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Retrospectiva 2025: Botafogo enfrentou instabilidade total e decepções severas

O Botafogo certamente viveu um de seus anos mais tumultuados no século XXI depois de ter sido o grande vencedor da Libertadores e do Brasileirão de 2024. Existia grande existência da torcida após o enorme sucesso da temporada mais vitoriosa da história do clube, mas nenhuma grande justificativa foi correspondida e o ano quase terminou sem a presença de um treinador, fato que acabou marcando principalmente uma temporada sem nenhum título conquistado e diversas decisões perdidas.

Botafogo perdeu todas as referências do time campeão

A indefinição na escolha por um novo treinador marcou praticamente todo o primeiro semestre de um Botafogo que estava extremamente confiante de que conseguiria repor facilmente a saída de Artur Jorge. O empresário norte-americano John Textor esnobou as disputas dos torneios estaduais e principalmente de competições em que o Fogão jamais esteve antes: Supercopa do Brasil (em duelo direto contra o Flamengo) e Recopa Sul-Americana (diante do Racing).

Sem a presença de nenhum treinador efetivo á beira do campo, o alvinegro foi treinado por Carlos Leiria (profissional do sub-20) e todas as mecânicas de jogo que fizeram o time campeão foram destruídas pelo auxiliar que resolveu adotar estratégias diferentes. Com isso, o Botafogo sofreu muito com derrotas vexatórias no estadual e total falta de competitividade nos torneios em que Textor chamou de “competições satélite”, tentando diminuir a importância do calendário antes do Brasileirão iniciar. No fim das contas, acabou tendo que recorrer à Renato Paiva, depois de tantas negativas e investidas errôneas.

Euforia, frustração e demissão marcaram campanha no Mundial

Durante a paralisação do Brasileirão no meio do ano, o Botafogo chegou mais confiante para a disputa da Copa do Mundo de Clubes devido à sensação de que o trabalho da comissão técnica de Renato Paiva finalmente estava engrenando, com uma classificação improvável às oitavas de final da Libertadores tendo sido arrancada “na marra”. Na estreia, um desempenho preocupante contra o Seattle Sounders deixou o torcedor medo do PSG, mas o mundo foi surpreendido com um ótima estratégia montada para neutralizar os atuais campeões europeus, arrancando uma vitória épica diante de um time que estava invicto há quase 30 jogos.

Esse resultado foi fundamental para garantir vaga às oitavas de final mesmo depois de uma natural derrota para o Atlético de Madrid, mas ninguém poderia imaginar que o chaveamento colocaria o Palmeiras no caminho do Fogão no torneio da FIFA. Após a eliminação na prorrogação, com uma estratégia considerada defensiva demais, John Textor se revoltou e decidiu pela demissão de Paiva.

Passagem relâmpago de Davide Ancelotti fechou ano do Botafogo

Davide Ancelotti foi o chamado para encerrar a temporada do Botafogo em uma aposta no qual fez o alvinegro carioca ganhar sobre a concorrência de times da Serie A Italiana. Em seu primeiro trabalho como técnico principal, o então auxiliar de Carlo Ancelotti encontrou muitas dificuldades em seus primeiros jogos, mas acabou sendo bancado pela diretoria e conquistou a confiança da torcida após sequência de dez partidas de invencibilidade, rendendo uma vaga à fase prévia da Libertadores.

Porém, quando o ano parecia que seria encerrado na tranquilidade, Ancelotti se revoltou com a saída de seu preparador físico (mesmo que o Botafogo tenha liderado o Brasileirão em lesões) e pediu demissão. Desta vez, Textor agiu rápido e contratou Martín Anselmi (ex-Porto), e resta saber se sua nova aposta será assertiva.

Imagem: AGIF