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Copa Sul-Americana Futebol

Altitude volta a ser um problema para o Atlético-MG; confira histórico

O Atlético-MG tem enfrentado desafios consideráveis ao atuar em altitudes elevadas ao longo de sua trajetória nas competições sul-americanas. Nesta terça-feira (1º), o Galo fez sua estreia na Copa Sul-Americana contra o Cienciano, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, no Peru, situado a 3.400 metros acima do nível do mar. O confronto terminou empatado em 0 a 0, pela primeira rodada do Grupo H. Com o resultado, ambas as equipes conquistaram um ponto na estreia, enquanto o Caracas, da Venezuela, assumiu a liderança ao vencer o Iquique, do Chile, por 2 a 1.

O empate diante do Cienciano reforçou as dificuldades históricas do Atlético-MG ao atuar em locais de grande altitude nas competições da Conmebol, em países como Peru, México, Bolívia, Colômbia e Equador. Desde 2000, o clube disputou onze partidas nessas condições, somando três vitórias, quatro empates e cinco derrotas entre Libertadores e Sul-Americana.

A estreia contra o Cienciano aconteceu em um dos estádios com maior altitude da atual edição do torneio. A título de comparação, o ar já se torna mais rarefeito a partir de 2.300 metros de altitude, o que aumenta significativamente o desgaste dos jogadores.

Vários atletas do atual elenco, como Everson, Hulk e Guilherme Arana, já haviam enfrentado situação semelhante em 2023, quando o Atlético-MG encarou o Millonarios, da Colômbia, na terceira fase preliminar da Copa Libertadores. O duelo foi realizado no Estádio El Campín, em Bogotá, a 2.600 metros de altitude, e terminou em 1 a 1.

A partida mais emblemática do Galo em altitude ocorreu durante a campanha do título da Libertadores de 2013. Na terceira rodada da fase de grupos, o time mineiro viajou até La Paz, na Bolívia, para enfrentar o The Strongest no Estádio Hernando Siles, a quase 3.600 metros acima do mar. O Atlético venceu por 2 a 1, com gols de Diego Tardelli e Luis Méndez (contra). Curiosamente, foi nesse mesmo estádio que o clube sofreu sua pior derrota em altitude: um revés de 4 a 0 para o Bolívar, pela fase de grupos da Libertadores de 2000.

Como foi o jogo entre Atlético-MG e Cienciano?

O primeiro tempo foi pouco movimentado, com muitos erros de passe no meio-campo. O Atlético-MG buscou controlar o jogo e manter a posse de bola, mas sem muita presença ofensiva. Aos sete minutos, Rony teve uma boa oportunidade após cruzamento de Cuello, mas finalizou para fora. Aos 44, Scarpa também desperdiçou uma chance clara, parando em uma grande defesa do goleiro Bolado após passe de Hulk. Assim, o primeiro tempo terminou sem gols.

No início da segunda etapa, o Galo teve uma grande oportunidade. Após um erro de passe de Arias, Cuello recuperou a bola e acionou Gabriel Menino na entrada da área. O meia finalizou de primeira, mas sem força, facilitando a defesa do goleiro adversário.

Apesar desse bom momento no começo do segundo tempo, o jogo voltou a ter poucas emoções. O panorama mudou quando Hulk quase marcou um gol olímpico aos 24 minutos, acertando a trave em cobrança de escanteio. O camisa 7 seguiu levando perigo nas bolas paradas e, aos 31, cobrou uma falta de longa distância que passou muito perto do gol.

Nos minutos finais, Fausto Vera arriscou um chute da quina da área e acertou o travessão de Bolado. Já nos acréscimos, o Cienciano também assustou com Estrada, que acertou a trave superior. Apesar das boas chances criadas, o placar permaneceu zerado em Cusco.

Atlético-MG mantém invencibilidade contra peruanos

Com o empate sem gols diante do Cienciano, o Atlético-MG ampliou sua invencibilidade contra equipes peruanas em competições sul-americanas. Mesmo enfrentando a altitude de 3.400 metros, o Galo criou as melhores chances do jogo, acertando duas bolas na trave, e poderia ter conquistado um resultado melhor.

O retrospecto do Atlético-MG contra clubes do Peru segue impecável. Em nove partidas, são sete vitórias e dois empates, sem nenhuma derrota:

  • Alianza Lima – 2 jogos, 2 vitórias (Copa Libertadores)
  • Universitario – 2 jogos, 2 vitórias (Copa Conmebol)
  • Sipesa – 2 jogos, 1 vitória e 1 empate (Copa Conmebol)
  • Melgar – 2 jogos, 2 vitórias (Copa Libertadores)
  • Cienciano – 1 jogo, 1 empate (Copa Sul-Americana)

Histórico do Atlético-MG jogando na altitude

O desempenho do Atlético-MG em partidas disputadas acima de 2.000 metros em competições sul-americanas apresenta resultados mistos:

  • Bolívar 4 x 0 Galo – La Paz (3.625m) – Libertadores 2000 (fase de grupos)
  • The Strongest 1 x 2 Galo – La Paz (3.625m) – Libertadores 2013 (fase de grupos)
  • Santa Fe 1 x 1 Galo – Bogotá (2.600m) – Libertadores 2014 (fase de grupos)
  • Santa Fe 0 x 1 Galo – Bogotá (2.600m) – Libertadores 2015 (fase de grupos)
  • Atlas 1 x 0 Galo – Guadalajara (1.500m) – Libertadores 2015 (fase de grupos)
  • Atlético Nacional 1 x 0 Galo – Medellín (1.450m) – Libertadores 2015 (oitavas de final)
  • Melgar 1 x 2 Galo – Arequipa (2.335m) – Libertadores 2016 (fase de grupos)
  • Independiente del Valle 3 x 2 Galo – Sangolquí (2.700m) – Libertadores 2016 (fase de grupos)
  • Jorge Wilstermann 1 x 0 Galo – Cochabamba (2.558m) – Libertadores 2017 (oitavas de final)
  • Independiente del Valle 1 x 1 Galo – Quito (2.850m) – Libertadores 2022 (fase de grupos)
  • Millonarios 1 x 1 Galo – Bogotá (2.600m) – Libertadores 2023 (fase preliminar)
  • Cienciano 0 x 0 Galo – Cusco (3.400m) – Sul-Americana 2025 (fase de grupos)

Apesar das dificuldades impostas pela altitude, o Atlético-MG segue buscando superar esse obstáculo em busca de melhores resultados nas competições sul-americanas.

(Foto: Pedro Souza/Atlético-MG)