distante da briga por vitórias, o ex-piloto de Fórmula 1 e analista Jolyon Palmer acredita que a equipe alemã pode retomar as conversas pela contratação do piloto de 28 anos.

A Mercedes iniciou 2026 como favorita e tem concretizado o potencial esperado ao vencer as três primeiras corridas do ano, liderando os mundiais de pilotos, com Kimi Antonelli, e de construtores.

Sob pressão após ser superado nos últimos dois fins de semana e perder a ponta do campeonato, George Russell é quem pode temer perder seu assento nas Flechas de Prata. No ano passado, seu nome já esteve na corda bamba, mesmo superando o companheiro, à época novato.

Ignorar a insatisfação de Verstappen na Red Bull seria um erro

Max Verstappen
Foto: Reprodução Fórmula 1

Nono no campeonato e sem sequer ter terminado entre os cinco melhores em nenhuma corrida: este é o cenário de Verstappen na Fórmula 1 em 2026, guiando o problemático RB22, que, além de pouco competitivo, tem apresentado dificuldades de desempenho.

A situação tem reforçado os rumores de que o tetracampeão mundial poderia se aposentar ao fim da temporada. Embora tenha apenas 28 anos, ele já está em seu 12º ano consecutivo na categoria e já deixou claro que não pretende passar toda a vida competindo atrás de recordes.

Se não há garantias de que a Red Bull conseguirá dar a Verstappen um carro competitivo, uma possível ida para a equipe dominante no novo regulamento poderia convencê-lo a permanecer.

Palmer, que correu na Fórmula 1 entre 2016 e 2017, afirmou no podcast F1Nation que o holandês logo entrará em negociações com a Mercedes. “Max não está aqui para se classificar em oitavo. Ele não está aqui para nem sequer brigar por pódios. Ele vai procurar uma forma de entrar na Mercedes, porque eles têm o melhor carro. No mínimo, eles estarão na briga por títulos nos próximos anos também”, disse.

Embora a Mercedes conte com uma dupla talentosa e que, até o momento, tem conquistado os resultados esperados, é impossível ignorar a possibilidade de ter o maior nome da Fórmula 1 atual no cockpit.

O dilema é que, para isso, o time sediado em Brackley teria que se desfazer de um dos dois pilotos, e Russell figura como o nome mais provável a sair. A equipe reconhece seu potencial, e suas últimas temporadas foram muito boas, mas Antonelli é uma aposta de longa data da Mercedes, tratado como um talento geracional.

Para onde iria Russell?

Para onde George Russell iria com uma possível chegada de Verstappen à Mercedes?
Foto: Jayce Illman/Getty Images

O atual vice-líder do mundial tem contrato válido apenas até o fim de 2026, o que significa que estaria livre para negociar com qualquer equipe visando a próxima temporada. Em um cenário de chegada de Verstappen à Mercedes, o passo lógico seria assumir o projeto da Red Bull, onde já chegaria como líder.

Outras alternativas para o britânico seriam a Ferrari, que ainda não confirmou o companheiro de Charles Leclerc para 2027, ou seguir um caminho similar ao de Carlos Sainz Jr. (hoje na Williams) e apostar em um projeto menor.

Entre as equipes com vagas disponíveis estão a própria Williams, a Aston Martin, a Audi, a Haas e a Alpine.

Qualquer mudança seria, evidentemente, um passo atrás na carreira, já que 2026 é provavelmente sua melhor chance de ser campeão graças ao W17, mas as opções em caso de saída da Mercedes são limitadas.

Desânimo de Verstappen vai além da competitividade do carro

Apesar de tentadora pelo apelo esportivo, uma proposta da Mercedes não resolveria todos os problemas que desanimam Verstappen em relação à Fórmula 1. O holandês tem se mostrado bastante insatisfeito com as novas unidades de potência.

O fenômeno do superclipping (perda de velocidade em decorrência da bateria ter se esgotado) é um dos maiores incômodos do holandês. Embora a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) cogite aumentar a participação do motor a combustão para solucionar o problema, isso não deve acontecer antes de 2027.

Se as críticas de Verstappen ao novo regulamento cessariam com um carro competitivo em mãos é uma questão que só poderá ser comprovada na prática.

(Foto principal: © Imago)