GP do Japão de Fórmula 1
Automobilismo Fórmula 1

Última hora: Fórmula 1 aprova mudanças importantes no regulamento de 2026

Após forte pressão de equipes e pilotos, a Fórmula 1 decidiu, após três reuniões com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), alterar aspectos do regulamento técnico da categoria. As discussões envolveram, além das equipes e dos órgãos reguladores, as fornecedoras de motores Audi, Ferrari, Honda, Mercedes e RBPT (Red Bull).

O foco das mudanças está na melhoria das sessões de classificação e no aumento da segurança das corridas, por meio de ajustes na atuação da bateria, responsável por cerca de 50% da potência dos carros em conjunto com o motor a combustão.

As alterações agora serão votadas no WMSC (World Motor Sport Council, ou Conselho Mundial de Automobilismo, em tradução livre) e, posteriormente, implementadas de forma imediata na Fórmula 1.

Entenda o que mudará na Fórmula 1

Fórmula 1
Foto: Clive Mason/Getty Images

Nos treinos classificatórios, a FIA reduziu o limite máximo de recarga de energia de 8 MJ (megajoules) para 7 MJ. O objetivo da medida é diminuir a recuperação excessiva, que gerou certo anticlimax nas primeiras corridas. Além disso, o “superclipping” recebeu um incremento de 100 kW (quilowatts) em relação ao valor máximo anterior (250 kW), válido tanto para a classificação quanto para a corrida. Assim, os pilotos devem ter menos foco no gerenciamento e poderão explorar mais o limite do carro.

Nas corridas, a potência do modo “boost” será restrita a +150 kW, com a finalidade de evitar grandes diferenças de velocidade entre os carros durante disputas, como a observada no incidente entre Oliver Bearman e Franco Colapinto no GP do Japão.

As largadas também são um ponto importante e passaram por mudanças. Um sistema capaz de detectar quando um carro está com baixa potência foi desenvolvido e será implementado. Caso haja uma aceleração irregular após o piloto soltar a embreagem, o MGU-K será acionado automaticamente para reduzir o risco de impacto. As luzes da asa traseira também serão acionadas para alertar os carros que vêm atrás.

A Fórmula 1 também ampliou de oito para doze o número de corridas em que o limite de energia poderá ser ajustado, com o objetivo de adaptar o regulamento às características de cada pista.

Outro ponto alterado diz respeito às condições climáticas adversas. A temperatura dos cobertores térmicos dos pneus intermediários, utilizados em pista úmida, foi aumentada. Por outro lado, o uso máximo do ERS será reduzido para melhorar o controle do carro por parte do piloto, além de pequenas mudanças no sistema de luz traseira para aumentar a visibilidade.

As discussões começaram na semana seguinte ao GP do Japão, aproveitando o cancelamento das corridas de Sakhir e Jeddah, em decorrência dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Três reuniões foram realizadas nesse intervalo, envolvendo equipes, fornecedoras, FIA e FOM (Formula One Management).

Agora, resta aguardar a aprovação das medidas no WMSC e verificar se os problemas da Fórmula 1, tanto de segurança quanto relacionados ao espetáculo, serão de fato resolvidos.

(Foto principal: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull Content Pool)