O Botafogo iniciou a quinta-feira (29) sob uma forte apreensão envolvendo um noticiário bastante pesado devido ás movimentações de John Textor e Carlos Montenegro nos bastidores, em uma disputa de poder que poderia representar definitivamente o fim da era atual que todos chamam de “Botafogo Way”. Houveram inclusive informações sobre uma possível negociação envolvendo Álvaro Montoro e Danilo planejadas antes da bola rolar pelo Brasileirão, justamente os dois principais destaques na vitória acachapante sobre o Cruzeiro.
Todo o cenário estava preparado para que a Raposa conseguisse seus três primeiros pontos no campeonato considerando o cenário terrível no extracampo, mas o time comandado por Martín Anselmí está rapidamente entendendo os processos da atual comissão técnica, e isso ficou ainda mais evidente na goleada de 4 a 0, deixando Tite em uma situação muito embaraçosa.
Botafogo construiu sua vitória impositiva a partir do segundo tempo
O Botafogo de Anselmi entrou em um 3-4-2-1 fluido, priorizando a amplitude com alas e a aproximação dos meias criativos” Montoro e Santi Rodríguez ao centroavante Arthur Cabral. Já o Cruzeiro de Tite apostou em um 4-4-2 (ou 4-2-2-2) com Gerson e Matheus Pereira tentando ditar o ritmo.
Depois de uma pressão inicial do Fogão, podemos dizer que em geral, o Cruzeiro começou melhor, controlando a posse e criando chances claras, com três chutes no alvo durante o primeiro tempo. A Raposa chegou a marcar com Kaio Jorge, mas o gol foi anulado por impedimento de forma aparentemente correta, mas jamais poderemos ter 100% de certeza devido à incompetência que permitiu a estreia do Brasileirão sem o prometido impedimento semiautomático.
Sem conseguir finalizar no alvo, o Botafogo sofria para encaixar a marcação em Gerson e Matheus Pereira, que flutuavam entre as linhas de Allan e Danilo. No entanto, o intervalo foi fundamental e mostrou mais uma vez como o Fogão está tendo um belo início de trabalho com o ex-técnico do Porto. Anselmi adiantou o bloco de marcação, e logo aos 2 minutos da segunda etapa, o Botafogo abriu o placar em uma jogada coletiva: Montoro limpou a marcação, Arthur Cabral fez o pivô e Danilo finalizou de bico. Esse gol desestruturou o plano de Tite, que precisou abrir o time.
Com o Cruzeiro lançado ao ataque, o Botafogo puniu os espaços deixados por Fagner e Kaiki. no segundo gol, Matheus Martins (que entrou no lugar de Santi Rodríguez) aproveitou a velocidade em um contra-ataque após passe de Montoro para vencer Cássio. Na sequência, os gols que sacramentaram a goleada foram fruto de um Cruzeiro entregue e “na roda”. Danilo marcou de cabeça após cruzamento de Nathan Fernandes, e Artur fechou a conta driblando Cássio.
O impacto da vitória do Botafogo
A vitória encerrou um jejum que durava desde setembro de 2016. De lá para cá, haviam sido 15 jogos sem vitória do Botafogo contra o Cruzeiro. Ou seja, esse resultado serviu para diminuir o ambiente que ficou extremamente intenso durante toda a quinta-feira (29) e ainda deixou John Textor tranquilo, mas tão tranquilo, que o empresário norte-americano fez questão de descer dos camarotes para abraçar os jogadores na saída de campo. Seria essa uma tentativa de mostrar força ou um gesto de despedida?
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