Athletico-PR x Fluminense
Futebol Brasileirão

Virada, reação e pênalti no fim: Athletico-PR e Fluminense fazem jogo eletrizante na Arena

Athletico-PR e Fluminense entregaram um dos jogos mais movimentados da rodada na manhã deste domingo (30). O empate por 3 a 3, na Arena da Baixada, teve alternância de domínio, seis gols, duas viradas de cenário e um roteiro que mudou completamente ao longo dos 90 minutos.

O Athletico começou melhor e conseguiu executar com eficiência a estratégia de pressionar a saída de bola. O Fluminense teve muita dificuldade para construir desde trás e passou boa parte da primeira etapa tentando escapar da marcação adiantada.

A equipe da casa também foi mais perigosa quando acelerou as jogadas. Viveros teve duas oportunidades na mesma sequência e parou em Fábio antes de Leozinho abrir o placar aos 34 minutos. O atacante, mesmo com 1,73m, ganhou pelo alto de Millán e Renê e colocou o Furacão na frente.

A resposta foi imediata.

Aos 37, Hulk cobrou falta da intermediária com enorme categoria e acertou o canto de Santos. Foi o primeiro gol de falta do atacante pelo Fluminense e também sua primeira finalização de fora da área que terminou na rede pelo clube.

O 1 a 1 deixou o jogo aberto para o segundo tempo.

Segundo tempo teve duas viradas de roteiro

O Athletico voltou novamente agressivo e recuperou a vantagem logo aos três minutos. Após escanteio curto e cruzamento, a bola desviou em Guga e Benavídez apareceu para se jogar de cabeça e marcar o segundo gol dos donos da casa.

Só que o Furacão começou a perder intensidade. O time que havia controlado a saída do Fluminense e encontrado espaços com frequência já não conseguia manter a mesma pressão. O empate de Canobbio, aos 19, foi o ponto de partida para uma transformação ainda maior no jogo.

O atacante aproveitou uma sobra depois de chute de Guga, bateu cruzado e contou com a colaboração de Santos. A partir daí, o Athletico passou a sofrer mais. O Fluminense ganhou confiança, trocou passes com maior liberdade e começou a encontrar espaços que não existiam no início da partida.

A virada veio aos 32. Em outra cobrança de falta de Hulk, Ignácio apareceu nas costas de Aguirre e cabeceou frente a frente com Santos para fazer 3 a 2. O cenário parecia completamente invertido.

Mas ainda havia tempo para mais uma mudança de roteiro.

Viveros decide novamente e mantém o Athletico vivo

Com a desvantagem, o Athletico precisou se lançar ao ataque. Jorge Rivaldo entrou, Zapelli também foi acionado e o time passou a buscar mais diretamente a área tricolor. Fábio apareceu duas vezes para defender finalizações perigosas.

Aos 48 minutos, porém, Viveros conseguiu a jogada que o Furacão precisava. Lançado em velocidade, o atacante deu um toque na bola e acabou derrubado por Fábio. Pênalti.

O próprio colombiano assumiu a responsabilidade. Artilheiro do Brasileirão, Viveros bateu e chegou aos 17 gols na competição, decretando o 3 a 3.

Nos minutos finais, o Furacão ainda tentou a virada, enquanto o Fluminense precisou se defender para garantir pelo menos um ponto.

Um jogo em que os momentos foram decisivos

O 3 a 3 explica bem o que aconteceu na Arena.

O Athletico foi superior durante boa parte do primeiro tempo, especialmente pela intensidade da marcação e pela capacidade de atacar rapidamente os espaços. O Fluminense, por outro lado, encontrou respostas individuais importantes e cresceu conforme o adversário perdeu força.

No segundo tempo, o jogo praticamente se dividiu em três momentos: o início dominante do Athletico, a reação e virada do Fluminense e a pressão final dos donos da casa. A bola parada teve papel fundamental.

Os três primeiros gols foram construídos em situações diferentes, mas duas cobranças de falta de Hulk terminaram diretamente em gols. No outro lado, o Athletico também aproveitou uma bola parada para fazer o segundo.

E, quando a partida parecia definida, Viveros apareceu novamente. Com 17 gols no Brasileirão, o colombiano não apenas manteve a artilharia como também evitou que o Athletico saísse derrotado depois de deixar escapar uma vantagem e sofrer a virada.

O resultado deixa uma sensação diferente para cada lado. O Athletico pode lamentar a queda de rendimento depois do 2 a 1, enquanto o Fluminense terá de olhar para a maneira como administrou o 3 a 2.

No fim, ninguém conseguiu controlar completamente a partida. E talvez seja justamente isso que explique o placar: seis gols, duas equipes alternando momentos de superioridade e um empate construído até o último lance.

FOTO: MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C. / DIVULGAÇÃO